Origem da prece de Cáritas

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a  luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!
Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.
Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.
Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.
Assim Seja.
  
"A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.
CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma  das grandes médiuns de sua época – Mme. W. Krell – em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.
A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: "Como servir a religião espiritual"e "A esmola espiritual".
Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até nós, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.
A prece de Cáritas é a mais linda e comovente em toda a literatura espírita, mas sua origem não é muito conhecida: se perguntarem à maioria dos espíritas como ela surgiu, e o porquê da denominação de "Cáritas", poucas pessoas arriscarão dar um parecer.
"Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, eu sou a meta a que vós todos deveis visar"
O que se apregoa nos meios religiosos, e principalmente no movimento espírita, é que "Cáritas" é um espírito que se comunicava através das faculdades de uma das grandes médiuns de seu tempo: Madame W. Krell, no círculo espírita de Bordeux, na França de Allan Kardec. A prece foi psicografada na véspera do Natal de dezembro de 1873, há mais de cem anos.
Acredita-se que esse espírito foi no passado a figura de Irene, que foi martirizada em Roma no ano 305, quando das perseguições do Imperador Diocleciano. Canonizada por sua religião – a posteriori veio a ser conhecida como Santa Irene – ela e suas irmãs foram convertidas ao Cristianismo. Diocleciano determinou perseguição aos cristãos, e ela foi acusada de possuir "livros proibidos" e, por isso mesmo, foi condenada à fogueira, enquanto suas irmãs foram degoladas à sua frente.
Madame Krell, esquecida no presente, pode ser considerada um dos maiores médiuns psicográficos da história do Espiritismo. A perfeição extraordinária de mensagens psicografadas dos maiores nomes da poesia francesa não poderia jamais colocar o nome da médium em cheque. Na prosa Madame Kreel recebia constantes comunicações do Espírito de/da Verdade, Dumas, Lacordaire, Lamennais, Pascal, do famoso grego Ésopo, Fénelon e outros, que foram publicados no livro "Rayonnementes de la Vie Spirituelle", em maio de 1875. Ressalte-se que madame Kreel psicografava em transe, tendo colocado no papel o trabalho de Lamartine, André Chénier, Alfred de Musset, Edgard Allan Poe, Saint-Beuve, além de mensagens como "A esmola espiritual" e "Como servir a religião espiritual":
"A esmola, meus amigos, algumas vezes é útil, porque alivia os pobres. Mas é quase sempre humilhante tanto para quem dá, quanto para quem a recebe. A caridade, pelo contrário, liga o benfeitor e o beneficiário e, além disso, se disfarça de tantas maneiras! A caridade pode ser praticada mesmo entre colegas e amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, perdoando-se mutuamente suas fraquezas, cuidando de não ferir o amor-próprio de ninguém."


Grupo Lauro

A Criança Obsidiada

Autor: Suely Caldas Schubert

“Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência.
Não se vê em crianças dotadas dos piores instintos, numa Idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação?
Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso?”
(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questão 199-a.)

Crianças obsidiadas suscitam em nós os mais profundos sentimentos de solidariedade e comiseração.
Tal como acontece ante as demais enfermidades que atormentam as crianças, também sentimos ímpetos de protegê-las e aliviá-las, desejando mesmo que nada as fizesse sofrer.
Pequeninos seres que se nos apresentam torturados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele à prece imediata em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço. Outros se apresentam sumamente irrequietos, irritados desde que abrem os olhos para o mundo carnal. Ao crescer, apresentar-se-ão como crianças-problemas, que a Psicologia em vão procura entender e explicar.
São crianças que já nascem aprisionadas — aves implumes em gaiolas sombrias —, trazendo nos olhos as visões dos panoramas apavorantes que tanto as inquietam. São reminiscências de vidas anteriores ou recordações de tormentos que sofreram ou fizeram sofrer no plano extrafísico, antes de serem encaminhadas para um novo corpo. Conquanto a nova existência terrestre se apresente difícil e dolorosa, ela é, sem qualquer dúvida, bem mais suportável que os sofrimentos que padeciam antes de reencarnar.
O novo corpo atenua bastante as torturas que sofriam, torturas estas que tinham as suas nascentes em sua própria consciência que o remorso calcinava. Ou no ódio e revolta em que se consumiam.
E as bênçãos de oportunidades com que a reencarnação lhes favorece poderão ser a tão almejada redenção para essas almas conturbadas.
A Misericórdia Divina oferecerá a tais seres instantes de refazimento, que lhes chegarão por vias indiretas e, sobretudo, reiterados chamamentos para que se redimam do passado, através da resignação, da paciência e da humildade.
Na obra “Dramas da Obsessão”, Bezerra de Menezes narra a vida de Leonel, que desde a infância apresentou crises violentas, evidenciando a quase possessão por desafetos do pretérito. Este mesmo Leonel, já adulto e casado, acompanhou a espinhosa existência de sua filha Alcina, que como ele era obsidiada desde o berço.
Crianças que padecem obsessões devem ser tratadas em nossas instituições espíritas através do passe e da água fluidificada, e é imprescindível que lhes dispensemos muita atenção e amor, a fim de que se sintam confiantes e seguras em nosso meio. Tentemos cativá--las com muito carinho, porque somente o amor conseguirá refrigerar essas almas cansadas de sofrimentos, ansiando por serem amadas.
Fundamental, nesses casos, a orientação espírita aos pais, para que entendam melhor a dificuldade que experimentam, tendo assim mais condições de ajudar o filho e a si próprios, visto que são, provavelmente, os cúmplices ou desafetos do pretérito, agora reunidos em provações redentoras. Devem ser instruídos no sentido de que façam o Culto do Evangelho no Lar, favorecendo o ambiente em que vivem com os eflúvios do Alto, que nunca falta àquele que recorre à Misericórdia do Pai.
A criança deve ser levada às aulas de Evangelização Espírita, onde os ensinamentos ministrados dar-lhe-ão os esclarecimentos e o conforto de que tanto carece.
*
O número de crianças obsidiadas tem aumentado consideravelmente. Há bem pouco tempo chegaram às nossas mãos, quase simultaneamente, cinco pedidos de orientação a crianças que se apresentavam todas com a mesma problemática de ordem obsessiva.
Um desses casos era gravíssimo.
Certa criança de três anos e alguns meses vinha tentando o suicídio das mais diferentes maneiras, o que lhe resultara, inclusive, ferimentos: um dia, jogou-se na piscina; em outro, atirou-se do alto do telhado, na varanda de sua casa; depois, quis atirar-se do carro em movimento, o que levou os familiares a vigiá-la dia e noite. Seu comportamento, de súbito, tornou-se estranho, maltratando especialmente a mãe, a quem dirigia palavras de baixo calão que os pais nunca imaginaram ser do seu conhecimento.
Foram feitas reuniões de desobsessão em seu benefício, quando se verificaram as origens do seu estado atual. Atormentada por muitos obsessores, seu comprometimento espiritual é muito sério.
As outras crianças mencionadas tinham sintomas semelhantes: acordavam no meio da noite, inconscientes, gritando, falando e rindo alto, não atendiam e nem respondiam aos familiares, nem mesmo dando acordo da presença destes.
Todas são menores de cinco anos.
Com a terapêutica espírita completa, essas crianças melhoraram sensívelmente, sendo que três retornaram ao estado normal.


Do Livro Obsessão e Desobsessão

Avatar do câncer


“Médicos recriam, em animais, os tumores dos pacientes. O modelo é usado para testar remédios mais eficazes para cada caso.
Uma experiência pioneira no Brasil sendo conduzida no Hospital A.C. Camargo Câncer Center, em São Paulo. Lá, pacientes começam a ter adicionado ao tratamento um recurso que vem sendo chamado de “avatar do câncer”. Uma amostra do tumor de cada um é reproduzida e cresce implantada em um camundongo, sob a pele ou no órgão correspondente do animal, funcionando como um espelho da doença. Em casos difíceis, a estratégia é valiosa. Por meio dela, os médicos podem experimentar contra aquele tumor especifico remédios que podem ser mais eficazes e observar o comportamento, inclusive agressividade, mas de forma que o corpo do paciente fique preservado de eventuais prejuízos que as tentativas possam trazer.” (Revista IstoÉ – 25/04/2018).

O câncer é uma doença que nasce do comportamento da alma. Ele faz parte dos processos de expurgos que o espírito testemunha antes alcançar patamares mais evoluídos, como o do estágio da Regeneração, por exemplo. A esse respeito o nobre espírito Orion, em sua preleção, relatada no livro Transição Planetária, capítulo 3, diz: “Antes, porém, de chegar esse momento (de transição), a violência, sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão dantes jamais pensados, alcançando o mais profundo abismo, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno a ética, à moral, ao equilíbrio...”
Como a misericórdia do Senhor é infinita e atua incessantemente em nosso favor, associada aos esforços humanos, sempre sopra uma brisa suavizando dores.
A cura verdadeira vem da renovação íntima pelo Evangelho de Jesus, fonte segura para eliminar da face do nosso Planeta os processos purgatórios, como o câncer e muitas outras doenças em que a medicina ainda não alcançou todo o ciclo de cura.
Agradeçamos a Deus, pelos médicos, pelos camundongos...       

Grupo Lauro          
         

Marias Imaculadas



13 de maio rende homenagem à mulher-mãe. O imaginário de liberdade feminista nos protestos, tais como  retirar o porta-seios, a marcha abortiva,   aliado ao empoderamento politico, e a excentricidade humana se distanciam do verdadeiro sentido e sentimento sublime, que reveste e vive indelével o espírito das Marias Imaculadas. 



Vida, morte, morte, vida, inevitável ousadia DIVINA; na minha infância e no adolescer o irremissível não Te concedia.
O zoom no tempo, do berço gênese ao  zoom 72, lente embaçada, limpa, no meu terceiro olho que vê, o Teu relativo poder, epifania em retalhos.
As Marias imaculadas não seguem Tua ousadia Divina, seguem a própria divindade de amar. E numa afronta ao Amigo Invisível, não morrem, simplesmente ocultam-se envoltas em cetim purpura de amor. Para que os deu seu ventre apreendam as duras lições da vida e da morte.
Elas não morrem, escapam à vista, para que os seus frutos conheçam florestas escuras, assustadoras, sobrevivendo aos perigos do mundo hostil. E no alto, o Altíssimo nas estrelas, circundado por buracos negros, serenamente no deleite da sonoridade da valsa das flores, placidamente observa... 
Marias...Maria amor deixa a vida, para que o incapaz seja capaz de enfrentar o medo, a solidão, a orfandade, maldade, caminhos certos ou tortos é o aprendizado sem professor.
Sobrevive o incapaz nessa floresta vida, escura, úmida... Encontra o caminho com pés macerados, coração marcado e a alma bruxuleante, cabeça erguida como o cavaleiro andante em busca da justiça e amor.
Marias...Maria fonte que sacia minha sede, por mais que tente, jamais compreenderei teu amar. Neste zoom 72 em teu amor, embora alguns nunca entendam chego a lacrimejar. És essência do céu que deixa-se morrer por sua prole. 
A areia da ampulheta de minha vida escorre lentamente, até o dia que unidos possa dizer-te, Marias; Maria, que saudade: amo-te!
Ave Cristo!

Autor Dan 







Coração de Mãe





"Lugares onde se pode rir são muitos: as festas, os bares, os jantares, a Disneyworld, com amigos e desconhecidos. 
Os risos não necessitam justificativas.
Mas são poucos os lugares onde se pode chorar, sem sentir vergonha, e sem ter de suportar a tolice dos insensíveis que desejam transformar o choro em riso: eles não entendem.
Mãe é o lugar onde se pode chorar sem sentir vergonha.”


Rubem Braga

Ciranda, Cirandinha

Ciranda, Cirandinha..















Ciranda, Cirandinha
No recreio da vida, a infância com jaça.
Algazarra geral,, as crianças dançavam,
Singelas,, graciosas;, corpo balanga dentro e fora,
Brincando em reboliço se empurravam,
Ciranda, Cirandinha...
Ralhando umas com as outras, contorcia-se a roda.
Os cachos ao vento escondiam o rosto de graça
     Da menina ébano,
     Ciranda, Cirandinha...
     O vento cessante, a sufocava.
     Os cachos remexidos
     O rosto perdido,
     O corpinho desfalecido.
     A dança parou,
     A algazarra chorou.
     A menina ébano,
     Caída ao chão,
     Viu-se no céu... Balão;
     Via desalento na roda.
     Mas respirava seu coração
     Ciranda, Cirandinha...
     E junto aos anjos, grande roda,
     Sorrindo outra vez,
     Balanga dentro e fora,
     Ciranda, Cirandinha...
     Ciranda, Cirandinha
     Ciranda, Cirandinha...

        José Grosso - Dan
 


                                                                                   

Jesus e a marcha da deformidade espírita


É comum localizamos em nossas hostes doutrinárias alguns confrades agindo semelhantes aos “crentes evangélicos” (da ala neopentecostal), talvez por “olho gordo”, exaltando inflamados o “nome” Jesus, a “imagem” do Crucificado, a “personalidade” do Messias, quase sempre sob argumentos desprovidos de coerência, comprovando desconhecimento dos códigos morais do Evangelho racionalmente explicados por Allan Kardec e os espíritos superiores.
Por causa do “cristianismo” arcaico, a figura de Jesus se caracteriza por debilitada representação simbólica e, como sabemos, todo símbolo que passa do tempo fica enferrujado, desgastado e perde a sua essência e sentido. É óbvio que reverenciamos o excelso valor de Jesus e O defendemos enquanto Verdade Maior, porém, sem afastar um milímetro da lógica kardequiana.
Encontramos no M.E.B. (movimento espírita brasileiro) muitos “espíritas” de sacristia, como dizia Arnaldo Rocha, ou seja, espíritas “rezadores” (artificiais e dissimulados), que muito reza (tagarelando) e não se cuida da própria honra.
Conhecemos embustes de oradores que falam apaixonadamente sobre Jesus (chegam a chorar de emoção), que discursam sobre o valor da monogamia, na união familiar, todavia fazem andar a “fila” das esposas. Há ilustres palestrantes “espíritas” que insistem nos temas repetitivos, sempre sob a lideranças dos agenciadores de seminários improdutivos. Nessa inadvertência seguem algumas federativas (mal dirigidas) que insistentemente promovem congressos inócuos, pobres de conteúdos e onerosíssimos (não gratuitos) sempre destinados aos espíritas endinheirados.
Em tais eventos (congressos soberbos e inóxios) expõe-se temas evangélicos recorrentes, desgastados, abarrotados de trivialidades e lugares comuns, defendidos com afetação e tradicionalíssimas vozes veludíneas banhada de camuflada emoção veiculadas por intocáveis palestrantes sacralizados, santificados e “insubstituíveis” ante os apelos idolátricos da frenética e delirante caravana de “espiritólicos”.
Aliás, não obstante “carismáticos”, há oradores endeusados que fazem das palestras proferidas e a fama obtida nos escombros reivindicatórios da extravagante multidão de “espiritólicos”, uma execranda máquina de fazer dinheiro. Sim! São os confrades vendilhões do Espiritismo.
Neste cenário ainda há espaço para identificarmos “espíritas oba-oba”, espalhafatosos, recheados de fraternidade de boteco, sorrisos maquinais, comportamentos que contrastam com a simplicidade cristã. Isso tudo sem aprofundarmos nas práticas de diretores de órgãos oficiais (federativas) que se esgrimam (mentalmente) pela caça do poder de direção do M.E.B., totalmente distantes do exemplo edificante da humildade. Tais líderes intransigentes traem a si, aos amigos, ao M.E.B. e ao Espiritismo.
Certificamos que o caminho do M.E.B. tem sido de duas vias: uma é ocupada pela chamada liderança oficial, dos espíritas autócratas, cheios de “não me toques”, repletos de salamaleques; a outra via é ocupada pelos espíritas “combativos” do bem, fieis a Kardec, lealdade essa que nada tem a ver com extremismo ou intolerância, mas compromisso com a verdade.
Os “combativos” fazem o trabalho de azorragar a “oficialidade”, de fustigar os eternos “donos” do M.E.B. para não os deixar comodamente em “berço esplêndido” sob os narcóticos da ilusão. Os “combativos” de Kardec são, por isso, mal vistos e execrados permanentemente, tidos como desagregadores , mas são eles que agem com a coragem e virilidade necessária para evitar a perda total de uma doutrina tão cara à humanidade.
Quando se trata da moral, Jesus é o grande exemplo. Quando se trata de conhecimento espírita, Kardec é a verdade. Não pode haver mais espaço para o estereótipo de um Jesus decrépito, idolatrado, da tradição arcaica, pois o Espiritismo fez avançar no conhecimento de modo que sem o Espiritismo Jesus permanece no estado da incompreensão e da superficialidade do simbolismo sectário.
Portanto, jamais pode haver espaço para um Espiritismo segundo o Evangelho, pois o evangelho não pode explicar o Espiritismo ; ao contrário, apenas o Espiritismo pode explicar o evangelho. Como me ensinou um atilado espírita de vanguarda.
O futuro do Espiritismo está fixado nesse quadro contemporâneo, das lutas entre os que defendem os princípios kardequianos e os fracos, que mais se importam com os aplausos da plateia, com os resultados que agradam à audiência e os transformam famosos. A luz intensa da verdade os incomoda, daí a preocupação em defenderem-se para não perder o comando. Desfiguram o Espiritismo para se manterem na posse do “movimento espírita oficial”.
Cabe aos impávidos “combativos” do bem se contraporem a isso, mesmo sabendo que a luta é inglória sob o aspecto da capacidade de deter a marcha do embuste doutrinário. Mas como Jesus foi desfigurado e ainda se mantém deformado enquanto amor sem igual, o Espiritismo prosseguirá em sua desfiguração contínua, mas ao mesmo tempo se manterá firme e forte enquanto conhecimento fundamental para o despertamento da consciência humana.
Jorge Hessen

PS

Celebrando o Natal



Quando estiveres celebrando o natalício do Messias recorda que Ele deixou-se imolar para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.
O banquete proteico fortalece o corpo sólido, o licor estupefaciente satura a sensibilidade pensante em projeções desconexas de euforia ou de melancolia.
O corpo é uma benção a ser reverenciado a todo respirar. Cuida-o - cuidando do corpo cuidarás da conexão com tua própria alma. A alma é a inquilina na transitória morada corpo.
Celebrando o natalício do Messias lembre-se que Ele deixou o corpo no madeiro afrontoso, dediquemos a Ele os sentimentos de alma para alma:
No amor incondicional,
No acolhimento indistintamente,
No lenitivo aos prantos anônimos,
No brilhar do sorriso na sombra da tristeza,
No clamor em prece no chão da marquise,
No cobertor aos que tem o relento como cobertura,
No leito de agonia e dor, o lenitivo de um pensamento,
No coração transfigurado, subjugue a si mesmo,
Repleto do amor do aniversariante a nossa sintonia estará Nele e Ele estará em nós.

Espírito Fabiano
19/12/2017 – 02h30min – Dan

PS

O Passe

Todo o encanto dos ensinos espíritas, oriundo da fé racional considerando o potencial do magnetismo pelo passe, desaparece ante as ginásticas pedantes e caricatas de tratamentos “espirituais” ultimamente praticados em algumas instituições espíritas mal administradas.

Dos muitos disparates que já ouvi nas hostes espíritas de Brasília, um deles é que a aplicação do passe quando “concentrado” (concentrado???….!!!) e muito demorado pode causar “congestionamento fluídico” (congestionamento fluídico???…!!!) e com isso o assistido pode se sentir mal (sentir mal???…!!!) Acredite se puder!
Ora, na aplicação do passe oferecido numa casa espírita bem dirigida, os Benfeitores manipulam e espargem os fluidos exatamente na quantidade necessária para cada assistido, nem mais, nem menos. Nunca em excesso.
O passe não poderá, em tempo algum, ser aplicado com movimentos bruscos, com malabarismos manuais, estalos de dedos, cânticos estranhos e, muito menos ainda, com passistas incorporados com “aconselhamentos” para o assistido.
Por conseguinte, na aplicação do passe não se fazem necessários a gesticulação violenta, a respiração ofegante ou o bocejo contínuo, e que também não há necessidade de tocar o assistido. A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.
São ridículas as encenações preparatórias com as mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para “melhor assimilação” fluídica, braços e pernas descruzados para não impedir a livre passagem dos fluidos, e assim por diante – só servem para achincalhar o passe, o passista e o paciente.
A transfusão sanguínea promove a renovação das forças biológicas. O passe é transfusão de energia psíquica e magnética. A diferença é que os recursos sanguíneos são extraídos de um reservatório limitado, mas os elementos psíquicos são retirados do reservatório interminável das forças espirituais.
A transfusão ocorre através do períspirito, órgão sensitivo do Espírito, que interage de forma profunda com o corpo biológico, razão pela qual as energias psíquicas, transmitidas pelo passe e recebidas inicialmente pelos “centros de força”, alcançam o corpo físico através dos “plexos”, proporcionando a renovação das células enfermiças. As energias psíquicas poderão ser espirituais, considerando o magnetismo advindo dos desencarnados que participam dos processos, e fluidos humanos, através do magnetismo animal pertencente aos passistas encarnados.
O passe é prece, concentração e doação. A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai. Por ela, consegue o passista duas coisas importantes: primeiro, expulsar da mente os sombrios pensamentos remanescentes da atividade comum das lutas materiais diárias; segundo, sorver do plano espiritual as substâncias renovadoras a fim de conseguir operar com eficiência em favor do próximo.
Por questão de bom senso, o passe deverá sempre ser ministrado de modo silencioso, com simplicidade e naturalidade. Todo o potencial e toda a eficácia do passe genuinamente espírita dependem do espírito e da assistência espiritual do passista e não apenas do passista. Jesus utilizou o passe “impondo as mãos” sobre os enfermos, a fim de beneficiá-los. E ensinou essa prática aos seus discípulos e apóstolos, que também a empregaram largamente nos tempos apostólicos.
Vale relembrar aqui que apesar dos estranhos passistas que criam confusões ao aplicarem o passe, reconhecemos que muitos encarnados e desencarnados são beneficiados pela transfusão dos fluidos psíquicos, pois sabemos que é manifestação do amor de Deus, esse sentimento sublime que abarca a todos e os alivia.
Importa-nos lembrar, porém, um pensamento de Chico Xavier: o passe, tal como terapia, não modifica necessariamente as coisas, para nós, mas pode modificar-nos a nós em relação às coisas.



Jorge Hessen

PS

O Presente do Lauro


Entrega dos presentes de Natal, emoldurado pela alegria das crianças. 



Fotos





PS