Se eu morrer antes de você













Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:

Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.

Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito,esqueça e acrescente sua versão.

Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.

Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.

Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.

E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
"Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!"
Aí, então derrame uma lágrima.

Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.

Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.

E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.

Você acredita nessas coisas?

Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.

Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu...

Ser seu amigo... já é um pedaço dele.

Chico Xavier



Trabalho e Sacrifício

Fritz Schein
Os Grupos da Fraternidade foram chamados a realizar no mundo moderno o trabalho espiritual com amor e sacrifício.
Não nos importam agora as lutas e divergências doutrinárias, mas interessa-nos principalmente a quota de sacrifício, esforço e dedicação que cada um possa dar.
Não pedimos o mínimo aos componentes dos Grupos, mas exigimos o máximo daqueles que espontaneamente se propuseram cooperar.
É preciso que cada um saiba que aqueles que se ligam aos Grupos da Fraternidade estão dispostos a dar tudo, porque a Espiritualidade que controla os Grupos tudo exige.
Não consideramos, nesse trabalho, a cooperação como expressão da simples boa vontade, mas sim como dever.
Quem não estiver disposto a dar de si mesmo, não esta em condições de fazer parte dos Grupos da Fraternidade.
É natural que venham a estranhar a aspereza das minhas palavras. No entanto, sinto-me na obrigação de esclarecer nossos companheiros, a fim de que melhor compreendam suas responsabilidades.
Nossos Grupos são Grupos especializados de trabalho intensivo em esfera de atividade espiritual e material.
Os enfermos não podem contar apenas com o nosso desejo remoto de servir, mas devem esperar de nós a conduta incorruptível do Cristão que sabe servir.
A fase da caridade como auxílio, simplesmente já passou para os elementos que compõem nossas coletividades. Agora deve dominar-nos o sentimento de que somos obrigados pela compreensão da Lei a dar o máximo de nós mesmos, em favor de nossas atividades de cooperação.
Nosso programa deve ser o programa diário de trabalho sem descanso, sem desânimo e sem aborrecimentos.
Esperam-nos, todos os dias, os desamparados do mundo, mas filhos da Misericórdia Divina. 
Auxiliá-los não será favor, mas oportunidade de ascensão às esferas mais altas do pensamento e da espiritualização.
Quem não quiser servir, não tem o direito de penetrar no santuário de nossas atividades.
Não representamos, em absoluto, agrupamentos que objetivam comprovar a imortalidade, embora isso suceda comumente.
Representamos colméias de trabalho cristão com o Senhor à frente.
As restrições impostas a cada um são determinações da necessidade e da natureza do próprio serviço.
O homem que desce ao fundo do mar dentro de um escafandro, compreende que o aparelho de proteção que usa é uma imposição necessária de seu sistema de mergulhador.  
Não discutirá o aspecto desagradável do escafandro nem as dificuldades de movimentação dentro dele, porque sabe que a sua estrutura representa o esforço de técnicos especializados.
Aceita o escafandro como aparelho protetor de sua própria vida física, nas regiões perigosas que deve penetrar.
Assim também os componentes dos trabalhos de efeitos físicos devem aceitar as restrições referentes à carne, ao fumo, ao álcool, aos sentimentos, aos impulsos, aos pensamentos, como possibilidade de estruturação de um escafandro espiritual capaz de garantir-lhes a incursão nas esferas difíceis do intercâmbio, através da materialização ou da voz direta ectoplásmica.
Nada pedimos que não seja justo e razoável perante as leis divinas.
Comprometemo-nos, em dias que já se vão, a realizar nosso trabalho espiritual e isso faremos, com a ajuda de Deus.
Muito se pedirá a quem muito foi dado e nós recebemos muito.
Mais ainda se pedirá a todos aqueles que chamados a cooperar com o Mestre em favor de todos. Jesus, representação na Terra da Vontade de Deus, e Senhor da Seara e com ELE iremos até o fim.
Não tememos a tempestade do mundo, porque, segundo o Mestre, a imagem deste mundo passa e esta noite mesmo poderão vir buscar nossa alma para a expiação e para responder por nossas próprias responsabilidades.
Temamos, isto sim, nossa indiferença pelas coisas do Espírito e roguemos a Deus para que tenhamos bom ânimo e fortaleza.
 
Fritz Schein
(Mensagem recebida por R. A. Ranieri em 1.956)
Grupo Lauro
    

Visitação à Enfermos no Irmão Lauro



1. RESPONSABILIDADE DOS VISITADORES:
a) Ser assíduo e pontual às visitas, procurando não faltar sem motivo muito justo, tendo o cuidado de avisar com antecedência o condutor dos trabalhos para que este possa efetuar a substituição, se necessário;
b) Integrar-se às normas de vida do espírita cristão e fraternista, fazendo de sua vida um exemplo para os demais;
c) O visitador passista deverá abster-se de álcool e fumo, sendo, no entanto, tolerável ao visitador que não ministra passes, devendo este abster-se, no entanto, no dia da tarefa;
d) Frequentar e participar assiduamente das reuniões  na qual foi direcionado no Irmão Lauro;

2. RESPONSABILIDADES DOS CONDUTORES  DE EQUIPES
a) Conduzir o grupo no sentido de que cada elemento se sinta com a responsabilidade de visitador de enfermos;
b) Realizar as visitas sempre no dia e hora certas, nunca permitindo que fique ao sabor dos interesses do momento;
c) Imprimir ao grupo visitador um ambiente de entendimento, fraternidade, buscando a unidade de vibrações, sempre dentro da pauta da conduta cristã;
d) Somente assumir compromissos de visitação a enfermos que a equipe possa cumprir com assiduidade;
e) Apresentar relatório mensal das visitas ao Depto.Socorrista responsável pelas visitas;
f) Informar imediatamente ao Depto.Socorrista, todas as alterações efetuadas na equipe, inclusive entrada e saída de membros, bem como inclusão e eliminação de nomes de enfermos para serem visitados;
g) Nunca prometer ou estipular prazo para a cura das enfermidades orgânicas, mentais ou espirituais.

3. SISTEMÁTICA DE ATENDIMENTO
a) As visitas de determinado enfermo pode ser solicitada ao coordenador de visitas ou ao Depto. Socorrista. Nesse caso, deverá o dirigente tomar o cuidado de anotar todos os dados do enfermo na ficha de controle;
b) Somente serão aceitas as solicitações em que o enfermo esteja impossibilitado de se locomover até ao Irmão Lauro para participar da reunião de Assistência Espiritual;
c) Após a primeira visita, ou preferencialmente antes dela, deverá o condutor da equipe estar munido de orientação espiritual que deverá ser solicitada através dos condutores do Depto. Mediúnico;
d) Constarão da visita:
Prece vibracional;
Leitura e comentário de textos evangélicos de obras mediúnicas. No caso são indicadas as obras básicas do Espiritismo e as obras de Emmanuel e algumas de André luiz;
Troca de entendimentos com o enfermo no sentido de reanimá-lo minorando suas preocupações, visando em primeiro lugar a cura mental, a transformação do tônus vibracional do mesmo;
Passe magnético e reconfortante, não cabendo os passes especiais (sem orientação prévia) e os passes mediunizados;
Em casos especiais, havendo condições do ambiente poderão ser entoados hinos vibracionais, de forma e tom suave;
Prece de agradecimento;
Finda a tarefa, os tarefeiros retornarão imediatamente ao Irmão Lauro, não sendo permitido transformar a visitação numa ocasião social, com bate-papos e comes e bebes;
Salvo situações especiais, a visitação não deverá ultrapassar 30 minutos.

4. SUSPENSÃO DA VISITAÇÃO
Dever-se-á deixar a visita a algum enfermo por:
Desencarne;
Possibilidade do enfermo se locomover até ao Irmão Lauro e não houver necessidade vibracional (caso de obsessões) do mesmo receber passes em seu próprio lar; Quando o próprio enfermo ou seus familiares dispensarem a visita, que, alias se processa exclusivamente a seu interesse.
As visitas de afeições sociais Não se enquadram nas visitações regidas nos ditames espirituais.  

5. DO ENFERMO VISITADO
a) A priori somente recebe visitas domiciliares os enfermos que estejam impossibilitados de se locomoverem ao Irmão Lauro para aí receberem os passes;
b) Nos casos que envolvam obsessão e onde haja necessidade de efetivação da cura no ambiente doméstico, as visitas poderão ser efetuadas concomitantemente com a ida do enfermo ao Irmão Lauro;
c) No caso do item anterior, o dirigente de equipe deverá sempre trocar ideias com o Depto. Socorrista sobre a conveniência ou não de suspender as visitas. Sempre que possível, a espiritualidade deverá ser ouvida, através da orientação espiritual, por intermédio do atendimento fraterno;
d) De preferência os passes deverão ser ministrados no próprio quarto do enfermo, onde o ambiente requer maior vibração e pode melhor oferecer campo para a cura espiritual;

6. NORMAS GERAIS
a) Toda equipe de visitas possuirá um número de controle e possui um Mentor Espiritual, indicado pela espiritualidade;
b) O número mínimo de componentes em uma equipe deve ser de 3 (três) companheiros, de preferência, no caso, todos passistas, oriundos do das Reuniões do Irmão Lauro; Os componentes da visita deverão frequentar as reuniões no Irmão Lauro.
c) Em visitas familiares não exceder um máximo de 6 (seis) elementos, sendo preferível não ultrapassar de 5 (cinco);
d) Em visitas coletivas a hospitais, o número pode ser acrescido, mas nunca concentrado um grande número em uma só enfermaria ou leito;
e) Em equipes com aumento de confrades, a coordenação de visitas deverá efetuar a divisão em uma ou duas subequipes;
f) Em hipótese alguma, serão permitidas visitas em nome do Irmão Lauro, onde ocorram manifestações mediúnicas, tampouco reuniões familiares de desobsessão em lares;
g) Todas as visitas e reuniões, mesmo Culto Cristão no Lar, só poderão ter o caráter de Estudos Evangélicos Espirita;
h) Serão aceitos pedidos de passes humano-espiritual, ou quando o ambiente não permitir, somente visitas fraternas de leitura, comentários e trocas de entendimentos;
i) Toda equipe de visitas deverá Ter um condutor responsável e seu substituto eventual, sendo este responsável pela elaboração dos relatórios mensais;
j) Em hipótese alguma poderá uma equipe de visitas efetuar campanha financeira em nome do Irmão Lauro. Todas as Campanhas de angariação de donativos em dinheiro ou em objetos devem ser centralizadas à Tesouraria, que toma os cuidados necessários ao cumprimento da lei vigente;
k) Terminantemente não se deverá aproveitar a tarefa de visitas a enfermos para angariar fundos à Fraternidade, pois as visitas são feitas em caráter irrevogavelmente gratuito e espontâneo.
"Se desejas acender a luz do evangelho no lar do teu próximo, verifique, se o evangelho de luz, já acendeu no lar do teu coração". (Espírito Fabiano)


Grupo Lauro - Dan
PS




Na Noite do Nazareno


Ouro, mirra, olíbano, o presente dos sábios doutos,

Ao menino, que fugiu do pugio e do glaudius.

Na manjedoura silenciosa o amor sorriu.

E o espírito divino resplandeceu.

As sombras do ódio vozeavam: matem-no!

O sorriso meigo e inocente se fez forte,

O amor o mundo deslumbrou,

Vencendo à própria morte.

O amor Dele, em tua alma adormece,

Ore; é natal, que o amor em tua alma desperte:

Na dor de mães em prece,

Pelos filhos de faces aflitas,

Pelas crianças no mundo sem rumo na busca do amor bendito, cheias de dor;

O amor responderá: desperte-me!

Sou EU em ti, pedindo amor no gesto,

Aos sem nome,

Aos que tem fome,

Aos que choram.

Natal! Partilha o teu amor,

Que te envolve na noite do nazareno.

Veste, alimenta, levanta, ame,

E, então, o amor viverá - o amor que adormece,

Até que você o desperte,

Na alegria do gesto e aceno,

Do Amai-vos uns aos outros!

Espírito Fabiano

Grupo da Fraternidade Irmão Lauro – Mensagem recebida psicograficamente em alusão ao Natal.



FELIZ NATAL - FELIZ 2020

Novo Ano


Muitas vezes nos assemelhamos à pedra que repousa dentro d’água no riacho. Ao ser partida, seu interior permanece seco sem nenhuma umidade.
Assim, caminhamos em nossa vida, imersos na água viva do evangelho e nosso interior permanece árido.  E nesse riacho de imperfeições refrigeramos a nossa existência. Todavia a água viva que verdadeiramente sacia a sede do espírito necessita invadir o interior da “pedra” impenetrável que tornamos o próprio coração.
Vivemos no Evangelho do Cristo, porém ele não penetrou em nosso interior. Caminhemos mesmo com imperfeições a permitir o suave refrigério de Jesus dentro de nós.
É urgente permear na pedra do nosso coração o bem, o amor que nos foi ensinado e praticado por Jesus.
Neste novo ano que se aproxima, possamos caminhar superando nossas “pedras” lapidando-as nas águas de nossas dificuldades, a fim de nos impregnarmos do bem, da fé, de forma que nosso interior se umedeça no "Amai-vos uns aos outros”.
Iniciemos um ano especial com Jesus em nós.     
Muita Paz


Espírito Fabiano

Recebido quinta-feira – 28/12/2017- Reunião no Grupo Lauro – Dan


PS 

Filhos e netos recordando João Cabete...





















































Esta foto retrata o momento em que João Cabete e sua filha Dinazara se
apresentavam no Centro Espírita Allan Kardec de Campinas, durante 4a.
Semana da Fraternidade, realizada em 1962, tendo como anfitrião o Grupo da
Fraternidade Irmão Vicente, recem-fundado. Vê-se ao fundo uma maquete do
projeto da Cidade da Fraternidade, tal como era concebido na época.





Galardão ao “Irmão Lauro”




Amigo Irmão Lauro, que galardão poderia oferecer-lhe ao completar 56 anos, além do reconhecimento e amizade. Não medindo esforços para sermos melhores e que a luta para suplantação de nossos defeitos seja uma constante.
Amigo, seu incansável amor silencioso nos sustenta nas mazelas, que nos atingem oriundas em nós mesmos. Seu amor nos contagia como dadivas de Jesus.
Há 56 anos sustentas os comprometidos com a Fraternidade e amor ao próximo; sob sua sublime busca de despertar os homens para Cristo.
Uma semente lançada e mal cuidada pelos homens, ainda em crescimento, até produzir os frutos sublimes da paz entre os homens.
Rogamos a Jesus, que sua luz resplandeça entre nossas sombras, e permaneça na luz da Luz.



23 de novembro de 2019. Parabéns! 




Ave Cristo!
Dan




Reunião mediúnica






Para um atendimento bem-sucedido.
Tarefa das mais desafiadoras das casas espíritas, as reuniões de desobsessão exigem equipe sintonizada no Bem, instrutores amorosos e esclarecidos, médiuns disciplinados, estudo, humildade e muito, muito amor.

O psicólogo e escritor Jáder Sampaio, em simpósio realizado no último 21 de setembro, no Centro Espírita Pátria do Evangelho (Lar da Criança Emmanuel), em São Bernardo do Campo, SP.
Durante o evento, o pesquisador explicou como as teorias da psicologia humanista podem auxiliar as conversas com os espíritos nas reuniões mediúnicas.
Talvez seja a atividade que mais retrate a relevância da máxima de Allan Kardec: “fora da caridade não há salvação”, por exigir todos os sentimentos que a envolvem: a humildade, a compaixão, a benevolência, a atenção, a escuta fraterna. Trata-se de trabalho espiritual de extrema seriedade e responsabilidade, onde cada um dos participantes da reunião desempenha papel essencial, principalmente na comunhão de pensamentos, na sintonia com a equipe espiritual, para que possa se estabelecer uma ponte de confiança, para que todos se coloquem em posição de auxílio.
Exige experiência? Sim. Mas, muito mais que isso, exige amor. “Obsessores encarnados que eram, são obsessores desencarnados e agem sem serem vistos. Afastá-los pela força não é fácil, visto que não se pode lhes apreender o corpo. O único meio de dominá-los é o ascendente moral, com cuja ajuda, pelo raciocínio e sábios conselhos, chega-se a torná-los melhores, ao que são mais acessíveis no estado de Espírito que no estado corporal”, explica Allan Kardec.

Gente como a gente
Obsessores não são demônios, criados para fazer o mal. Não são pessoas más, mas pessoas que – como todos nós – se enganam, se decepcionam e se revoltam, por resistências morais e falta de conhecimento das leis divinas. E ainda: muitos até conhecemos as leis, mas temos enorme dificuldade em praticá-las. Por isso, Kardec observa também que não nos devemos admirar mais das obsessões do que das doenças e outros males que afligem a humanidade. Elas fazem parte das “provas e das misérias” devidas à inferioridade do meio onde vivemos, atraídos ainda que somos por nossas imperfeições, até que estejamos suficientemente melhorados para merecer dele sair. Ou seja, se há imperfeições, há obsessões, e as reuniões mediúnicas são umas das formas de socorro e atendimento.

O papel da reunião mediúnica
Várias dúvidas, no nosso meio,  são levantadas em função da necessidade das reuniões de desobsessão. Por que o espírito desencarnado não pode ser atendido diretamente no plano espiritual?
Primeiramente, é preciso lembrar que quanto mais ligado à matéria, maior o sofrimento do espírito. Por isso, o contato com o mundo material permite um ambiente mais propício para quem, por exemplo, nem percebeu ainda que já não está mais com seu corpo físico entre os ‘vivos’. Fica mais fácil compreender o ‘choque’ da transição. Outro aspecto importante é que eles também acabam por auxiliar os membros da reunião, despertando-lhes a compaixão, mostrando-lhes a consequência de enganos que também cometemos, em função do grau evolutivo em que se encontram. A desobsessão, assim, seria muito mais uma oportunidade de troca, do que a submissão de inferiores a superiores.

Estudo sobre casos de obsessão
Casos que esclarecem e emocionam foram comentados por Allan Kardec na Revista Espírita e por seus contemporâneos ao estudarem os problemas das obsessões.
Também foram temas amplamente analisados por Bezerra de Menezes, Herminio C. Miranda, André Luiz (Chico Xavier), J. Herculano Pires, Yvonne Pereira e tantos outros expoentes espíritas.
Recentemente, o psicólogo, também espírita, Jáder Sampaio, desenvolveu um trabalho sobre o tema, reunindo suas experiências de mais de 30 anos de reuniões mediúnicas em Belo Horizonte, MG, em seu livro Conversando com os espíritos (Lachâtre), no qual compartilha os conceitos de Carl Rogers (1902-1987) como instrumentos que podem auxiliar o atendimento aos espíritos. Psicólogo americano, Rogers traz uma abordagem diferente, recusando identificar a pessoa em terapia como paciente ou doente e apontando a importância da relação sem posição de hierarquia.

No final de sua vida, Rogers teve experiências pessoais com a mediunidade. E ele entendia que havia três pontos-chave para uma relação de ajuda bem-sucedida: a compreensão empática, a aceitação positiva incondicional e a congruência, passos para o sucesso no diálogo também com os Espíritos, que nos lembram da importância de reconhecermos os sentimentos, emoções e desejos do espírito, da necessidade de nos colocarmos no lugar dele para sabermos melhor sobre a sua dor, de criarmos um espaço para que ele possa falar o que pensa e sente, sem medo de ser advertido, para que repense a sua situação e deseje mudá-la.

Herminio C. Miranda em Diálogo com as sombras destaca que ainda há muito por se fazer e aprender nesse intercâmbio com os espíritos. "Há um universo a explorar. Há uma humanidade inteira clamando por ajuda, esclarecimento, compreensão e caridade no chamado mundo espiritual. Seus dramas e suas angústias não são apenas individuais. Os erros que cometemos prendem-nos a uma cadeia de fatos e de seres que se estende pelo tempo afora. Nunca o drama de um Espírito é apenas seu".




Empatia

Empatia não é a mesma coisa que simpatia. Significa entender como o espírito vê a forma de funcionamento do mundo e tentar colocar-se em seu lugar. Com isso, temos que ter um bom contato com nosso mundo interior, e perceber que talvez estivéssemos na mesma condição dele, se tivéssemos passado pelo que ele passou.



Aceitação incondicional

Não somos juízes, nem estamos conversando para avaliar a conduta deles. Tentamos criar um espaço para que possam falar o que pensam e sentem, sem medo de serem advertidos. Possivelmente, outras pessoas e eles próprios já se culpabilizaram por sua conduta, mas isso não foi suficiente para que se dispusessem a agir de forma diferente.

Congruência

Que reações o espírito comunicante provoca em nós, atendentes? Que sentimentos ele nos desperta? Pena? Medo? Ser capaz de reconhecer o que ele nos provoca é como ele age com as pessoas. E isso possibilita sinalizarmos como ele aparenta ser, como se mostra. Ao sermos capazes de conversar sobre a realidade, sem cobranças, ele poderá reavaliar o que vem fazendo. Isso serve para a maioria dos espíritos em condição de sofrimento ou os que agem a partir do ódio ou da vingança, seja com humor alterado ou friamente.



Correio Fraterno última edição de 1 de outubro de 2019