Fragância




Perfume,
É a gota d’água caindo
No arbusto que vai subindo,
Pleno de seiva e verdor;
O fragmento do estrume
Na corola de uma flor.

Espírito Oscar Wilde - psicografado por Dan

Um “médium curador” [não espírita] e o rebuliço na mídia global




A TV Globo entrevistou mulheres que acusaram o “médium” [não espírita] João de Deus sobre as violações sexuais que teriam sofrido quando elas buscaram o tratamento espiritual na “Casa Dom Inácio de Loyola”, localizada em Abadiânia, Goiás. As acusações são de três brasileiras que pediram para não serem identificadas e da coreógrafa holandesa Zahira Lieneke Mous, a única que aceitou mostrar o rosto na televisão.
Será que estamos diante de crimes análogos ao cometido pelo médico Roger Abdelmassih? Hum! Será?
Em nota enviada à TV Globo a assessoria de imprensa do “médium” [não espírita] afirmou que as acusações são “falsas e fantasiosas” e questiona o motivo pelo qual as vítimas não procuraram as autoridades. Ainda afirma que a situação é lamentável, uma vez que o “médium” [não espírita] João é uma pessoa de “índole ilibada”(sic).
Após a difusão da sinistra notícia (de repercussão nacional), a Federação Espírita Brasileira emitiu uma pequena nota sobre atuação de médiuns curadores, declarando que o Espiritismo orienta que o serviço espiritual não deve ocorrer isoladamente. Em face disso, não recomenda a atividade de médiuns que atuem em trabalho individual, por conta própria. Esclarece ainda que tais médiuns “curadores” [dentre eles o (não espírita) “João de Deus”] não estão vinculados ao Movimento Espírita, nem seguindo sua recomendação.  “Oh, meno male!”
Há 5 anos, após leitura de reportagem da Revista VEJA, resolvemos refletir e contextualizar alguns trechos da matéria publicada. O título da reportagem era exatamente “A face humana do mais endeusado médium brasileiro”. A Revista VEJA destacou a capacidade do médium [não espírita] João de Deus de atrair gente do mundo inteiro para um município próximo do Distrito Federal. Afirma a reportagem que o “santificado médium” vive o cotidiano sob o manto da contradição entre o “espírito e a carne”, a “cura e a doença”, o “desprendimento e a vaidade”, os gestos de “generosidade e os arroubos de cólera”, os negócios terrenos  [é milionário] e os amores (tem onze filhos com dez mulheres diferentes). A cada dois anos o “curandeiro-endeusado do cerrado” troca a frota de carros da família. O dele era um Mohave Kia, avaliado em 2013 em R$ 170.000  [cento e setenta mil reais].
Sabemos que a mediunidade não guarda relação com a retidão moral do médium; seu funcionamento independe das qualidades de honradez. O fato é que os médiuns de tais “cirurgiões do além” sempre seduzem grande número de fregueses, estabelecendo, não raro, com a mediunidade, um negócio rendoso, uma polpuda fonte de captação de dólares e reais.
Em 2013 a instituição dirigida por tal “deus da mediunidade de cura” “teve um faturamento de aproximadamente 7,2 milhões de reais (isso mesmo! sete milhões e duzentos mil reais), levando-se em conta somente a venda de passiflora, preparado à base de maracujá, produzido ali mesmo, comercializado à época na bagatela de 50 reais o frasco e receitado a uma média de 3.000 visitantes semanais”.
É lamentável que os médiuns invoquem “Espíritos” para que lhes sirvam como “cirurgiões do além” a fim de retalhar e perfurar corpos físicos em nome de “operações espirituais”, que lhes prescrevam placebos.
É constrangedora essa tendência de subestimar a contribuição da medicina humana, entregando nossas enfermidades aos Espíritos “curandeiros do além” (preferencialmente com nome de santos, ou com sotaque germânico ou hindu) para que “curem” doenças. Lembremos que precisamos “aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação de valores alusivos à convicção religiosa. A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé”.
Não desconhecemos a possível intervenção dos desencarnados nos processos terapêuticos na Terra, mas não se pode dar prioridade a esse tipo de trabalho, na suposição de curas ou na falsa ideia de fortalecimento do Espiritismo por esses meios. Lembramos que certa vez o Espírito do “Dr. Fritz” quis operar Chico Xavier, em 1965, através do médium [não espírita] Zé Arigó: – “Eu te ponho bom desse olho. Faço-te a cirurgia agora! Pronunciou Arigó, e Chico Xavier respondeu-lhe: – “Não, isso é um reflexo do passado. Eu sei que o senhor pode consertar o meu olho. Mas como o compromisso do passado continuará, vai aparecer-me outra doença. Como eu já estou acostumado com essa, eu a prefiro. Por que eu iria querer uma doença nova?
Os Espíritos não estão à disposição para promover curas de doenças que não raro representam providências corretivas para nosso crescimento espiritual no buril de reparação moral. Por tudo isso, é urgente não abrirmos mão da precaução! Ainda mesmo que o excesso em tudo seja ruinoso. Contudo, Kardec endossa nossa atitude dizendo que “vale mais pecar por excesso de prudência do que por excesso de confiança”.

Jorge Hessen



Referências bibliográficas:
[3] Suas economias vêm do garimpo. Ele é dono de fazendas na região, é proprietário de apartamentos em Brasília, Goiânia, Anápolis e Abadiânia, segundo a Revista Veja
[5] Idem
[6] VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Cap.35. RJ: Editora FEB, 1977-5ª edição
[7] KARDEC, Allan. Viagem Espírita-1862, Brasília, Ed. Edicel, 2002, pág. 33



Feliz Natal Pai! Feliz Natal Mãe!















Oi, pai, oi, mãe,
Até que enfim estou aqui. Chove fininho e a noite é muito escura..., o “anjo” que me trouxe, me diz que não é chuva fininha, é a cortina que separa os dois mundos... Sei lá.
Pedi tanto minha mãe, meu paizão, e agora preciso ser rápido, não tenho muito tempo.
Todo natal nossa casa se enchia de festa, bolas, árvores, lâmpadas piscando, presentes, quanta alegria.
Lembram-se do que eu pedia? – aquela bicicleta legal? Não deu, deixei vocês, não deu tempo de nada, nem de dar um beijo..., mas, foi tudo certo, não foi culpa da pipa, não foi culpa de ninguém... Mas, continuo com vocês.
Pedi um presente aos pais do meu cantinho esquerdo: Jesus olhe pelos meus pais, que vivam em alegria e amor.
Mãe, quando foi à última vez que você sorriu para o papai?
Papai, quando foi à última vez que você sorriu para a mamãe?
Mamãe, quando foi à última vez que você olhou nos olhos cansados e tristes do papai?
Papai, quando foi à última vez que você olhou nos olhos cansados e tristes da mamãe?
Mamãe e Papai, quando foi à última vez que andaram de mãos dadas, como quando eu estava ai.
Sabe mãe. Sabe Pai. Me falaram, e eu vi, um amuado prá lá, outro prá cá, sofrendo, e até onde um está, o outro não quer estar. O presente que pedi a Jesus no dia de Natal, é que vocês possam esquecer arengas e mal entendidos, afinal, ninguém teve culpa da minha partida. 
Vamos compreender com bondade, o coração de vocês é bonzinho, pois, a felicidade dos outros é muito importante para nós deste lado, sejam elas as pessoas que forem.
“Ta bom! Tem hora que não dá”, mas, aprendi aqui, que, ninguém é sempre alegre ou feliz, faça mamãe a sua parte, faça papai a sua parte e deixem na outra parte entrar Jesus, e o natal será de muito carinho, sorrindo de mãos dadas.
E essa noite enquanto vocês dormirem, um filho que nunca os esquece, desliza em casa sob a luz das estrelas, e enxugando uma lágrima grande, verdadeira num canto escuro do olho, por ter de novo a sensação da vida em família...
Feliz Natal Papai!
Feliz Natal Mamãe!

Do filho de sempre,
Miltinho.
Milton Torres da Cruz - 12 anos

 Mensagem psicografada por Dan

Espiritismo e Educação



Nas lides das letras, os irmãos articulistas, dos registros impressos, na imprensa escrita, o Orai e Vigiai, deve ser o corretor ortográfico da mente em educação.

A palavra completa a frase, a frase termina em ponto, que pode ser o final. Na educação espírita não há ponto final!


Espírito Canuto de Abreu - psicografada por Dan

56 Anos de Amor - Palestra





O Grupo da Fraternidade Irmão Lauro, convida a todos para o aniversário de 56 anos.
A confraternização será realizada no dia 21/11/2019 (quinta-feira) ás 20h00min, com a palestra da convidada Prof.ª Hilda Regina Doretto Rodrigues.

Aniversário do Grupo Lauro - 55 anos












Almoço Beneficente 24/11/2019






Renascer





O nascimento do corpo é um fenômeno da natureza, o retorno do espírito é um ato do amor de Deus.


A massa ignara fossilizada na busca do alcaçar temporário na Terra afasta-se do altar de luz dos ensinamentos do Cristo. Ensinamentos que a livrarão das cadeias mentais onde os homens estão presos.

O Rabi da Galiléia é a chave da libertação espiritual, o reino de Deus entre nós, quando os homens o encontrarem, compreenderá que, o homem novo que há de renascer será através da reforma de caráter e a pureza interior de seus sentimentos. Então, conseguirão o habeas-corpus, habilitando-o a habitar e adquirir a cidadania no Reino de Deus.


Espírito Fabiano - recebido psicograficamente por Dan