A Língua


















Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes do destino das criaturas;
Ponderada – favorece o juízo.
Leviana – descortina a imprudência.
Alegre – espalha otimismo.
Triste – semeia desânimo.
Generosa – abre caminho à elevação.
Maledicente – cava despenhadeiros.
Gentil – provoca reconhecimento.
Atrevida – traz a perturbação.
Serena – produz calma.
Fervorosa – impõe a confiança.
Descrente – invoca a frieza.
Bondosa – ajuda sempre.
Cruel – fere implacável.
Sábia – ensina.
Ignorante – complica.
Nobre – tece o respeito.
Sarcástica – improvisa o desprezo.
Educada – auxilia a todos.
Inconsciente – gera amargura.
Por isso mesmo, exorta JESUS:
Não procures o arqueiro nos olhos do teu irmão, quando trazes uma trave nos teus.
A língua é bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra.
Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque, em verdade, ela é a força que abre as portas do nosso coração às fontes luminosas da vida ou às correntes escuras da morte.

Espírito André Luiz - Psicografia de Chico Xavier

Prece de Outro Mundo









Senhor Jesus! Caminham entre o tumulto e a pressa e buscam a paz mesmo no silêncio, transitam pela vida como pessoas e não como irmãos. Não se ouvem uns aos outros, e nem mesmo TE ouvem, pobres de espírito e ignorantes; Caminham como crianças ainda aprendendo a andar; E cada um cria a sua história de enredos sombrios; Simuladores de amizades, cínicos no amor; Repelem a bondade e TUAS lições milenares, e assim, fadigam-se na imprudência, aborrecem-se com quimeras, recolhem-se na penumbra da solidão.
Senhor Jesus! São eles filhos do universo tanto quanto as árvores e as estrelas, a eles deste o direito de aí estarem, permita que ouçam e vejam tua presença, na paz emanada de Deus, e que quando para aqui neste mundo voltarem, possam sentir a alma em paz, e, em grande contentamento possam compreender como o mundo é belo e quão magnânimo é o teu amor.  

Padre Donizetti – Dan (psicofonicamente)    


PS


Dic Feliz Dia dos Pais







Suas incansáveis horas de dedicação, de carinho, de atenção a cada um de nós, que trazemos dentro do coração seu nome escrito com letras douradas.
Quantos anos de trabalho e paciência para com todos.
Não temos palavras para conseguir traduzir o agradecimento que você merece.
Em nome de todos nós do Grupo Lauro, nosso muito obrigado por ser tão presente, amigo, querido e admirado por todos nós nesta bendita casa.
Que o dia dos pais você se sinta abraçado e envolvido com sentimentos de gratidão e amor.
Que Jesus e os benfeitores espirituais continuem te amparando e dando toda força necessária hoje e sempre!
Com carinho de todos os seus filhos que te elegeram.
Ohana*! 

Filhos do Grupo da Fraternidade Irmão Lauro

* Ohana quer dizer família. Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer. Lilo e Stitch

PS

O Amor dos Amores




Espíritas ou não ao abordarem o tema amor, cada um expõe seu entendimento, na tentativa de arrazoá-lo com a assertiva do Espiritismo ou tese própria.
As explanações providas no “segredo” vivencial de cada um deles situam o amor no lugar comum do humano. O abrigo temerário da “erudição” como fachos se alimentado das verdades eternas.


Ante o Amor humano:

Os velhos que fizeram bodas de ouro, afirmam que o amor é - paciência - tolerância e completam, que amor são também companhia, amizade e saudade. Será que o amor envelhece?

Os jovens que sonham no namoro ou recém-casados, dizem que o amor é principalmente toque, é pegada. Todos os sonhos das meninas e meninos estão errados? São coisas que se lêem, aquelas banalidades em textos sem pé, sem profundidade. Devaneios e idealismos e renúncias e purezas, que alguém publicou... Quando o homem casa, é que se vê que o amor não passa de idealismo do eu. Será que o amor desvanece pelo tédio da rotina?

O Pai de família, com olhares no horizonte - Amor é coisa da juventude. Depois de certa idade, amor é mais costume e costume sai de moda. Será que o amor é costume?

A mãe da família - Amor? Bem, têm amor de noiva, que é quase só castelos de nuvens. Tem o de jovem casada, que é também flocos de nuvens. Será que o é um floco de nuvens?

O solteirão, que se imagina irresistível e incansável - Amor é perigo. Só é bom com mulher sem compromissos. O melhor é amor forte e curto, que embriaga enquanto dura e não tem tempo para se complicar. Será que o amor embriaga?

O Religioso protestante afirma que o amor é sublimar a atração entre os dois seres, é atingir a mais alta e pura das emoções. Será o amor atração sublimada?

O religioso católico não elimina o sexo do amor - pelo contrário, o sexo, no amor, é tão importante como os seus demais componentes - o altruísmo, a fidelidade, a capacidade de sacrifício, a ausência do egoísmo. Será que amor é para os santos?

A matrona sossegada - Amor? Amor é uma coisa que dói dentro do peito. Dói devagarzinho, quentinho, confortável. É a mão que vem da cama vizinha, de noite, e segura na sua, adormecida. Será o amor uma mão que segura a sua?

Amor é ter medo - medo de quase tudo - da morte, da doença, do desencontro, da solidão. Amor pode ser uma rosa e pode ser um cumprimento, um beijo, uma xícara de chá. Mas o Amor dos amores, mais importante e verdadeiro, é o Amor que sobreviveu à Cruz...

Por Dan – 10/08/2017 às 02h30min 


PS

Resignação e Resiliência












"O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: “Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo”. O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria? (Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. V - item 12)".

A palavra resignação aparece com bastante frequência em palestras e livros espíritas. Também está presente nas obras básicas de Allan Kardec, especialmente no Evangelho Segundo o Espiritismo ─ Cap. V - “Bem aventurados os Aflitos”.

Esse capítulo aborda, inicialmente, a temática do sofrimento e das provas e expiações e suas origens nesta e noutras existências, causas de muitos de nossos problemas atuais, em vista de nossas escolhas e pela semeadura que fazemos ao longo da nossa esteira reencarnatória. No final, o capítulo aborda o suicídio. Contudo, destacaremos, aqui, o seu item 12 ─ “Motivos de Resignação”.

Resignação

Quando adentramos a Doutrina Espírita, muitas questões perpassam por nossas mentes. Logo nos deparamos com algum expositor nos orientando para sermos resignados. O que seria, então, resignação? Como compreender os dramas que a vida nos propõe, frutos ou não de nossas escolhas? Como proceder para ser considerado um indivíduo resignado?

Muitas vezes, entendemos resignação como aceitação do problema ou da dor, sem buscarmos alívio, respostas ou o entendimento para o que ocorre conosco. E também, principalmente, porque devemos ser resignados, questionando aonde isso vai nos levar.

“A resignação, ou ainda aceitação, na espiritualidade, na conscientização e na psicologia humana, geralmente se refere à experienciar uma situação sem a intenção de mudá-la. A aceitação não exige que a mudança seja possível ou mesmo concebível, nem necessita que a situação seja desejada ou aprovada por aqueles que a aceitam. De fato, a resignação é freqüentemente aconselhada quando uma situação é tanto ruim quanto imutável, ou, quando a mudança só é possível a um grande preço ou risco. [...] Noções de aceitação são proeminentes em muitas fés e práticas de meditação”. Por exemplo, a primeira nobre verdade do Budismo, "a vida é sofrimento", convida as pessoas a aceitarem que o sofrimento é uma parte natural da vida.” ( Wikipédia, a enciclopédia livre).

É justamente esse significado que complica o ensinamento. Se resignação é somente aceitação, sem expectativas de mudanças, ou, mesmo, aceitação pura e simples, fica muito fácil a derrapagem na acomodação, na inércia. É só dizer que “Deus quer assim”, e que nada pode mudar.

Se muitos dos nossos problemas não podem ser mudados nesta existência, podemos, entretanto, pela sua compreensão, mudar a forma de enfrentá-los. Ou aliviamos o tal “sofrer”, passando pela dor, sem lamentação ou reclamação constante (atitude essa, muitas vezes, responsável por mais dor), ou fazemos o problema ou a dor parecerem maior do que realmente são.

No que diz respeito à citação budista ─ “a vida é sofrimento” ─, é válido ressaltar que esse sofrer significa “passar por”, sofrer uma situação de dor. Não recebe, portanto, a conotação de lamentação, desesperação.

A Terra, por ser um mundo de provas e expiações, obviamente não é um paraíso de delicias. Estamos aqui para evoluir. A dor, nesse caso, quase sempre, transforma-se no impulso evolutivo necessário à nossa caminhada. Atrelada à Lei de Ação e Reação, ela nos convida, não raras vezes, ao reajuste, ao resgate de nossos débitos anteriores ou atuais.


Quando temos um problema, a dor que dele resulta é um fato - algo que acontece ou aconteceu. O sofrimento é a nossa resposta a esse fato, a nossa reação diante da dor, do fato, do problema.

É bom lembrar, quanto a isso, que a dor pode vir atrelada ao campo das causas e efeitos, mas o sofrimento é opcional, ou seja, não sofrer no sentido de não se lamentar, não se desesperar, equivalendo dizer, não perder a esperança. Em verdade, isso não nos retira o cadinho da dor, mas sublima os nossos sentimentos em relação ao fato.

“O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena. Maior é o eu sofrimento, quando o considera mais longo. Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto no infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa [...]”. (ESE - Cap. V, item 13).

Diante desses apontamentos, podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que resignação é dor sem sofrimento, momento em que o individuo, ante a imortalidade da alma, compreende o processo. Não pela subserviência, submissão ou inércia diante dos fatos, mas por uma oportunidade de crescimento que nos impulsiona à busca do melhor para nós e para o momento.

Resiliência

O caro leitor, nessa altura do texto, há de perguntar: - E a tal resiliência?

A resiliência começa justamente quando a dor nos encontra.

“Resiliência (psicologia) - A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. Tais conquistas, face essas decisões, propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades [...]”. (Wikipédia, a enciclopédia livre).

Quando o texto acima afirma que a Psicologia tomou emprestado o termo da Física, é porque resiliência é a “[...] Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.” (Dic. online Priberam). Já na Medicina o termo se aplica quando um osso fraturado consegue retomar sua forma original. Podemos dizer, assim, que a resiliência se configura quando, diante de problemas, pressões e traumas, conseguimos superar os obstáculos “dando a volta por cima”, como diz popularmente. É a capacidade de organizar, avaliar e retomar o nosso caminho, com a percepção, porém,  de “dor” como fonte de crescimento, e não de sofrimento.

O que, então, nos faz resignados ou resilientes?

Podem ser considerados resignados e resilientes indivíduos que suportam grandes dramas na vida, ou passam por situações problemáticas constantemente e, mesmo assim, mantêm um olhar de paz e tranquilidade (considerando-se que os olhos são os espelhos da alma), superando os obstáculos que a vida coloca à sua frente, e dessa forma, superando a si mesmos.

O grande segredo, se é que podemos falar assim, encontra guarita na fé. A fé humana em si mesmo - autoconfiança. A fé divina no Criador, certeza absoluta de que não estamos sós, de que tudo passa e que nossas dores chegarão logo ao fim. Fé é a certeza de que o futuro nos reserva algo muito melhor. É a visão na vida futura, que glorifica os dias na Terra, de tantas provas e expiações. É visão mais além, que modifica o nosso comportamento diante das dores e aflições, e que, nos modificando, transforma tudo o que está à nossa volta.

Somos, portanto, artífices da nossa evolução espiritual, escultores de nós mesmos, tendo o cinzel da vontade como ferramenta para talhar as pedras que nos cobrem e dificultam a nossa existência, removendo, assim, os entulhos do passado para, então, lapidados e polidos, apresentarmos face nova diante do Criador e, afinal, podermos dizer, parafraseando o Apóstolo Paulo: “Já não sei se vivo no Cristo ou é o Cristo que vive em mim".


Por Leonardo Pereira - Orador Espírita

PS

Sextilhas de Caridade

As mãos do espírito José Grosso exprimindo um
gesto de fraternidade (luvas de parafina)



A busca da real caridade
O sol que a alma padece
Com lídima humildade
Mesmo a quem esquece
A caridade feita ao infortunado
Jesus o aquece.

Mesmo que o sol seja escuridão
Acende na alma a chama do teu lampião
Do Céu surgem estrelas de alegria
Branda e serena luz nos trás
Quem espalha luz entre lágrimas
Sorrisos de luz colherás.

Desejas a abonação
Do céu a felicidade
Altera aqui tua vida
Em modelo de caridade e bondade
É a chama do poente
Do florescer da solidariedade.

É chave que abre tua casa
Aonde os pedintes vem e vão
Deus espera que lhes reparta
O agasalho teto e pão
E reduzindo erros e pecados
Iniciamos a benção do perdão.

Se as leis Divinas
Buscas aprender
No êxito da peleja
São frutos a colher
Hosanas na eternidade
Em cânticos vamos receber.

Saiba o bem palmilhar
Na Boa Nova do Senhor
A vida na terra
Em graça e pendor
Nessa transmutação
A caridade será selo da nossa reencarnação.
Dan
PS



Almoço Beneficente 30/07/2017

Foi realizado neste domingo, dia 30 de julho o segundo almoço beneficente do ano do Grupo da Fraternidade Irmão Lauro. Agradecemos todos que compareceram e os trabalhadores que se envolveram de corpo e alma para realização e sucesso desse caloroso evento.



Fotos


PS

Visitação à Enfermos no Irmão Lauro



1. RESPONSABILIDADE DOS VISITADORES:
a) Ser assíduo e pontual às visitas, procurando não faltar sem motivo muito justo, tendo o cuidado de avisar com antecedência o condutor dos trabalhos para que este possa efetuar a substituição, se necessário;
b) Integrar-se às normas de vida do espírita cristão e fraternista, fazendo de sua vida um exemplo para os demais;
c) O visitador passista deverá abster-se de álcool e fumo, sendo, no entanto, tolerável ao visitador que não ministra passes, devendo este abster-se, no entanto, no dia da tarefa;
d) Frequentar assiduamente uma reunião pública do Irmão Lauro;

2. RESPONSABILIDADES DOS CONDUTORES  DE EQUIPES
a) Conduzir o grupo no sentido de que cada elemento se sinta com a responsabilidade de visitador de enfermos;
b) Realizar as visitas sempre no dia e hora certas, nunca permitindo que fique ao sabor dos interesses do momento;
c) Imprimir ao grupo visitador um ambiente de entendimento, fraternidade, buscando a unidade de vibrações, sempre dentro da pauta da conduta cristã;
d) Somente assumir compromissos de visitação a enfermos que a equipe possa cumprir com assiduidade;
e) Apresentar relatório mensal das visitas ao Depto.Socorrista responsável pelas visitas;
f) Informar imediatamente ao Depto.Socorrista, todas as alterações efetuadas na equipe, inclusive entrada e saída de membros, bem como inclusão e eliminação de nomes de enfermos para serem visitados;
g) Nunca prometer ou estipular prazo para a cura das enfermidades orgânicas, mentais ou espirituais.

3. SISTEMÁTICA DE ATENDIMENTO
a) As visitas de determinado enfermo pode ser solicitada ao coordenador de visitas ou ao Depto. Socorrista. Nesse caso, deverá o dirigente tomar o cuidado de anotar todos os dados do enfermo na ficha de controle;
b) Somente serão aceitas as solicitações em que o enfermo esteja impossibilitado de se locomover até ao Irmão Lauro para participar da reunião de Assistência Espiritual;
c) Após a primeira visita, ou preferencialmente antes dela, deverá o condutor da equipe estar munido de orientação espiritual que deverá ser solicitada através dos condutores do Depto. Mediúnico;
d) Constarão da visita:
Prece vibracional;
Leitura e comentário de textos evangélicos de obras mediúnicas. No caso são indicadas as obras básicas do Espiritismo e as obras de Emmanuel e algumas de André luiz;
Troca de entendimentos com o enfermo no sentido de reanimá-lo minorando suas preocupações, visando em primeiro lugar a cura mental, a transformação do tônus vibracional do mesmo;
Passe magnético e reconfortante, não cabendo os passes especiais (sem orientação prévia) e os passes mediunizados;
Em casos especiais, havendo condições do ambiente poderão ser entoados hinos vibracionais, de forma e tom suave;
Prece de agradecimento;
Finda a tarefa, os tarefeiros retornarão imediatamente ao Irmão Lauro, não sendo permitido transformar a visitação numa ocasião social, com bate-papos e comes e bebes;
Salvo situações especiais, a visitação não deverá ultrapassar 30 minutos.

4. SUSPENSÃO DA VISITAÇÃO
Dever-se-á deixar a visita a algum enfermo por:
Desencarne;
Possibilidade do enfermo se locomover até ao Irmão Lauro e não houver necessidade vibracional (caso de obsessões) do mesmo receber passes em seu próprio lar; Quando o próprio enfermo ou seus familiares dispensarem a visita, que, alias se processa exclusivamente a seu interesse.

5. DO ENFERMO VISITADO
a) A priori somente recebe visitas domiciliares os enfermos que estejam impossibilitados de se locomoverem ao Irmão Lauro para aí receberem os passes;
b) Nos casos que envolvam obsessão e onde haja necessidade de efetivação da cura no ambiente doméstico, as visitas poderão ser efetuadas concomitantemente com a ida do enfermo ao Irmão Lauro;
c) No caso do item anterior, o dirigente de equipe deverá sempre trocar ideias com o Depto. Socorrista sobre a conveniência ou não de suspender as visitas. Sempre que possível, a espiritualidade deverá ser ouvida, através da orientação espiritual, por intermédio do atendimento fraterno;
d) De preferência os passes deverão ser ministrados no próprio quarto do enfermo, onde o ambiente requer maior vibração e pode melhor oferecer campo para a cura espiritual;

6. NORMAS GERAIS
a) Toda equipe de visitas possuirá um número de controle e possui um Mentor Espiritual, indicado pela espiritualidade;
b) O número mínimo de componentes em uma equipe deve ser de 3 (três) companheiros, de preferência, no caso, todos passistas, oriundos do das Reuniões do Irmão Lauro;
c) Em visitas familiares não exceder um máximo de 6 (seis) elementos, sendo preferível não ultrapassar de 5 (cinco);
d) Em visitas coletivas a hospitais, o número pode ser acrescido, mas nunca concentrado um grande número em uma só enfermaria ou leito;
e) Em equipes com aumento de confrades, a coordenação de visitas deverá efetuar a divisão em uma ou duas subequipes;
f) Em hipótese alguma, serão permitidas visitas em nome do Irmão Lauro, onde ocorram manifestações mediúnicas, tampouco reuniões familiares de desobsessão em lares;
g) Todas as visitas e reuniões, mesmo Culto Cristão no Lar, só poderão ter o caráter de Estudos Evangélicos Espirita;
h) Serão aceitos pedidos de passes humano-espiritual, ou quando o ambiente não permitir, somente visitas fraternas de leitura, comentários e trocas de entendimentos;
i) Toda equipe de visitas deverá Ter um condutor responsável e seu substituto eventual, sendo este responsável pela elaboração dos relatórios mensais;
j) Em hipótese alguma poderá uma equipe de visitas efetuar campanha financeira em nome do Irmão Lauro. Todas as Campanhas de angariação de donativos em dinheiro ou em objetos devem ser centralizadas à Tesouraria, que toma os cuidados necessários ao cumprimento da lei vigente;
k) Terminantemente não se deverá aproveitar a tarefa de visitas a enfermos para angariar fundos à Fraternidade, pois as visitas são feitas em caráter irrevogavelmente gratuito e espontâneo.
"Se desejas acender a luz do evangelho no lar do teu próximo, verifique, se o evangelho de luz, já acendeu no lar do teu coração". (Espírito Fabiano)


Grupo Lauro - Dan
PS




A responsabilidade na escolha do dirigente espírita

Jornal Verdade e Vida - JUNHO/JULHO 2016
por: Francisco Rebouças

É inadmissível que em pleno século XXI, há exatos 159 anos após a codificação da consoladora e esclarecedora Doutrina dos Espíritos, que à frente dos destinos de qualquer de nossas  instituições, estejam dirigentes absolutamente despreparados para exercer tão importante função, que exige antes de qualquer outra coisa preparo e competência.
Para o desempenho de tão delicada missão, indispensável se torna que essa escolha se proceda levanto em consideração critérios que justifiquem a escolha daqueles que realmente se mostrem mais preparados para os respectivos encargos tais como: Reconhecido conhecimento doutrinário sedimentado no intelecto e no coração, conduta reta, sensibilidade para lidar com pessoas e problemas, excelente relacionamento com os demais frequentadores da instituição e total desinteresse por evidência pessoal entre tantas outras indispensáveis posturas.
É desaconselhável a escolha de quem quer que seja, sem essas características indispensáveis para o bom exercício de tão espinhosa e trabalhosa função, simplesmente por ser nosso amigo particular, nosso parente, por ser bonito e bem sucedido na vida material, por ser falante, por ter prestígio, etc.
Torna-se indispensável antes de qualquer indicação de nossa parte, uma séria e sincera reflexão sobre os efeitos danosos que uma escolha irresponsável poderá produzir de negativo à causa maior que professamos e à casa que frequentamos.
Sabemos que as atividades executadas na seara espírita, são realizadas em sua grande maioria pelo trabalho voluntário, onde todos indistintamente, sentem-se chamados a prestar colaboração nos serviços de caridade, oferecidos pelas casas espíritas.
Indispensável por isso mesmo, que o dirigente seja alguém portador de qualidades positivas para por sua vez, ajudar na capacitação dos demais trabalhadores antes de encaixá-los sem qualquer tarefa, informando-lhes das responsabilidades que estão assumindo, para que esses trabalhadores não procedam como “turistas”; que agem sem regularidade ou assiduidade,
aparecendo para o trabalho quando desejam, procedendo como se estivessem fazendo um favor ao vir dar uma “mãozinha” no dia em que acham conveniente fazê-lo.
• “Ensina a caridade, dando aos outros algo de ti mesmo, em forma de trabalho e carinho e aqueles que te seguem os passos virão ao teu encontro oferecendo ao bem quanto possuem.
• Difunde a humildade, buscando a vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, olvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho.
• Propaga a fé, suportando os revezes de teu próprio caminho, com valor moral e fortaleza infatigável e quem te observar crescerá em otimismo e confiança.
• Semeia a paciência, tolerando construtivamente os que se fazem instrumentos de tua dor no mundo, auxiliando sem desânimo e aparando sem reclamar, e os irmãos que te buscam mobilizarão os impulsos de revolta que os fustigam, na luta de cada dia, transformando-a em serena compreensão.
• Planta a bondade, cultivando com todos a tolerância e a gentileza e os teus associados de ideal encontrarão contigo a necessária inspiração para o esforço de extinção da maldade.
• Estende as noções do serviço e da responsabilidade, agindo incessantemente na religião do dever cumprido e os amigos do teu círculo pessoal envergonhar-se-ão da ociosidade.
• As boas obras começam de nós mesmos.
• Educaremos, educando-nos.” ¹
A Doutrina Espírita nos solicita uma conduta operante, uma participação responsável, e uma assiduidade que tornará a tarefa passível de ser realizada com êxito, pois, ser espírita é também ter responsabilidade, pessoal, familiar, social, ser honesto nos propósitos de melhoria interior, procurando tirar proveito de mais esta bênção que a misericórdia divina nos está concedendo, de estudar, trabalhar e assumir tarefas, como forma de nos tornarmos úteis e de executar a parte que nos cabe na obra da criação.
Necessário se faz que o dirigente da casa espírita seja visto e respeitado pelos demais como aquele que tem a responsabilidade maior. E, por essa razão precisa estar atento aos possíveis desajustes que venham a ocorrer em qualquer atividade ou tarefa, sejam no âmbito administrativo ou religioso da Instituição, para a devida conscientização dos demais trabalhadores.
Para isso precisa ele ser portador e elevada moral sedimentada nos postulados da doutrina, conduta exemplar, presença constante nos trabalhos desenvolvidos pela instituição, empenho na resolução dos problemas que lhe sejam apresentados, tornando-se exemplo para os demais tarefeiros da casa. 
Urge entender que o posto de dirigente, não pode ser ocupado por quem não tenha a necessária estrutura que o cargo requisita, em termos de responsabilidade e competência, já não podem ser tolerados os despreparos das pessoas que envergam sobre si a responsabilidade de presidir, conduzir, decidir rumos e encontrarem soluções para os desafios da missão.
Assim sendo, na escolha dos nossos dirigentes, é preciso que tenhamos o devido cuidado de escolher com responsabilidade os companheiros de lide espírita para o exercício de comando das casas espíritas, para que não nos tornemos indiretamente responsáveis pelo mau  desempenho das atividades em nossas casas religiosas, e também não venhamos a nos arrepender tardiamente, de uma escolha impensada irrefletida, irresponsável, pois a tarefa espírita cristã não comporta improvisos.
Os dirigentes limitados e despreparados serão os primeiros entraves de que as instituições sérias terão de se ver livres.

Bibliografia
1 – Xavier, Francisco Cândido –

PS