Encerramento da Evangelização 2015

O dia 12/12/2015 foi marcado como o encerramento dos trabalhos deste ano da evangelização da casa Lauro. 
Além da entrega dos presentes para as crianças, a confraternização contou com um lanche muito especial de Pizzas doces e salgadas. 
Foi um dia memorável para o Irmão Lauro, agora só nos resta descansar para o ano que vem!


Sacolas de natal - 12/12/2015.



GB

Encerramento da Evangelização 2014


 O Irmão Lauro encerrou suas atividades, em 2014, na Evangelização, com uma grande festa, com apresentação de show de mágica, lanche especial para as crianças e a entrega das sacolinhas de Natal!
Agradecemos a todos que colaboraram, de alguma forma, para este trabalho, e aguardamos a volta todos em 2015 !
Confira as fotos clicando na imagem abaixo.




GB

52 anos do Irmão Lauro!

No dia 19/11/2015 foi realizada a palestra da Sra. Hilda Regina em homenagem ao aniversário de 52 da casa. Foi uma confraternização memorável, digna da importância que o Irmão Lauro tem na vida de cada um de nós.
Para visualização de todas as fotos do evento, clicar no link "Fotos".


Foto tirada em 19/11/2015 (Quinta-feira), na palestra de Hilda Regina.





GB




Almoço beneficente 29/11/2015

Aconteceu no dia 29/11/2015 o último almoço beneficente de 2015, marcando a última confraternização do ano entre trabalhadores, frequentadores e associados da casa. Foi uma grande festa!
Para visualizar todas as fotos, clicar no link abaixo da foto.

Foto tirada em 29/11/2015





GB

A infância e as tecnologias – Pais, todo cuidado é pouco!



As crianças de 8 a 12 anos que vivem conectadas à Internet constituem o grupo mais vulnerável para um abusador sexual. Segundo especialistas mencionados pelo diário “La Nación” de Buenos Aires, os pais que começam a se preocupar com a vida virtual de seu filho quando esse faz 12 anos estão chegando atrasados. Segundo Sebastián Bortnick, presidente da ONG argentina Cibersegura, que propôs a lei que transformou em delito a caça sexual a menores pela Internet e outros meios eletrônicos, “é preciso prestar atenção mais cedo, pois a partir dos 8 anos já correm risco”, disse. [1]
Os perigos são reais, vejamos: os argentinos estão comovidos com o assassinato de Micaela Ortega, uma adolescente de 12 anos, encontrada morta no final de semana, após permanecer 35 dias desaparecida. Segundo fontes oficiais, ela conheceu o assassino no Facebook. O promotor que investiga o caso, Rodolfo De Lucia, contou à imprensa que “Luna”, o assassino, convenceu Micaela a acompanhá-lo, dizendo que a levaria para a casa de uma amiga, a mesma que “Luna” inventou no Facebook. [2]
Para os estudiosos da temática, quase 70% das crianças (meninos e meninas) entre 10 e 12 anos, já criaram um perfil numa rede social. Naturalmente ainda são crianças, entretanto não estão mais na infância. Convivem ou sobrevivem absorvidas por emblemáticas relações virtuais, com escasso contato com o mundo real e ignoram os gravíssimos perigos que os cerca. Recordo que 50 anos atrás nos agrupávamos para brincar na casa de um amigo, de um parente, na rua ou na praça, contudo hoje em dia as crianças se agrupam nas redes virtuais (sem noção de realidade).
Desde a popularização do rádio – inventado por Marconi, em 1895 e disseminado em grande parte do mundo até as décadas de 30 e 40 – da expansão da TV, inventada por John Baird em 1925, e disseminada no Brasil a partir dos anos 50 e da invasão da Internet, a partir da década de 90 – com a criação dos sistemas de rede (web) – atribuída a Tim Berners Lee, o nível de informação das pessoas aumentou consideravelmente. Mesmo aqueles considerados ignorantes na sociedade atual detêm um volume de informação muito maior que há cinco décadas.” [3]
Em tempos de cibernética é urgente monitorarmos nossos filhos sob às regras necessárias da vigília cristã, antes que nossos rebentos completem os 11 anos. Agindo assim, podemos instrumentalizá-los de consciência  crítica, a fim de lidarem com o mundo virtual, conduzindo-os à vigilância diante das arapucas advindas pela Internet.
Consequentemente, é imperioso explicar aos filhos sobre os perigos das redes sociais (Facebook, Instagram ou Snapchat), investigar diariamente o que eles acessam na Internet, o que assistem (filmes), o que ouvem (músicas) e com quem articulam mensagens. Urge fazer isso de forma amorosa, numa relação de proteção. Esse procedimento dos pais acarretará benefício aos filhos e eles perceberão que estamos cautelosos e que podem dialogar conosco sobre o que fazem e com quem conversam nos universos virtuais.
Seguramente, os pais que negligenciaram até aqui o controle das viagens dos filhos nas trilhas dos smartphones, notebooks, tablets etc., quando começarem a monitorar ficarão espantados ao adentrarem nos perfis e correspondências dos filhos (menores de 12 anos). Há cem por cento de chance de descobrirem correspondências incomodativas por lá. Toda cautela é pouca! Lembrando que no monitoramento não pode haver suspensões hostis quanto ao uso da tecnologia, até porque a “coisa proibida” é mais sedutora para eles. É necessário dimensionar aos filhos a confiança de que estão sendo vigiados para o seu próprio bem.
Apoiados no bom senso doutrinário, é importante aprendermos a enfrentar os desafios cibernéticos, com a intenção de procurar a verdade e de esclarecer nossos filhos. É bastante salutar que saibamos separar o trigo do joio. A Internet, a despeito das informações incorretas, das agressões, das infâmias, da degradação e do crime, é sem dúvida um instrumento de grandiosas realizações que dignificam o homem e preparam a sociedade para um porvir mais promissor, e nossos filhos não podem estar alheios a isso.
Vivemos num estágio social em que o mundo virtual é quase o real, mas ele nos surge como sonho. Alguns sonham com cuidado, outros se perdem nos conflitos dos delírios oníricos. Em todos esses estágios há o perigo disso virar pesadelo. Esse é o preço que a sociedade contemporânea paga pelo avanço das tecnologias, apesar de muitos cidadãos ainda não terem se dado conta de que seus atos pelas vias virtuais estão estabelecendo desastres morais de consequências imprevisíveis.
A Internet permitirá um contato mais rico com a monumental obra espírita. Hoje é possível elaborar cursos interativos, por exemplo, uma discussão das obras espíritas clássicas, assinalando links relevantes entre os diferentes textos, e com comentários feitos por autores consagrados. Os livros da Codificação podem ser disponibilizados em hipertexto, em versões de fácil consulta. Relatos específicos podem ser colecionados e indexados para pesquisa rápida etc. etc. etc.
Mas cuidado! Ora, se devemos prestar atenção redobrada ao atravessar uma avenida de trânsito intenso, devemos ter a máxima cautela ao navegar na web, pois os perigos são reais. Também nós adultos devemos estar atentos para evitar cair em emboscadas cibernéticas. Mas apesar dos riscos e temeridades, não devemos demonizar as novas tecnologias tal qual fazia a Inquisição na Idade Média, queimando os livros e dilacerando a cultura.
Jorge Hessen
Brasília-DF

Referências:


Eutanasia- A falsa porta da "paz eterna"

Lamentavelmente a eutanásia é legal na Bélgica desde 2002. A lei belga estabelece que, para ter direito à eutanásia, os pacientes precisam demonstrar constante e insuportável sofrimento psicológico ou físico. Em 2013 houve 1.807 casos de eutanásia no país, a maioria deles de pessoas idosas sofrendo de doenças terminais (apenas 4% tinham distúrbios psiquiátricos).
A eutanásia tem suscitado controvérsias nos meios jurídicos. No Brasil, a Constituição e o Direito Penal são bem claros: a eutanásia constitui assassínio comum. Nas hostes médicas, sob o ponto de vista da ética da medicina, a vida é considerada um dom sagrado, e portanto é vedada ao médico a pretensão de ser juiz da vida ou da morte de alguém. A propósito, é importante deixar consignado que a Associação Mundial de Medicina, desde 1987, na Declaração de Madrid, considera a eutanásia como sendo um procedimento eticamente inadequado.
No entanto, na Bélgica, Sébastien, um belga, tem reivindicado uma autorização legal para morrer através da eutanásia. Para isso, argumenta que sofre psicologicamente por não conseguir aceitar sua homossexualidade.  Vive numa constante sensação de vergonha e de cansaço mental por estar atraído sexualmente por quem não deveria, segundo crê. É como se tudo fosse ao contrário do que gostaria de ser, alega. Há gigantesco apoio popular à eutanásia na Bélgica. O número total de casos aprovados tem crescido anualmente desde 2002.
A lei foi modificada em 2013 para consentir a prática inclusive para crianças em estado terminal. A lei estabelece que todas as mortes por eutanásia no país devem ser inspecionadas por um comitê de médicos e advogados. Para Gilles Genicot, professor de legislação médica da Universidade de Liége e membro do comitê que revê os casos de eutanásia, o desejo de Sébastian, por exemplo, não preenche o critério legal para a prática. [1]
Sem exteriorizar aqui nosso juízo sobre a auto rejeição da sexualidade de Sébastian, privilegiaremos as ponderações doutrinárias em torno do contra-senso da eutanásia oficializada. Sim! Não cabe ao homem, em circunstância alguma, ou sob qualquer pretexto legal, o direito de escolher e deliberar sobre a vida ou a morte de seu próximo, e a eutanásia, essa falsa piedade, atrapalha a terapêutica divina nos processos redentores da reabilitação espiritual.
Nós, espíritas, sabemos que a agonia física e emocional prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a enfermidade pertinaz pode ser, em verdade, um bem. A questão 920, de O Livro dos Espíritos, registra que “a vida na Terra foi dada como prova e expiação, e depende do próprio homem lutar, com todas as forças, para ser feliz o quanto puder, amenizando as suas dores”. [2]
Muitos infelizes crêem que a solução para seus sofrimentos é a morte através da eutanásia oficializada. Todavia, afirmamos que além de sofrer no mundo espiritual as dolorosas consequências de seu gesto equivocado de acovardamento e revolta diante das leis da vida, aquele que procura recursos para morrer pela eutanásia (uma espécie de suicídio indireto) ainda renascerá com todas as sequelas físicas resultantes da deliberação da morte antecipada, e terá que enfrentar novamente a mesma situação dolorosa que a sua inexistente fé e distanciamento de Deus não lhe permitiram o êxito existencial.
O verdadeiro espírita porta-se, sempre, em favor da manutenção da vida, respeitando os desígnios de Deus, buscando não só minorar seus próprios sofrimentos, mas também se esforçar para amenizar as dores do próximo (sem eutanásias), confiando na justiça perfeita e na bondade do Criador, até porque, nos Estatutos Dele não há espaço para injustiças e cada qual recebe da vida segundo suas necessidades e méritos. É da Lei maior!
Jorge Hessen
Brasília/DF

Perseverar








...per severemos no bem sobretudo.
...a estrada provavelmente se nos erigirá lodacenta ou agressiva pelos tropeços e espinhos que apresente ...
Perseveremos servindo para transpô-la.
...o ambiente terá surgido carregado de nuvens, na condensação de injúrias ou incompreensões que nos circundem...
Perseveremos ofertando aos outros o melhor de nós em favor dos outros e os outros nos auxiliarão para vencer as sombras e dissipá-las.

...ansiedades e esperanças nos visitam a alma, transformando-se em obstáculos para a obtenção da alegria que nos propomos alcançar...
Perseveremos agindo na prática do bem e, dentro desse exercício salutar de sublimação, surpreenderemos, por fim, a região de acesso às bênçãos que buscamos.

...as lutas e desafios se nos avolumam na marcha...
perseveremos na humildade e na paciência que nos garantirão a segurança e a tranqüilidade das quais não prescindimos para seguir adiante.

...discórdias e problemas repontam das tarefas a que consagramos as nossas melhores forças...
Perseveremos na serenidade e na elevação, dentro dos encargos que nos assinalem a presença onde estivermos, e seremos aqueles ingredientes indispensáveis de união e de paz nos grupos do serviço de que partilhamos atendendo às obrigações que nos competem ao espírito de equipe.

...filhos, provas e tribulações, pedras e espinhos, conflitos e lágrimas, desarmonias e empeços existirão sempre na estrada que se nos desdobra à visão...
no entanto, se é fácil começar o apostolado do amor, é sempre difícil continuar em direção do remate vitorioso.

...perseverar é o impositivo de que não nos será lícito fugir...
Perseverar trabalhando e servindo, entendendo e edificando, aprendendo e redimindo...
...perseverar sempre de modo a nunca desanimar na construção do bem a fim de merecermos o bem maior.

Espírito: Bezerra de Menezes
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Bezerra, Chico e Você

A Palavra de Jesus

Meimei

Reunião de 6 de outubro de 1955.
Na parte final de nossas tarefas, tivemos a alegria de ouvir Meimei, a nossa abnegada irmã de sempre, que nos falou, comovida, sobre a palavra de Jesus.





Meus irmãos.
Deus nos abençoe.
A palavra do Cristo é a luz acesa para encontrarmos na sombra terrestre, em cada minuto da vida, o ensejo divino de nossa construção espiritual.
Erguendo-a, vemos o milagre do pão que, pela fraternidade, em nós se transforma, na boca faminta, em felicidade para nós mesmos.
Irradiando-a, descobrimos que a tolerância por nós exercida se converte nos semelhantes em simpatia em nosso favor.
Distribuindo-a, observamos que o consolo e a esperança, o carinho e a bondade, veiculados por nossas atitudes e por nossas mãos, no socorro aos companheiros mais ignorantes e mais fracos, neles se revelam por bênçãos de alegria, felicitando-nos a estrada.
Geme a Terra, sob o pedregulho imenso que lhe atapeta os caminhos...
Sofre o homem sob o fardo das provações que lhe aguilhoam a experiência.
E assim como a fonte nasce para estender-se, desce o dom inefável de Jesus sobre nós para crescer e multiplicar-se.
Levantemos, cada hora, essa luz sublime para reerguer os que caem, fortalecer os que vacilam, reconfortar s que choram e auxiliar os que padecem.
O mundo está repleto de braços que agridem e de vozes que amaldiçoam.
Seja a nossa presença junto dos outros algo do Senhor inspirando alegria e segurança.
Não nos esqueçamos de que o tempo é um empréstimo sagrado e quem se refere a tempo diz oportunidade de ajudar para ser ajudado, de suportar para ser suportado, de balsamizar as feridas alheias para que as nossas feridas encontrem remédio e sacrificarmo-nos pela vitória do bem, para que o bem nos conduza à definitiva libertação.
Nós que tantas vezes temos abusado das horas para impor, aos que nos seguem, o Reino do Senhor, à força de reprovações e advertências, saibamos edificá-lo em nós próprios, no silêncio do trabalho e da renúncia, da humildade e do amor.
Meus irmãos, no seio de todos os valores relativos e instáveis da existência humana, só uma certeza prevalece – a certeza da morte, que restitui às nossas almas os bens ou os males que semeamos nas almas dos outros.
Assim, pois, caminhemos com Jesus, aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele, em nossas proveitosas dificuldades de cada dia: - “Pai Nosso, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos Céus.”


Chico Xavier

Pense nisso, o que é sexo


(Este artigo é uma atualização de outro do mesmo nome escrito por mim em 1957, e ainda hoje é lido e transcrito em todo o movimento espírita.).

Muito se tem escrito e discutido, nos últimos tempos, no movimento espírita a questão homossexual. A discussão, como vem ocorrendo, me parece fora do seu contexto real. Numa boa aplicação do pensamento lógico, antes de se abordar a parte, deve-se conseguir uma clara visão do todo. Está a se debater o homossexualismo, sem haver sido deslindada a problemática sexual.
Sócrates desmascarou a pretensa "sabedoria" de muitos dos seus contemporâneos, pedindo a eles que definissem os termos que usavam. "Incorporando" o método socrático, deveríamos estar questionando os espíritas que pensam: "O que é o sexo?" E não vale a breve resposta: é um sistema orgânico que permite a reprodução das espécies. Não só é uma resposta óbvia, como simplista e incompleta, Senão vejamos, rapidamente: sendo o sexo apenas para perpetuação da espécie, porque muitos animais, em estado de natureza, praticam o homossexualismo, que não atende ‘a finalidade instintiva da reprodução?
Estudando a Codificação e as obras espíritas, psicografadas ou não, tidas como adequadas, por causa dos médiuns e espíritos que as assinam, não consegui, até o momento, fazer uma idéia clara do que, em última analise, seja "sexo". Praticá-lo é uma coisa, saber o que realmente é, outra.
No Livro dos Espíritos, a única abordagem direta sobre o assunto, é a seguinte: "Os Espíritos tem sexos? 'Não como vós o entendeis, porque os sexos dependem da organização. Existe entre eles amor e simpatia, porém fundados sobre a similitude dos sentimentos'") (Livro dos Espíritos, Fundação Lar Harmonia, 2007, questão 200).
Em francês, o termo "organisation" tem os mesmo significados que em português e, também, o "organismo", sendo que, hoje em dia, neste sentido, é empregado, como em português, com um complemento aclamatório: "organização física, corporal, orgânica" etc.). Pela resposta, os espíritos estariam destituídos de sexo, no sentido biológico, isto é, não possuiriam aparelho reprodutor, logo, também não teriam hormônios sexuais em sua estrutura, mas sim uma outra forma de manifestação (não como o entendeis ou seja, diferente daquilo que temos e sabemos). E, pelo que se sabe do mundo espiritual, não poderiam tê-lo, pois seria, enquanto órgão, desnecessário, pois não se reproduziriam (aplicando-se o critério de universalidade dos ensinos dos espíritos ao assunto, não existe um coeficiente expressivo de mensagens que revelem a ocorrências de reprodução sexual entre os espíritos. Uma afirmação de um espírito, através de um médium, segundo Kardec, não constitui nem evidência, quanto mais prova. Qualquer afirmação nesse sentido deveria trazer uma justificativa pormenorizada sobre a questão, bem como uma real explicação do por que não foi abordado até hoje por diversas outras mensagens espirituais). Ainda, segundo a resposta, eles se vinculam no mundo espiritual por "sentimento", por afinidade eletiva.
Fica, contudo, uma pergunta, sendo que o corpo é estruturado e mantido pela organização perispiritual, de onde vem o impulso que fixa, durante a organogênese, a definição do gênero em sentido físico? Há que se buscar respostas efetivas, e não "petitio principii" ou floreios verbais, muito bonitos e emocionantes, mas sem significação concreta, tais como: "almas passivas e almas ativas", pois ainda cabe perguntar: o que são almas passivas, e porque o são, assim como as ativas. Como se vê, uma resposta desse tipo é adiar o problema, e não solucioná-lo.
Freud concebeu o sexo, em ultima analise, como uma forma de energia, a libido. Os teosofistas e hinduístas também se referem a uma energia sexual, própria da alma que, a semelhança da libido, poderia ser "sublimada", ou seja, transferida para outro tipo de atividade do individuo (o que a Psicologia Analítica contesta, porque faz da libido energia própria do psiquismo e não do sexo em particular). André Luiz descreve o sexo como uma manifestação de uma energia específica: o amor, pelo qual os seres se alimentam uns aos outros. Então, dever-se-ia entender que os espíritos, nas Obras Básicas, ao falarem de "amor e simpatia", estariam querendo dizer que a libido é uma energia da alma como um todo? Porém, permanece a questão, o que é o sexo? O que faz ele se diferenciar, quando a alma encarna? Uma especulação: será que essa definição é uma prerrogativa genética? Isto é, será que a fusão dos gametas masculinos e femininos, em condições normais, estabelece, aleatoriamente ou segundo um impulso do inconsciente do reencarnante, o seu gênero orgânico? Como disse, essas considerações são meramente especulativas.
É necessário, portanto, que, a partir de princípios solidamente estabelecidos, se possa discutir, não só o homossexualismo, mas todas as formas de manifestação da sexualidade, sem pré-conceitos nem hipocrisia, como atualmente acontece me larga escala no movimento espírita.
Inclusive tem de se abordar, com mais profundidade, a prática sexual de forma geral. E não falo apenas de perversões ou sexolatria, mas sim da "normalidade" da prática sexual. Porque, senão, estaremos a dividir o mundo entre os certos (aqueles que praticam o sexo normal) e os errados (os que se permitem variações diversas durante a prática), o que é um preconceito absurdo. E o que é "normal", na prática sexual? Existirá um "check list" de atos, atitudes, palavras e pensamentos que podem, ou não, serem realizados durante o ato sexual? É dito que o instinto é uma inteligência que mais acerta do que a volição, ora, o que muitos chamam de desvios morais na prática sexual é moeda corrente no mundo animal. E agora? Não se venha que o argumento de que não somos animais, porque o somos. O sexo entre parceiros sem compromisso matrimonial é certo ou não? Para mim essa é uma pergunta retórica, pois os costumes já estabeleceram essa prática como socialmente normal, desde a revolução sexual que a pílula anticoncepcional provocou. Isto sem referência ao adultério, que, eticamente significa uma deslealdade entre parceiros comprometidos. Ora, com tantas coisas a serem resolvidas, que dizem respeito à vivência sexual, espero que os que vivem a "ditar cátedra" quanto a homossexualidade, já tenham resolvido estas "simples" questões em suas vidas.
De minha parte, posso dizer que ainda estou meditando sobre elas, e buscando respostas, e isto sem enfrentar a angustiante problemática da homossexualidade, que os preconceitos estigmatizam de forma cruel, e no caso do Movimento Espírita, em atentado à Lei do Amor e Caridade.

Escrito por Djalma Argollo às 09h18




Palavras iluminadass


Sê generoso na prosperidade e grato no infortúnio.
Sê digno de confiança de teu próximo e dirige-lhe um olhar alegre e amável.
Sê um tesouro para o pobre, um conselheiro para o rico;
Responde ao apelo do necessitado e preserva sagrada a tua promessa.
Sê imparcial em teu juízo e cauteloso no que dizes.
A ninguém trates com injustiça e mostra toda humildade a todos os homens.
Sê como uma lâmpada para aqueles que andam nas trevas,
Sê causa de júbilo para o entristecido, um mar para o sequioso,
Um refúgio para o aflito, um apoio e defensor da vítima da opressão.
Que a integridade distinga todos os teus atos.
Sê um lar para o estranho, um bálsamo para quem sofre,
Uma torre de força para o fugitivo.
Para o cego deves tu ser olhos, e
Para os pés dos errantes, uma luz que guie.

Bahá ‘u’ lláh