Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade, afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o da renúncia, da abnegação e dos sacrifícios espontâneos. Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.
Mensagem aos Médiuns
Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade, afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o da renúncia, da abnegação e dos sacrifícios espontâneos. Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.
Amei-te para sempre
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| Oscar Wilde |
Amei-te para sempre, em cada vida,
No desespero insano de te amar!
Vi na hora triste da partida,
A luz serena desse teu olhar!
Vaguei pelas estrelas, na corrida,
Desesperada de te reencontrar...
Havia no meu peito uma ferida,
Era a dor bendita de te amar!
Amei-te mais que a vida e mais que a morte!
Como o terrível vendaval do norte.
Senti os sofrimentos dessa dor do inferno.
E assim vivi, com fé e destemor,
Para a grandeza desse amor eterno,
Para a beleza eterna desse amor!
A cura da obsessão
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| Herculano Pires |
Aprenda a se controlar em todos os instantes e em todas as circunstâncias. Experimente o seu poder e verá que ele é maior do que você pensa.
A cura da obsessão é uma autocura. Ninguém pode livrar você da obsessão se você não quiser livrar-se dela. Comece a livrar-se agora, dizendo a você mesmo: sou uma criatura normal, dotada do poder e do dever de dirigir a mim mesmo.
Conheço os meus deveres e posso cumpri-los. Deus me ampara.
Repita isso sempre que se sentir perturbado. Repita e faça o que disse. Tome a decisão de se portar como uma criatura normal que realmente é, confiante em Deus e no poder das forças naturais que estão no seu corpo e no seu espírito, à espera do seu comando. Dirija o seu barco.
Reformule o seu conceito de si mesmo. Você não é um pobrezinho abandonado no mundo. Os próprios vermes são protegidos pelas leis naturais. Por que motivo só você não teria proteção? Tire da mente a ideia de pecado e castigo. O que chamam de pecado é o erro, e o erro pode e deve ser corrigido. Corrija-se. Estabeleça pouco a pouco o controle de si mesmo, com paciência e confiança em si mesmo.
Você não depende dos outros, depende da sua mente. Mantenha a mente arejada, abra suas janelas ao mundo, respire com segurança e ande com firmeza. Lembre-se dos cegos, dos mudos e dos surdos, dos aleijados e deficientes que se recuperam confiando em si mesmos. Desenvolva a sua fé. Fé é confiança. Existe a fé divina, que é a confiança em Deus e no Seu poder que controla o Universo. Você, racionalmente, pode duvidar disso? Existe a fé humana, que é a confiança da criatura em si mesma. Você não confia na sua inteligência, no seu bom senso, na sua capacidade de ação? Você se julga um incapaz e se entrega às circunstâncias, deixando-se levar por ideias degradantes a seu respeito? Mude esse modo de pensar, que é falso.
Quando vier às reuniões de desobsessão, venha confiante. Os que o esperam estão dispostos a auxiliá-lo. Seja grato a essas criaturas que se interessam por você e ajude-as com sua boa vontade. Se você fizer isso, a sua obsessão já começou a ser vencida. Não se acovarde, seja corajoso.
A Lenda da Rosa sem Cor
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Gaia, EVA, Mãe
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| Pietà - Michelangelo |
Por Patricia Sophia*
Eco da Alma e do Espírito *
Mãe, onde estas, não te encontro, você partiu sem se despedir... Você não me disse adeus, nem ao menos vi seu olhar triste de despedida.Minha mãe, minha mãe, onde estas?
Filha estou aqui, sempre a seu lado. Não me despedi, porque Deus tinha pressa. Eu vivo, com o sentido de tua alma perceberás o eco de meu espírito em tua alma dizendo: Estou aqui.
(O autor ou autora não se identificou).
CLASSIFICAÇÃO DO CASAMENTO
CLASSIFICAÇÃO DO
CASAMENTO - Martins Peralva
Martins Peralva,
sugere a seguinte classificação dos casamentos: Acidentais,
Provacionais, Sacrificiais, Afins (Afinidade superior),
Transcendentes.
ACIDENTAIS : Se dá por efeito de atração momentânea, de almas ainda
inferiorizadas. São as pessoas que se encontram, se vêem, se conhecem, se
aproximam, surgindo, daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente
espiritual. Usando de seu livre arbítrio, uma vez que por ele construímos
sempre o nosso destino. No nosso mundo, tais casamentos são comuns, ainda.
PROVACIONAIS: Reencontro de almas, para reajustamentos necessários à evolução delas. São os mais frequentes. É por essa razão que há tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias. Deus permite a união deles, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, seja por eles exercida nas lutas comuns. A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de Suaves amortecedores.
O Espiritismo,
pelos conhecimentos que espalha, é meio eficiente para que muitos lares em
provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na
direção do Infinito Bem. O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as
suas próprias faltas, porém sempre contando com o auxílio Divino.
SACRIFICIAIS: Deus permite aí, o reencontro de alma iluminada com alma
inferiorizada, com o objetivo de redimir a que se pedeu pelo caminho. Reúnem
almas possuidoras de virtude a outras de sentimentos opostos. Acontece quando
uma alma esclarecida, ou iluminada se propõe ajudar a que se atrasou na jornada
ascensional. Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um
deles. E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem. Quem ama não pode
ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofredor, o objeto de sua
afeição.Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor
retardatário, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a
caminhada. O Evangelho nos lares, como em toda a parte, funciona à
maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento.
AFINS : Pela lei da afinidade, reencontram-se corações amigos, para
consolidação de afetos. São os que reúnem almas esclarecidas e que muito se
amam. São Espíritos que, pelo casamento, no doce aconchego do lar, consolidam
velhos laços de afeição.
TRANSCENDENTES: São Almas engrandecidas no Bem que se buscam para realizações
imortais. São constituídos por almas que se reencontram, no plano físico, para
as grandes realizações de interesse geral. A vida desses casais encerra uma
finalidade superior. O ideal do Bem e do Belo enche-lhes as horas e os minutos
repletando-lhes as almas de doce ventura, acima de quaisquer vulgaridades
terrenas, acima das emoções inferiores, o amor puro e santo. Todos nós
passamos, ou passaremos ainda, segundo o caso, por essa sequência de casamentos:
acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol
de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo
transcendental ou da afinidade superior. E enquanto caminhamos, o Espiritismo,
abençoada Doutrina, cumulará os nossos dias das mais santas esperanças…
É evidente que o
matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido sob o mesmo teto os mais
variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra,
funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade
espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.
Algumas vezes o lar
é um santuário, um templo, onde almas engrandecidas pela legítima compreensão
exaltam a glória suprema do amor sublimado. Porém, a maioria dos lares funcionam
como oficina e hospital purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e
dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, lentamente, na direção da
Vida Superior.
Dan
Casa de Benção e Amor - 58 anos
É tristeza ou depressão? - Eis a questão!
Revista O Espírita (Maio/Agosto - recebida hoje, 19/10/2021)
Por Jorge Hessen
Antes de abordarmos o tema, cabe distinguir a simples tristeza da
depressão. A tristeza é um sentimento corriqueiro que surge ocasionalmente em
nossos corações. Mormente quando advém um acontecimento que sacode a nossa
vida, porém é provisória.
Estranhamente, hoje em dia qualquer tristeza é tratada como doença
psiquiátrica. Os pacientes preferem recorrer aos remédios a encarar os desafios
da vida. Muitos médicos se rendem aos laboratórios farmacêuticos e indicam
antidepressivos sem necessidade, exceto os psiquiatras, que são os que
menos receitam antidepressivos, porque estão mais preparados para reconhecer as
diferenças entre a “tristeza normal" e a patológica (depressão).
O que diferencia a "tristeza normal" da patológica é a
intensidade. A tristeza patológica é muito mais intensa. A normal é um estado
de espírito. Além disso, a patológica é longa. É o aperto no
peito, a dificuldade de se movimentar; a pessoa só quer ficar
deitada, tem dificuldade de cuidar de si própria, da higiene
corporal. Na "tristeza normal" pode acontecer isso por um ou dois
dias, mas depois passa. Na patológica, fica nas entranhas do ser.
Quem mais receita antidepressivos não são os psiquiatras, são os demais
médicos. Os psiquiatras têm uma formação para perceber que primeiro é preciso
ajudar a pessoa a entender o que está se passando com ela e depois, se for uma
depressão, medicar. Agora, os não psiquiatras não querem ouvir. O paciente diz:
“Estou triste.” O médico responde: “Pois não”, e receita o ansiolítico. Eis o
problema!
A depressão deriva de duradoura ansiedade íntima. É uma indiferença de
sentir o gozo pela vida, resultando em certo desgosto por viver. Essa amargura
ou vazio d’alma podem estar escoltados por ideias de morte que se manifestam de
múltiplas formas: o deprimido pode almejar morrer e até atentar contra a
própria vida, ou meramente pode não ansiar mais viver, porém não pensa em tirar
a própria vida e até receia a morte.
O processo depressivo pode variar de magnitude e é qualificado pela
psiquiatria como depressão leve, quando os sintomas não intervêm em demasia no
cotidiano, como depressão moderada quando já há um comprometimento maior
na sustentação das atividades habituais e como depressão
grave – neste estágio a pessoa torna-se bastante limitada na labuta
cotidiana.
É muito importante buscar modos de se evitar chegar nesse nível,
trabalhando-se com as causas profundas da doença, que por ser uma doença
das emoções não tem sinais físicos ou bioquímicos. Frequentemente o doente
deprimido ouve frases do tipo “você não tem nada” ou “depressão é
frescura”, às vezes pronunciadas até por clínicos, que após escutarem o
paciente requerem exames complementares que exibem resultados negativos.
Por outro lado, há aqueles médicos que se deixam levar
pelo lobby da indústria farmacêutica. Não se pode mais ficar
enfadado, apoquentado, triste, porque isso é imediatamente transformado em
depressão. É a medicalização de uma condição humana. É transformar um
sentimento normal, que todos nós temos, dependendo das situações, numa entidade
patológica. Há situações em que, se não ficarmos abatidos, pode gerar
transtornos emocionais – como quando se “perde” um ente querido. Mas muitos
médicos não compreendem racionalmente alguns sentimentos e sintomas
humaníssimos.
Muitos aflitos costumam recorrer aos tranquilizantes e se debatem
aflitivamente para que a aflição não os abarque a vida cotidiana. É comum nos
extasiarmos ante a beleza das estrelas do firmamento, em rogativas ao Criador,
a fim de que a angústia não nos abata e nem nos alcance a caminhada, ou
ainda para que os sofrimentos desviem para outros rumos.
Contudo, a realidade das provas e expiações ante os estatutos de Deus chegará
inexorável como mecanismos naturas de nossa evolução.
Ante os ventos impetuosos das chibatas emocionais, nos sentimos vencidos
e solitários. Mas em realidade, o que parece infelicidade ou derrota pode
significar intercessão providencial de Deus, sem necessidade, portanto do uso
de tranquilizantes para aliviar a dor. Em muitos momentos da existência, quando
choramos lágrimas de angústias, os Benfeitores se rejubilam de “lá”, da mesma
forma em que os pomicultores de “cá” descansam, serenos, após o labor do campo
bem podado. A vida é assim!
Essas lágrimas asfixiantes, muitas vezes representam para nós alegrias
nas dimensões superiores da vida espiritual. Evidentemente nossos protetores do
além não são indiferentes quando estamos em padecimentos atrozes, mas eles
sabem exatamente que tal situação sinaliza possibilidades renovadoras no buril
do nosso crescimento espiritual.
Agora!
Agora, enquanto é hoje, eis
que fulgura
O teu santo momento de
ajudar!...
Derrama, em torno compassivo
olhar
Estende as mãos aos filhos da
amargura...
Repara!... Aqui e além, a desventura
Caminha ao léu, sem pão, sem
luz, sem lar,
Acende o próprio amor! Faze
brilhar
A tua fé tranquila doce e pura.
Agora! Eis o minuto decisivo!...
Abre o teu coração ao Cristo
Vivo,
Não permitas que o tempo
marcha em vão.
E ajudando e servindo sem
cansaço,
Alcançarás, subindo passo a
passo,
A glória eterna da
ressurreição.
Auta de Souza (Chico
Xavier)
Fraternos, seremos irmãos em união. Distanciados uns
dos outros seremos pontos de vista. Juntos, em Fraternidade lograremos o objetivo
de nossa realização maior: “O Amai-vos uns aos Outros”
Dan









