“Eli, Eli lemá sabacthaní.”

Na atualidade, procuram os grandes governantes, preocupados com as diretrizes do mundo, reunir-se à cúpula das organizações sistematicamente no estudo e no debate da guerra e das infelicidades que campeiam.
A violência, das mais variadas formas, atinge a este ou aquele companheiro, gerando transtornos e desequilíbrios psíquicos e até mesmo obsessões. Incontáveis são os números, incontáveis são os problemas que afligem a criatura humana e esses problemas, muitas vezes, vergastam a criatura, prostrando-a em desalento, em desesperança.
Muitas criaturas, a título de verdade, usam-na como tálamo*, criando situações embaraçosas e constrangedoras.
Muitos companheiros que estão presos aos grilhões interiores que eles mesmos criaram, envolvidos nessa situação, lembrar-se-ão da palavra de Jesus quando nos disse: “quem permanecer em minhas palavras será meu discípulo e se estiver com a verdade, a verdade vos libertará”. E se essa liberdade fará que esses grilhões se rompam e se partam, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní.”
Quando a criança na orfandade é acolhida pelo casal amoroso; quando a criança indigente nas ruas é acudida através da palavra amiga do evangelho de Jesus, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando a mãe chorosa contempla seu filho inerte na rigidez e na frieza da chamada morte e eleva seu pensamento ao alto, em busca da certeza da vida após a vida, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando o enfermo hospitalizado recebe a conduta medicinal do amigo médico, do enfermeiro, do companheiro;
Quando o quebrado é reerguido, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.   
Quando o desamor traça e campeia em todos os recônditos do Universo e ali, bem distante, o mensageiro de Jesus projeta sua palavra de amor e de consolo;
Quando, bem distante, alguém se encontra em desesperança, se encontra na iminência de um ato impensado e uma voz amiga lhe diz: “Ei amigo, não faças isso” – eu não posso dizer: Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando alguém se encontra entristecido e não consegue ver a beleza, não consegue ver a grandiosidade de Deus ao seu redor e, ao virar-se, contempla um jardim observando as flores silenciosas simplesmente, singelamente a enfeitar, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando a viuvez, insegura e temerosa dos dias vindouros na solidão que a atingirá, recolhe-se à prece, recolhe-se à reflexão e dessa reflexão angaria novas forças para poder prosseguir na sua trajetória, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando o mestre e o professor ensinam algumas palavras, ensinam equações, ensinam a frase e o aluno aprende;
Quando criaturas encarceradas conquistam a liberdade e se recompõem perante Deus, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando, em nome do Bendito Jesus, nos encontramos pela graça e bondade, reunidos em amor, eu não posso dizer: “lemá, lemá sabacthaní”.
Quando a criatura está na iminência de projetar seus abismos tenebrosos por não ter encontrado o pão de cada dia;
 Quando a criatura não encontra dormida e alguém o abriga, eu não posso dizer: “lemá, lemá sabacthaní”.
Quando nos casebres humildes a fome aí se aloja e algum irmão naquela porta deposita o pão; Quando no casebre nasce a enfermidade e alguém deposita o medicamento;
Quando nesse abismo em que se projetam as criaturas, o desamor, as desatenções tomam proporções extraordinárias, fazendo a criatura prostrar-se, e vejo grupos de criaturas que amorosamente vão levantá-los, vão fortalecê-los, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando o desamor se aloja num lar causando lágrimas e desalentos e as criaturas reúnem-se, apoiando-se uns aos outros, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando o coxo, o aleijado, o pedinte estiver em farrapos, em frangalhos, estendendo a mão e ninguém lhe depositar uma moeda, mas sim levantá-los, acolhê-los, limpá-los e vesti-los, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando o irmão que não tem visão contempla inconscientemente os céus e percebe em seu coração, além das nuvens, a imensidão de Deus e seu coração transborda de luz, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando nestes dias, o gólgota, essa sombra do gólgota faz com que as criaturas da Terra se encontrem em meditações, se encontrem em reflexões, e desse gólgota ressurge fulgurante, numa luminosidade divina, radiosa, espargindo para todo o mundo a vida de Jesus, eu não posso dizer: “Lemá, lemá sabacthaní”.
Quando as criaturas impiedosas ferem este ou aquele coração, causando dores inenarráveis, como colocando cravos em suas mãos e pincelando seus corações;
 Quando as criaturas endurecidas, nesses momentos de claridez da noite calma, recebem em seus corações as divinas, santíssimas e dulcíssimas emanações da bondade de Jesus e eles conseguem recebê-las e seus corações brotam de esperança, de recuperação; de seus olhos brotam lágrimas de arrependimento, eu não posso dizer: “Eli, Eli lemá sabacthaní”.
Quando, enfim, Senhor Jesus, todos nós  que estamos há tanto tempo percorrendo caminhos de sombras, caminhos obscuros, caminhos que nos deixam obtusos; caminhos, Senhor, que nos adornam  todas nossas  passagens e nós lembramos que nesses caminhos e nessas passagens nós mesmos colocamos os cadeados, colocamos os ferrolhos; e depois, nós, como ignorantes que somos, não conseguimos encontrar a chave desses ferrolhos.
 E quando Senhor, ao viver no teu evangelho todos os teus ensinamentos, é ali que me deixaste a chave do amor, a chave da vida eterna, a chave da fraternidade, a chave da bem-querença, a chave da bondade, a chave Senhor...
E nós entenderemos, finalmente, que queiramos nós ou não, somos da mesma família; que queiramos nós ou não, nós somos irmãos.
Sabemos, Senhor Jesus, que Deus não faz as criaturas em massa, as faz individualmente, com muito carinho e muito amor, e é por isso que todos nós somos diferentes e estamos em estradas evolutivas, em caminhos e andares diferentes...
Mas Senhor Jesus, nestes momentos que aqui na Terra se consagram às criaturas e as mentes de boa vontade recordarem o gólgota, nós todos aqui presentes -  e este humilde servo, Senhor, que tem a oportunidade, mesmo depois da morte, de trazer estas palavras, eu O reverencio Senhor Jesus hoje e sempre. Ave Cristo!
Que a paz esteja nos corações de todos os nossos irmãos; Do vosso humílimo  servo Bezerra.  

Mensagem psicofonica  recebida por Dan por ocasião da Semana Santa
*Anatomia. Parte do encéfalo situada na base do cérebro. (É centro de transmissão; intervém na sensibilidade superficial e profunda.)

 
Grupo Lauro

No Domínio das Palavras










Fala e conhecer-te-ão.
*
 Referes-te aos outros quanto ao que está em ti mesmo.
*
 A palavra é sempre o canal mais seguro pelo qual te revelas.
*
 A frase de esperança é um jorro de luz.
*
 O que notas de bem ou de mal na vida de alguém é complemento de teu próprio eu.
*
 Comentários sobre os outros, no fundo, são exposições daquilo que carregas contigo.
*
 Quase que imperceptivelmente apenas falamos daquilo que já conseguimos aprender.
*
 O que vimos nas estradas alheias é o que está em nossos próprios caminhos.
*
 Quem fala sem o coração naquilo que fala não alcança o coração que deseja atingido.
*
 Quando quiseres ser visto não uses a queixa para semelhante exibição; trabalha em silêncio e serás visto com mais segurança.
A palavra mais cruel é aquela que se usa destruindo o bem.
*
 Não te refiras ao infortúnio porque a felicidade de quem sofre talvez chegue amanhã.
*
 Se o verbo não está iluminado de compreensão e de amor, a conversa será sempre inútil.
*
 Quem se propõe a iluminar não menciona qualquer ingrediente das trevas.
*
 Nunca te arrependerás de haver dito uma boa palavra.
*
 Nada ensines destacando o mal, pelo simples prazer de salienta-lo, porque os teus ouvintes serão hipnotizados pelas imagens com as quais não desejarias prejudica-las.
*
 Quem perdoa não deve reportar-se à dívida que foi liquidada, sob pena de abrir nova ferida no coração daquele que se lhe fez devedor.
*
 Criteriosa dieta na conversão é saúde no espírito.
*
 A palavra indulgente é vacina contra muitos males.
*
 Discutindo talvez esclareças, mas servindo convences.
*

Emmanuel – Chico Xavier

Você pode

Cemitério de Père-Lachaise- dólmen de Allan  Kardec [2]
Você pode em comunhão com o sublime, exercitar a fidedigna “religião” dos Espíritos e distribuir concórdia em seu entorno, amar o próximo e ser querido por eles, e ter acesso a leituras espiritualizastes, higidez invejável, boa condição financeira. São experiências fenomenais da consciência encarnadada. Tudo isso se torna singular quando se tem consciência, que seremos amanhã ou depois consciências desencarnadas.

Você pode enveredar em uma “religião” que conforte as suas mais profundas inquirições da alma e console a ansiedade humana, além da bússola nos momentos penosos em particular à doença, a perda de prestigio socioeconômico, e a morte, em que confiante na sua conexão com Deus, explique as dádivas e infortúnios, como fortificante fornecido e produzido na absoluta certeza da justiça na imortalidade.

Você pode absorver em seu psiquismo um “Deus” punitivo castrador do livre-arbítrio e bem-estar do ser humano, é isso um autoengano, esse “Deus” é humano como você mesmo. Quando defuntar, seu psiquismo estará em comunhão com o “Deus” que concebeu.

Você pode entoar silenciosamente: Bobagem, bobagem...Viva devagar, a passos lentos para não chegar; Mas,, livre em cadenciar sua marcha devagar ou depressa, fatalmente sua alma será “abduzida” para a viagem rumo além-mundo. Não tenha receio, um dia você retorna. Nascer, crescer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei [1]. (NAÎTRE, MOURIR, RENAÎTRE ENCORE ET PROGRESSER SANS CESSE TELLE EST LA LOI.).

Autor Dan


[1] – Allan Kardec
[2] - Monumento druídico, pré-histórico, formado por uma grande pedra achatada, colocada sobre outras em posição vertical.

O Influxo do Jarro de Pandora

Reflexão proferida na reunião de quarta-feira (15/03) sobre o tema “Não colocar a candeia debaixo do alqueire” Cap.24. [1]

Temos a impressão, que nestes tempos o jarro de Pandora [2] foi aberto. E grassa o mal no mundo humano. Alastram-se vendáveis levando e trazendo as poeiras espalhadas no ar... Vendavais saturados de pensamentos maléficos e desequilibrados.

O egoísmo e o orgulho alimentam: A discórdia, a indiferença, a intolerância, o exclusivismo, o desamor, a ingratidão, os antagonismos, a violência, a falsidade, a inveja, o livre-culto a prosperidade, olhando o semelhante com o viés da desconfiança. 

Esse sombrio panorama evidência nossa verdadeira identidade, sem anonimato, pseudônimo – falso ou heterônimo - imaginário.

A cada dia que amanhece nada muda, ao contrario agrava-se mais. O mundo esta passando por uma grande transformação espiritual preparando-se para novo patamar moral. Na primeira fase houve o progresso intelectual, foi um grande passo do mundo, porém, esses conhecimentos adquiridos adornados as paixões e interesses pessoais aperfeiçoaram os meios de prejudicar seus semelhantes e os abater. Somente o progresso moral tornará duradoura a concórdia, a paz a fraternidade, e os renitentes no mal, que fiquem alerta, pois, quando se completar na Terra a transformação do ciclo de Provas e Expiações em ciclo de Regeneração; Todos os espíritos encarnados bons e maus estão tendo sua derradeira oportunidade de se modificarem no “Amai-vos uns aos outros”, aqueles que não o fizerem, serão exilados da Terra.

Cada um tem seu jarro de Pandora, modifiquemo-nos para transformar o mal em bem, amando ao próximo como a nós mesmos. Se desejares mudar o mundo; o primeiro passo será mudar a si mesmo. [3]

Nessa passagem verifique em si mesmo: Sou uma pedra de tropeço ou um luzeiro nos conduzindo a beleza da vida imortal.


Autor Dan [4]

[1] – O Evangelho Segundo o Espiritismo. – Allan Kardec
[{2}– Mitologia Grega
[3]  – Parafraseando Platão, filosofo grego.
[4] -  Que o senso crítico de todos corações que me lerem abrigue o discernimento  e o caráter de Agripino Grieco.

Os Diários Reveladores

Esconderijo da Vida
Diário de Anne Frank  [1]
De repente, Anne Frank se vê passar por uma transformação que jamais teria volta,  a menina passou a viver  oculta em um quarto secreto, Anne, que tinha uma vida para ser vivida nascera judia. Ao longo do diário, a jovem vai narrando a rotina de sua sina para que a Gestapo o nome é uma abreviação de Geheime Staatspolizei (Polícia Secreta do Estado), organização que investigava os judeus não encontra-la. Anne registra amor a Peter e transita entre o amor e ameaça constante de morte. Anne desabafa em seu diário seus sentimentos e medos e esperança, filha de pai amoroso e mãe intolerante. A policia descobre o esconderijo e Anne é levada ao campo de concentração, já bastante debilitada por conta da péssima alimentação, acaba sofrendo mais ainda. Anne deixou o corpo que morreu no campo de concentração.
Seu espírito sobrevive sobre seus perseguidores, sendo um farol a iluminar e alertar que sob pretexto de defender a liberdade e as minorias, "arautos" unidos a organizações feministas que “defendem”, a liberdade,, a vida, políticos ligados ao Socialismo e Liberdade aliados a Institutos de bioética (sic) direitos humanos e gênero  marcham clamando pela descriminalização do aborto. 
Seriam os espíritos vinculados a gestapo, que reencarnaram para continuar a nefasta tarefa da morte? 
Herodes, por seu poder pelo poder, perseguiu e assassinou recém-nascidos.  Führer  pela eugenia, ceifou a vida de crianças vivas. Foice da Morte,  manipulada pela vaidade e futilidade efêmera,  grita pela  descriminalização do aborto, e   assassinará nascituros sem mesmo terem o direito de chorar.
Marcham esses descuidados da moral em ruidoso barulho, usando tamancos de madeira; É  tempo dos bons deixarem as pantufas de veludo caminhando silenciosos...

Diário de um Nascituro [2]
- Sabem, hoje é um grande dia... ninguém sabe ainda da minha existência, mas depois de um ato de AMOR, uma nova vida começa a se desenvolver... "A MINHA"...
- Eu já estou na minha segunda semana de vida, ainda ninguém desconfia que eu existo... mas eu já estou me alimentando. Os meus olhinhos estão em formação, com os quais um dia, olharei no fundo dos olhos dos meus pais... esta também em formação a minha coluna vertebral... meu cérebro, que certamente formularão muitas palavras de amor... meus pulmões que me darão forças suficientes para correr para os braços dos meus pais. AH!!!... hoje começa a bater o meu coraçãozinho!!!
- Estou com quatro semanas de vida... o meu cérebro, a minha espinha dorsal, meus rins e meu fígado já estão formados... agora começa a formação das minhas perninhas, dos meus bracinhos e das minhas mãozinhas...
- Lá fora, parece que as coisas não andam muito bem, hoje estou com sete semanas de vida, meus pais andam extremamente nervosos, não sei bem porque... parece que começam a desconfiar da minha existência...
- Estou com oito semanas de vida... eu já tenho um rosto... minhas mãos e os meu dedinhos, imagem... tenho até impressões digitais, poderia até tirar a minha carteira de identidade... minha mãe e meu pai, já sabem que eu existo... eles  andam muito preocupados... deve ser coisas de gente grande...
- Hoje, estou completando a minha décima-primeira semana de vida...estou completo... sinto cócegas, dor, frio e calor... aqui dentro esta tudo bem... mas meus pais decidiram ir a um médico, eles andam discutindo muito...
- HOJE, eu completo minha décima-segunda semana de vida... o quanto eu gostaria de dizer aos meus pais o quanto eu os amo..., mas eles, decidiram, que como presente de aniversário...  eu deveria ficar sabendo que iria atrapalhá-los... percebi que não estava em seus planos... hoje... eles ME ABORTARAM... fui pego a traição... não me foi dada nenhuma condição para que eu me defendesse... meus pais, premeditaram a minha morte...
PORQUE, MAMÃE... LOGO NO MEU ANIVERSÁRIO???
Eu sabia... que por alguns meses iria estragar a sua elegância... porém, tinha prometido à mim mesmo... que ficaria apertadinho para não te prejudicar, deixaria para crescer quando viesse ao mundo...
PORQUE, MAMÃE... LOGO NO MEU ANIVERSARIO???
Eu sabia... que em seu VENTRE, a escuridão seria grande, também, no entanto mais tarde, iria conhecer o brilho do sol... das estrelas... conhecer principalmente... você...e o papai...Também, teria que ficar calado durante NOVE MESES, porém mais tarde, iria contar à vocês a felicidade de tê-los como meus pais...
PORQUE, MAMÃE... LOGO NO MEU ANIVERSARIO???
Sabe... eu iria conversar com você, quando você estivesse triste...fazer de tudo para que a alegria voltasse à brotar em seus lábios, com aquele sorriso que só eu... teu filho...saberia dar...
MÃE, o engraçado de tudo isso... e que eu pensei que os pais AMASSEM SEUS FILHOS, inclusive ao ponto... DE LHES DAR A PRÓPRIA VIDA... contudo, MÃE... você não deixou que eu vivesse nem a minha própria vida...
 PORQUE, MAMÃE... LOGO NO MEU ANIVERSARIO???
Sabe, mamãe... eu cheguei a conclusão, que eu não passei de um gozo que lhe trouxe complicações... e eu que cheguei a pensar que tinha sido concebido num ato de amor... ato de AMOR??? Mãe... será que você é capaz de saber o que é sentir  amor... ou somente sente PRAZER.
 HOJE, já não posso planejar mais nada... pois faço parte do mundo daqueles que nunca falarão uma palavra singela, da pureza da vida, do amor, sentir o perfume das rosas...
Só espero, MAMÃE... que a senhora  consiga encontrar "PAZ"... e que a senhora tenha se arrependido... para que o que foi feito comigo, não aconteça com aqueles que estão para nascer...
 EU LHE PERDÔO...  APESAR DE TUDO...
 ... E, SE TUDO FICA UM POUCO... ENTÃO, UM POUCO DE MIM, FICOU EM VOCÊ... ADEUS... MAMÃE...

O Direito À Vida na Constituição do Brasil [3]

O direito à vida é amplo, irrestrito, sagrado em si e consagrado mundialmente. No que tange ao direito brasileiro, a “inviolabilidade do direito à vida” acha-se prevista na Constituição Federal (artigo 5º “caput”), o primeiro entre os direitos individuais, quando essa lei básica, com ênfase, dispõe sobre os direitos e garantias fundamentais.
O ser humano, como sujeito de direito no ordenamento jurídico brasileiro, existe desde a sua concepção, ainda no ventre materno. Essa afirmativa é válida porque a ciência e a prática médica, hoje, não têm dúvida alguma de que a criança existe desde quando fecundado o óvulo pelo espermatozoide, iniciando-se, aí, o seu desenvolvimento físico. Tanto correta é essa afirmativa que, no ordenamento jurídico brasileiro, há a previsão legal de que “a personalidade civil do homem começa pelo nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro” (artigo 4º do Código Civil – grifou-se). Entre esses direitos está, além daqueles que ostentem caráter meramente econômico ou financeiro, o primeiro e o mais importante deles, vale dizer, o direito à vida.

Espiritismo [4]
– Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
– “O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal”.

.- Que consequências têm para o Espírito o aborto?
-“É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.”.

-. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
- “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”.

- Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
- “Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.”.
 – “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”.

As ciências contemporâneas, por meio de diversas contribuições, vêm confirmando a visão espírita acerca do momento em que a vida humana se inicia.
Com o avanço da Medicina, torna-se cada vez mais escassa a indicação desse tipo de abortamento. Essa indicação de aborto, todavia, com as angústias que provoca, mostra-se como situação de prova e resgate para pais e filhos, que experimentam a dor educativa em situação limite, propiciando, desse modo, a reparação e o aprendizado necessários.
Invoca-se o direito da mulher sobre o seu próprio corpo como argumento para a descriminalização do aborto, entendendo que o filho é propriedade da mãe, não tem identidade própria e é ela quem decide se ele deve viver ou morrer.

Não há dúvida quanto ao direito de escolha da mulher em ser ou não ser mãe. Esse direito ela o exerce, com todos os recursos que os avanços da ciência têm proporcionado, antes da concepção, quando passa a existir, também, o direito de um outro ser, que é o do nascituro, o direito à vida, que se sobrepõe ao outro.

Estudos científicos recentes demonstram o que já se sabia há muito tempo: o feto é uma personalidade independente que apenas se hospeda no organismo materno. O embrião é um ser tão distinto da mãe que, para manter-se vivo dentro do útero, necessita emitir substâncias apropriadas pelo organismo da hospedeira como o objetivo de expulsá-lo como corpo estranho.

Após o abortamento, mesmo quando acobertado pela legislação humana, o Espírito rejeitado pode voltar-se contra a mãe e todos aqueles que se envolveram na interrupção da gravidez. Daí dizer Emmanuel (Vida e Sexo, psicografado por Francisco C. Xavier, cap. 17, ed. FEB): “Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões”.

Mulher e homem acumpliciados nas ocorrências do aborto criminoso desajustam as energias psicossomáticas com intenso desequilíbrio, sobretudo, do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que surgirão a tempo certo, o que ocorre não só porque o remorso se lhes estranha no ser, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero, de revolta e vingança dos Espíritos que a lei lhes reservava para filhos.
Por isso compreendem-se as patologias que poderão emergir no corpo físico, especialmente na área reprodutora, como o desaguar das energias perispirituais desestruturadas, convidando o protagonista do aborto a rearmonizar-se com a própria consciência.

Deixem a vida Viver! [5]
“in dubio pro reo”

Autor Dan

[1] – Fragmentos (de memória do autor) Diário de Anne Frank.
[2] – Diário de um Nascituro: Texto (autorizado sua publicação) de autoria do Dr. José Roberto Scorzafave  Ribeiro para o Encontro de jovens com Cristo – Rainha dos Apóstolos O qual originou a Palestra proferida pelo Dr. José Roberto Scorzafave  Ribeiro e sua digníssima esposa Sra. Janete, para uma plateia de jovens contra o aborto. (mantido texto a grafia original).
[3] – Carta Magna
[4] – Livro dos Espíritos-Allan Kardec
[5] -  Sensíveis e emocionantes Diários - Dan.

Instigante Interrogação


Reflexão proferida na reunião de quarta-feira (08/03)  sobre o tema “A quem muito foi dado, muito será pedido”. [1] Por estas palavras: “Se   fosseis cegos, não teríeis culpa”, Jesus confirma que a culpabilidade está na razão do conhecimento que se possui. [2] 


O conhecimento e aprendizado intelectual e moral fixado na memória psíquica do espírito numa experiência humana, permanecem em sua cognição desde tempos imemoriais, e como cegos os convertemos em conformidade ao egoísmo prazeroso.

470 AC, os sábios [3] debruçavam-se na definição sobre o amor. Definir o amor em uma única palavra ao entendimento humano. Divagaram sobre as formas de amor e suas características, em seus devaneios, concluíram: Eros, o qual remetia a ideia de fertilidade; era dominada pela impulsividade; Philia assentava-se na amizade, à lealdade entre seres unidos por vínculos fraternos; Ludus seria o prazer, e a alegria com boas companhias, e a satisfação de se estar ao lado de que gostamos; Ágape era Caritas, a caridade, àquele que faz do próximo seu irmão; Pragma avalia o lado prático das coisas, transmutado em respeito, e admiração em longos relacionamentos e convivências; Phiautia, a alegria da convivência, ou seja, quanto mais se ama, mais o amor tem a ofertar.

O mais sábio dos sábios recomendou: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.

Não exageremos como o convertido Paulo: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Aportamos no século XXI, "esquecemos" o que nos ensinaram praticar, e criamos nossos próprios preceitos aliados ao que o mundo impõe a nossa vaidade: O amor celular, perfumado pelo whatsapp da “bondade” virtual, afastada do real: o amor facebook entre “amigos” desconhecidos reunidos numa insegura nuvem de dados; o amor academia, sarados e moldados no corpo; o amor moda, hipnotizados pela relativa e duvidosa beleza exterior; o amor sensualidade, troféu de autoafirmação momentâneo.

Meditemos, analisemos nossas ações, sentimentos, a fim determinar em nós que espécie de amor convertido se acomodou em nosso psiquismo espiritual.
O amor a que nos confiamos será a nossa companhia, e a luz que nos acompanhará até além da morte.

Que em cada um de nós suscite instigante interrogação: Qual amor vive em meu espírito?


Autor Dan
“O sofrimento é o resultado de como traçamos nossa vereda espiritual” - Dan


[1] O Evangelho Segundo Espiritismo – Allan Kardec
[2] O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capitulo XVIII – Itens 10 e 12.
[3] Um café para Sócrates – Salte Marc.


Marias Imaculadas




08 de marços rendem homenagem à mulher. O imaginário de liberdade feminista nos protestos, tais como  retirar o porta-seios, a marcha abortiva,   aliado ao empoderamento politico, e a excentricidade humana se distanciam do verdadeiro sentido e sentimento sublime, que reveste e vive indelével o espírito das Marias Imaculadas. 



Vida, morte, morte, vida, inevitável ousadia DIVINA; na minha infância e no adolescer o irremissível não Te concedia.
O zoom no tempo, o berço gênese. Zoom 71, lente embaçada, limpa, no meu terceiro olho que vê, o Teu relativo poder, epifania em retalhos.
As Marias imaculadas não seguem Tua ousadia Divina, seguem a própria divindade de amar. E numa afronta ao Amigo Invisível, não morrem, simplesmente ocultam-se envoltas em cetim purpura de amor. Para que os deu seu ventre apreendam as duras lições da vida e da morte.
Elas não morrem, escapam à vista, para que os seus frutos conheçam florestas escuras, assustadoras, sobrevivendo aos perigos do mundo hostil. E no alto, o Altíssimo nas estrelas, circundado por buracos negros, serenamente no deleite da sonoridade da valsa das flores, placidamente observa... 
Marias...Maria amor deixa a vida, para que o incapaz seja capaz de enfrentar o medo, a solidão, a orfandade, maldade, caminhos certos ou tortos é o aprendizado sem professor.
Sobrevive o incapaz nessa floresta vida, escura, úmida... Encontra o caminho com pés macerados, coração marcado e a alma bruxuleante. Cabeça erguida como o cavaleiro andante em busca da justiça e amor.
Marias...Maria fonte que sacia minha sede, por mais que tente, jamais compreenderei teu amar. Neste zoom 71 em teu amor, embora alguns nunca entendam chego a lacrimejar. És essência do céu que deixa-se morrer por sua prole. 
A areia da ampulheta de minha vida escorre lentamente, até o dia que unidos possa dizer-te, Marias; Maria, que saudade: amo-te!
Ave Cristo!

Autor Dan 







Tributo ao adeus de Mariana




Nove de dezembro de 2016, eu Dan, adentrei ao Hospital, estava em digressão: Há dois mil anos o Amor se tornou tangível e permaneceu entre os homens breve tempo. Foi sacrificado por amar. Porém o hálito de seu amor permanece no mundo.
Prestam-se hosanas e tributos das mais variadas excentricidades. Mas, do espaço infinito o Amor inocula as almas humanas. Algumas indelevelmente sentem no âmago lampejos desse amor; outras indiferentes arrastam a bola corrente dos prisioneiros do egoísmo.
O Amor emite seus raios a todo espírito receptível e o insensato cobre-se da purpurina da vaidade...
E em silencio ao lado de Mariana em seu leito,e ela em catarse de emoção, murmura com dificuldade:
-Não consigo aceitar o que me aconteceu, não sei por que Deus fez isso comigo, logo eu que era tão feliz, que tinha tantos planos, jovem bonita, por que meu Deus, por quê?
Sinto-me enfraquecida, doente, desesperada. Tenho saudades da minha casa, da minha mãe, da família.
Tenho saudades do meu noivo! Já havíamos combinado os preparativos do casamento, até que senti aquela dor terrível que muito vinha me incomodando, mas eu atribuía do dia a dia. Até que a dor chegou implacável, arrastando-me ao hospital, o diagnóstico terrível, o câncer pulmonar avançado, não havendo nada a ser feito. Como sofri, minha família sofreu, meu noivo, ah meu amor que dor ter que te deixar como éramos felizes juntos... Não mais deixei o hospital, esta cama parece meu tumulo.
Sofri e sofro muito, não quero partir, tenho vontade de viver, vontade de continuar... mas percebo que estou no fim, nem minha força de vontade e a minha determinação em não deixar a morte me levar são capazes de  me manter viva. Deus! Quero meu corpo de volta... -voz embargada-, preciso de ajuda, alguém me ajude! Pelo amor de Deus. E num espasmo mais forte tombou a cabeça e parou de respirar... Nesse instante entre lágrimas percebi o Amor tangível segura-la no colo, suas dores desapareceram e ela sorrindo, fala timidamente:- Senhor, por que demoras-te tanto.
Deixei o hospital vagarosamente solicitando também o Amor tangível.


Dan

    

In memorian






Para:                   
Rosinha (Rosa Antônio Cardoso)
          “in memoriam”

  
Amiga-Rosinha,
Lembro-me de você subindo devagar e paciente o caminho rumo à evangelização no Irmão Lauro, no inicio foram seus filhos, e agora eram seus netos.
Os cabelos brancos ornamentavam teu sorriso franco e alegre, correndo a sua frente, como que em disputa para ver quem chegava primeiro, em algazarra, Rosangela, Renan, Dekerson e Camile... riam ao te deixar para trás.
Tão cheia de amor por eles. Percebia indelével o carinho...
Sentia o calor do teu abraço ofegante.
A simplicidade da tua voz, ao me dizer:
 - Faço tudo por eles.
E seus olhos viam paisagens onde eu não via...
Você, o guia maior, exemplo de superação, o farol iluminando, as pegadas para conduzi-los a Jesus.
Na enfermidade, visitei-te algumas vezes, e sempre serena e sorridente me recebias.
Hoje, 08/12/14 recebi a notícia da tua partida para o mundo maior, e a saudade preencheu minha alma.
Fui até o tumulo onde repousa teu corpo e lá em silencio depositei as flores que levei e as orações que ofertei. Confesso Rosinha, as lágrimas enfeitaram minhas orações.
Lembrarei sempre de tuas palavras:- faço tudo por eles!
Rosinha, lição de vida. Olhar de mãe e avó
Neste ano não estarás conosco na festa de natal da evangelização, nós compreendemos tua ausência, porque você estará participando da festa de natal do aniversariante Jesus..
Que os Benfeitores Espirituais estejam contigo.  

Ave Cristo!
Dan

Pais Jardineiros

O girassol é mais resistente que o dente-de-leão. O girassol é uma flor rústica, que enfrenta as adversidades e acaba sobrevivendo. O girassol quer o sol e, nesse objetivo, contorce o seu corpo o dia inteiro, aprendendo a viver dessa forma, o que o torna uma flor forte.
O dente-de-leão, entretanto, é uma plantinha que exige muito mais cuidado, pois precisa se proteger do vento. O girassol se vira para onde há luz, já o dente-de-leão, quando se vira a favor do vento, precisa de atenção redobrada.
Comparamos os filhos ao girassol e ao dente-de-leão. Há filhos girassóis e filhos dente-de-leão. Os filhos girassóis resistem a qualquer crise, descobrem um jeito de viver bem, sem muita ajuda.  Pais e mães muitas vezes até reclamam da independência desses meninos, que possuem a capacidade de enfrentar problemas e se sair bem. Já os filhos dente-de-leão sempre precisam de cuidados e atenção. Temos que tomar muito cuidado com eles, tendo em vista que, às vezes, reagem adversamente, melindram-se, são mais egoístas que os outros ou são, por vezes, generosos, tímidos, calados e agem com se estivessem acuados. Eles sempre precisam de cuidados. 
Os pais devem ser como o jardineiro que sabe das necessidades de cada flor, podando ou aguando na hora certa. Devemos ficar atentos, não abandonando demais os filhos “girassóis” porque eles também precisam de carinho, e não protegendo demais os filhos “dente-de-leão”. O controle permanece com os pais, que não devem se esquecer da tesoura e do regador, que simbolizam a poda e água necessárias na educação dos filhos. Não negue tudo, mas não dê tudo; a falta e o excesso de cuidados matam a planta. O bom jardineiro aprende a cuidar: regando na hora certa, podando no momento correto, arrancando ervas daninhas, de modo que a planta cresça firme e viçosa.
O pai, a mãe é quem escolhe que tipo de jardineiro quer ser para os filhos, as flores que Deus permitiu desabrochar no jardim da sua vida.

Observação: Este texto foi tema da reunião de pais apresentada em 15.5.10, desenvolvido por D.A.N, para a Evangelização Infantil do Grupo Lauro.