Trabalho e Sacrifício

Os Grupos da Fraternidade foram chamados a realizar no mundo moderno o trabalho espiritual com amor e sacrifício.
Não nos importam agora as lutas e divergências doutrinárias, mas interessa-nos principalmente a quota de sacrifício, esforço e dedicação que cada um possa dar.
Não pedimos o mínimo aos componentes dos Grupos, mas exigimos o máximo daqueles que espontaneamente se propuseram cooperar.
É preciso que cada um saiba que aqueles que se ligam aos Grupos da Fraternidade estão dispostos a dar tudo, porque a Espiritualidade que controla os Grupos tudo exige.
Não consideramos, nesse trabalho, a cooperação como expressão da simples boa vontade, mas sim como dever.
Quem não estiver disposto a dar de si mesmo, não esta em condições de fazer parte dos Grupos da Fraternidade.
É natural que venham a estranhar a aspereza das minhas palavras. No entanto, sinto-me na obrigação de esclarecer nossos companheiros, a fim de que melhor compreendam suas responsabilidades.
Nossos Grupos são Grupos especializados de trabalho intensivo em esfera de atividade espiritual e material.
Os enfermos não podem contar apenas com o nosso desejo remoto de servir, mas devem esperar de nós a conduta incorruptível do Cristão que sabe servir.
A fase da caridade como auxílio, simplesmente já passou para os elementos que compõem nossas coletividades. Agora deve dominar-nos o sentimento de que somos obrigados pela compreensão da Lei a dar o máximo de nós mesmos, em favor de nossas atividades de cooperação.
Nosso programa deve ser o programa diário de trabalho sem descanso, sem desânimo e sem aborrecimentos.
Esperam-nos, todos os dias, os desamparados do mundo, mas filhos da Misericórdia Divina. 
Auxiliá-los não será favor, mas oportunidade de ascensão às esferas mais altas do pensamento e da espiritualização.
Quem não quiser servir, não tem o direito de penetrar no santuário de nossas atividades.
Não representamos, em absoluto, agrupamentos que objetivam comprovar a imortalidade, embora isso suceda comumente.
Representamos colméias de trabalho cristão com o Senhor à frente.
As restrições impostas a cada um são determinações da necessidade e da natureza do próprio serviço.
O homem que desce ao fundo do mar dentro de um escafandro, compreende que o aparelho de proteção que usa é uma imposição necessária de seu sistema de mergulhador.  
Não discutirá o aspecto desagradável do escafandro nem as dificuldades de movimentação dentro dele, porque sabe que a sua estrutura representa o esforço de técnicos especializados.
Aceita o escafandro como aparelho protetor de sua própria vida física, nas regiões perigosas que deve penetrar.
Assim também os componentes dos trabalhos de efeitos físicos devem aceitar as restrições referentes à carne, ao fumo, ao álcool, aos sentimentos, aos impulsos, aos pensamentos, como possibilidade de estruturação de um escafandro espiritual capaz de garantir-lhes a incursão nas esferas difíceis do intercâmbio, através da materialização ou da voz direta ectoplásmica.
Nada pedimos que não seja justo e razoável perante as leis divinas.
Comprometemo-nos, em dias que já se vão, a realizar nosso trabalho espiritual e isso faremos, com a ajuda de Deus.
Muito se pedirá a quem muito foi dado e nós recebemos muito.
Mais ainda se pedirá a todos aqueles que chamados a cooperar com o Mestre em favor de todos. Jesus, representação na Terra da Vontade de Deus, e Senhor da Seara e com ELE iremos até o fim.
Não tememos a tempestade do mundo, porque, segundo o Mestre, a imagem deste mundo passa e esta noite mesmo poderão vir buscar nossa alma para a expiação e para responder por nossas próprias responsabilidades.
Temamos, isto sim, nossa indiferença pelas coisas do Espírito e roguemos a Deus para que tenhamos bom ânimo e fortaleza.
 
Fritz Schein
(Mensagem recebida por R. A. Ranieri)
Grupo Lauro
    

Aos Evangelizadores de Espíritos



Eurípedes Barsanulfo
Meus caros amigos!
Que Nosso Senhor Jesus envolva-nos no seu manto de luz.
Estamos diante de uma grande oportunidade; servir Jesus por meio da sublime tarefa de evangelizar.
Evangelizar com a verdade para que o pensamento estruture dentro de uma vibração amorosa. A tarefa é sublime e contínua.
Muitos espíritos são encaminhados até vocês, para que possam receber as lições do Mestre, estimulando-os a acordar, quanto antes, para seu verdadeiro compromisso.
A tarefa que compete ao evangelizador de espíritos é extremamente gratificante.
Os espíritos compromissados com a reorganização do planeta já estão na linha de frente das lides reencarnatórias, outros tantos, já se encontram entre vós. São espíritos lúcidos que aspiram receber palavras corretas, que vão auxiliá-los a fazer a ligação do seu pensamento, com o compromisso reencarnatório Esses espíritos trazem a consciência clara para absorver os ensinamentos de Jesus com veracidade.
Está em suas mãos, a oportunidade de acordá-los lentamente, reconstruindo as células mentais para a grande tarefa que abraçaram. Essa tarefa será notada pela força da simplicidade ,que vai sustentar o desejo de trabalhar na Seara do Bem. Essas ações vão contribuir com a modificação das camadas vibratórias da memória, em função da oportunidade recebida.
Esclarecei-os para que possam compreender e vivenciar as Leis Divinas, com precisão e entusiasmo. Esses espíritos serão reconhecidos pela harmonia de seus sentimentos e pelo desejo de auxiliar o próximo. Utilizarão da reflexão que os fará perceber a força do conhecimento, motivando-os a buscar no Evangelho à razão do viver.
Evangelizar Espíritos pede objetividade, prudência e seriedade. Utilizar do mecanismo sublime da arte para contribuir com a nova modulação mental, que dará uma nova expressão ao espírito.
Não vacile, não intimide diante dos conflitos que vão surgir, traga sempre para o espírito a lição do Evangelho, para que cada um possa refletir e perceber o que é necessário fazer ,para mudar o percurso mental que sofre de forma assustadora, a influência da matéria.
Planeje com criatividade projetos que vão auxiliar, não só a criança, mas a família como um todo.
Estamos juntos dos irmãos que compreenderam seu grandioso papel. Nossa missiva é sempre de mesura e entusiasmo .
O amparo amoroso de Jesus está presente no pensamento dos que desejam servir sem restrição.
Paz
Do amigo de sempre
Espírito Eurípedes Barsanulfo 
Rede Amigo Espírita

As Trevas














Levantei os braços e contemplei as trevas.
Levantei os braços e contemplei as nuvens nebulosas
que passavam sem rumo, como densas naves pelo infinito.
Levantei os braços desejando apartar dos olhos toda dor
do mundo.
Mas o Anjo da Noite curvou-se e falou ao meu ouvido:
- Tens que ter coragem de olhar.
- Tens que ter vontade de penetrar as trevas que envolvem a Terra.
- As vibrações pesadas e as angustias que percorrem
  os continentes do mundo.
E eu desci com Ele aos abismos mais negros ainda.
para saldar minhas dividas inesgotáveis.


Espírito Charles Baudelaire
16/06/17 ás 02:05 horas - Dan

O dia mais triste












O mundo repleto de alegria
Entre sorrisos, cores, andores...
Envolvido em redemoinhos de fantasia
Instantes sem medo e dores.

Oh!  pirita a busca incessante
Ecoa a suplica do céu, o grito,
A criança no frio inclemente
Rija provação, corpo hirto.

O mundo repleto de alegria
Riso de indiferença
Surdo coração palpita e nada sentia.
Juízes da própria sentença.

É a Terra caída;  olhos úmidos
Antes de minha despedida
Do dia mais triste de minha vida.

José Grosso

Dan - 16-06-17 ás 02:30 horas



Espírito Amigo Filomena

Filomena
Por volta do ano de 1.998, apresentou-se em nossas reuniões um espírito, sensível, bondoso e repleto de emoção. Manifestou-se pela psicofonia e psicografia. Em uma de suas presenças pela psicografia escreveu e revelou no acróstico:

A mor era minha razão na região que vivi.
B ondade lá eu aprendi.
C aridade me permitiu hoje estar aqui.

Na ocasião, o então Diretor Mediúnico, que havia residido em São Bernardo Campo, em São Paulo, entrou em contato com os confrades de lá, e identificou amigos e parentes do Espírito Filomena. O fato é que no ano de 2.000, em determinada reunião, de surpresa organizada pelo Diretor Mediúnico, compareceram vários amigos e parentes, ávidos de “reverem” Filomena. Curiosamente, registramos a presença do espírito em grande comoção, de forma, que sua presença pela psicofonia ou psicografia não foi possível, e a vimos sendo conduzida pelo Benfeitor Espiritual José Grosso.
Todos ficaram frustrados e decepcionados, e pensamentos se plasmaram: O médium não está em condições... Nesse dia recordei o Livro dos Médiuns, na questão, 275. Entre as causas que podem opor-se à manifestação de um Espírito, umas estão nele mesmo e outras lhe são estranhas. Devemos colocar entre as primeiras as suas ocupações ou as missões que desempenha, das quais não pode se afastar para atender aos nossos desejos.

Filomena escreveu várias mensagens e algumas delas estão Livreto Diálogos de Luz e continua a participar nas reuniões.
Ao final da reunião, os seus amigos e parentes, nos ofertam como presente sua foto e biografia, a qual a transcrevemos na intriga elaborados pela sua filha IARA.

“Filomena Rocha Cassilhas nasceu na cidade de São Paulo, no bairro de Pinheiros, em 02 de novembro de 1927, e desencarnou em 05 de fevereiro de 1980, aos 52 anos na cidade de São Bernardo do Campo, onde residia desde 1950.

Filha de imigrantes portugueses, Manoel Rocha e Perpétua Mendes Rocha, nasceu em berço espírita kardecista.
Filomena R. Cassilhas, de origem humilde, teve pouca oportunidade para cumprir o estudo básico. No entanto, seu prazer por aquisição de conhecimento era latente.
Casou-se aos 20 anos, com Manoel Cassilhas, filho de imigrantes espanhóis, dando a luz à Maria Cecilia Casilhas e Iara Silvia Cassilhas.  
Autodidata, era portadora de grande cultura, provavelmente, acumulada em sua bagagem evolutiva.
Era-lhe própria grande fonte de inspiração, onde compunha poemas e escrevia crônicas.
Devido a essa facilidade com as letras e a comunicação em geral, chegou a exercer atividades na radio local de sua cidade, com um programa feminino diário.
Colaborou também com um pequeno jornal da cidade, escrevendo artigos semanais sobre assuntos da atualidade.
Portadora de profundo senso crítico e justo, era reconhecida e procurada pelas pessoas do bairro onde morava, para fazer por elas reivindicações de ordem social e política.
Tornou-se conhecida junto aos órgãos públicos, sendo não raro em sua residência a visita regular do prefeito da cidade e vereadores, devido a sua forte influência uma faixa da população.
Participou ativamente durante muitos anos do Grupo de Fraternidade João Ramalho, exercendo a tarefa da mediunidade, junto às salas de passes, exposição de tribuna e também a responsabilidade do Departamento Social.
Demonstrava grande facilidade para a psicografia.
Observadora que era, e baseada na Reforma Íntima de sua irmã Conceição Rocha, compôs o seguinte poema em vida intitulado:

Inspiração  

E dificando um templo do Saber
S obre as bases do Amor e Perdão
C aminhando na trilha do Dever
O nde a Justiça é a maior razão,
L evando as almas a compreender
A verdade pregada e que não foi em vão;

D emostrando que apenas pelo Amor
E pela caridade verdadeira

A lcançamos a essência da mensagem
P regada pelo Mestre ao mundo inteiro;
R enunciando ao nosso próprio bem
E m benefício de algum irmão
N Ada esperando, em troca, de ninguém
D ando somente, sem retribuição;
I gnorando glórias e grandezas,
Z ombando mesmo, às vezes das cruezas
E m que a vida nos obriga a enfrentar
S omente graças deveremos dar

D e termos encontrado o rumo certo
O caminho que a Deus irá levar

E scola santa que ensina a bem viver
V erdade pura, onde se aprende a ver
A s belezas da vida sem falsidade,
N em artifícios de efêmera vaidade.
G rande em essência, imensa na bondade,
E nsinando a nós, cegos a enxergar a luz,
L uz de esperança do que sendo em Deus,
H omem se fez para os socorrer.
O nosso amado e divino Mestre, que é JESUS.”




Ave Cristo - Dan




Não Basta ser bom



 Amor em Ação 2017




Sob Coordenação da tarefeira Patricia 

Pecadilhos, pecados e pecadozões*

Reflexão proferida na reunião de terça-feira sobre o tema: O Maior Mandamento - Cap. 15-EV.

Mas os fariseus, quando viram que Jesus tinha feito calar a boca aos saduceus, se ajuntaram em conselho. E um deles, que era doutor da lei, tentando-o, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhes disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas. (Mateus, XII: 34-40)
Fora da caridade não há salvação é a conseqüência do princípio de igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. Tendo-se esta máxima por regra, todos os homens são irmãos, e seja qual for a sua maneira de adorar o Criador, eles se dão às mãos e oram uns pelos outros.

Diz o filósofo: Fácil  perdoar uma criança por medo do escuro;  maior tragédia da vida... é quando os homens têm medo da luz.

Há os  pecadilhos, que são escondidos na necesse ou mochila, e fazem parte do dia a dia: Não reconhecer suas próprias limitações, limitar os outros; na aparência, vestimentas, predileções, julgam-se melhores, e fingem o que não são, pensam que agradar a todos é uma forma de boa convivência.

Há os que cometem o pecado de aproveitarem ocasiões para distribuir, a maledicência e o ódio giratório; são os artífices dos novos sete pecados capitais: Calunia, Inveja, Sensualidade, Vaidade, Orgulho, Arrogância e Alma dolente.

Há os que são amigos íntimos dos pecadozões de se arvorarem juízes, e julgam os outros pelo seu conhecimento, e visão estrábica, inerente em si mesmo. Tentam destruir, os que já se sentem destruídos, não encontram valores e virtudes a não ser em si mesmos. Essas criaturas rotulam-se impolutas a ponto de se sentirem em “santos” e “santas”.

”Santos e “santas”, que esqueceram as mãos que lhe foram estendidas na necessidade do pão do corpo-1 e da alma-2 do dia a dia. Os pecadilhos, pecados e pecadozões estão em todos nós, façamos a diferença de não os distribuirmos aos outros, mas, se isso é ainda impossível guarde-os na sua própria necesse ou mochila.

A vida é atemporal, no entanto, de tempos em tempos age a semelhança de um hand spinner, que quando não impulsionado, para repentinamente. A vida continua se movendo e nos freara,  colocando-nos na medida exata dos nossos méritos e deméritos. Em verdade, parafraseando o grande pensador: “Não preciso de amigos que mudem quando eu mudo e concordem quando eu concordo. A minha sombra faz isso melhor”.
“Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.”

 Dan

Bibliografia:
Jesus
Allan Kardec: Evangelho Segundo o Espiritismo
Platão
1-A empresa ou Cia , que nos emprega.
2-A denominação religiosa em que nos vinculamos
*pecadilhos e pecadozões ,minha licença gramatical.
      

A Didática Espírita

Em 18 de abril comemoraremos 155 anos da primeira publicação do Livro dos Espíritos, inaugurando o nascimento do Espiritismo. Antes disso, é importante lembrar que, no ano de 1856, o pedagogo Hippolyte Léon Denizard Rivail assume uma nova identidade e nasce Allan Kardec (pseudônimo adotado pelo codificador após um espírito ter-lhe revelado que haviam vivido juntos entre os Druidas, na Gália, e que se chamava Allan Kardec). Kardec não mais se dedicará aos textos pedagógicos e à leitura de livros devocionais, mas sim a outra obra que será o marco inicial de uma nova proposta pedagógica: a doutrina espírita. Kardec, no Livro dos Espíritos e em outros posteriormente publicados, organizará escritos cristãos trazidos pelos espíritos nas sessões mediúnicas com as meninas Caroline e Julie Boudin e, mais tarde, com a menina Japhet.
Nessa proposta pedagógica, o homem deixa de ser visto em sua miséria humana e é convidado a ser perfeito, buscando sua grandeza manifesta. O humano é o lugar do sagrado (o humano descortina o sagrado, essa nova luz que foi por muito tempo suprimida, ignorada e mesmo profanada, mas nunca foi destruída).
Nessa pedagogia que se cumprirá a profecia do Cristo: "Se vós amais, guardai meus mandamentos e eu pedirei a meu Pai, e Ele vos enviará um outro consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: O Espírito da verdade!”. Esse espírito da verdade simboliza o Espiritismo, o velador, que vem complementar a luz trazida pelos ensinamentos do Cristo, estabelecendo fundamentos de uma filosofia racional e humanizadora.
A pedagogia das obras básicas, sobretudo a do Livro dos Espíritos, vê o homem como uma centelha etérea, capaz de conhecer-se a si mesmo, e ensina-lhe o objetivo sublime das provas humanas, mostrando-lhe o caminho das palavras do Cristo: "Na casa de meu Pai há muitas moradas". O velador, o Espiritismo, ensina-nos a buscar o caminho para essas moradas para que, depois das provas, possamos ser recompensados nas luzes reconfortantes dos benfeitores espirituais.
 A pedagogia kardequiana, por meio das obras básicas, mostra que nenhum homem é estimulado ao bem pelo fato de conhecer a maldade, mas se esse homem souber que o  seu ser divino é essencialmente bom, terá o desejo de tornar-se bom em sua existência. Aí se revela o objetivo dessa pedagogia: tornar-se bom, contrariando a ideia anteriormente propagada que para alcançar o bem seria necessário evidenciar o mal.
Os tempos estão chegando... O homem manifestar-se-á em sua grandeza para construção de uma nova era, em que não haverá livros devocionais ou códigos de leis, pois os homens conhecerão uma pedagogia única: “amai  próximo como a si mesmo”. Nesse dia, a Terra não será mais dividida entre luz e trevas e a maldade deixará de ser veloz, pois o bem estará em toda parte, e “os instintos latentes da matéria” serão substituídos pelo amor do Cristo.
A grande pedagogia, já dizia Rivail, ou Allan Kardec, não está no conhecimento das ciências e da literatura, mas no conhecimento moral das nossas virtudes e na arte de formar caracteres para o bem.
As obras básicas, organizadas na pedagogia kardequiana, vencem a pedagogia dos livros devocionais porque não vêm representadas na figura de profetas, avatares ou magos, vem da união de várias inteligências que buscam a nossa essência espiritual.
O espiritismo, nos apropriamos das palavras do espírito José Grosso, é o grande arcano que nos aborda, como transeuntes da estrada terrena, e nos convida a conhecer a verdade das verdades: Nosso Senhor.
Busquemos, portanto, os ensinamentos trazidos no Livro dos Espíritos e nos demais livros que completam as obras básicas, de modo que possamos compreender, ainda que timidamente, que somos espíritos para vivenciarmos o bem e que estamos “condenados”  nas “cadeias” reencarnatórias à nossa transformação e, por conseguinte, à transformação da Humanidade.

Dan


Jesus continua peripatético














Quando coroinha, sempre fiquei intrigado com os dizeres: "Jesus foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica..."

Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas e nos caminhos, pregando as boas novas do Reino e indicando o remédio de todas as enfermidades morais e doenças do corpo. Jesus pede mais discípulos, para ensinarem nos caminhos a serem percorridos. Ele disse sobre o Reino do Céu: - "Se aqueles que vos guiam vos disserem: vê, o Reino está no céu, então os pássaros vos precederão. Se vos disserem: ele está no mar, então os peixes vos precederão. Mas o reino está dentro de vós e está fora de vós. Se vos reconhecerdes, então sereis reconhecidos e sabereis que sois filhos do Pai Vivo. Mas se vos não reconhecerdes, então estareis na pobreza, sereis a pobreza".

Jesus, em vida ensinava caminhando os que o seguiam caminhando, e nesse caminho as parábolas inspiradas nas paisagens e regiões, foram sedimentadas em eternizadas lições.
É afrontar a razão imaginar, Jesus tendo ensinando caminhando, esteja até hoje, sentado confortavelmente a direita de Deus. Seria o mesmo que admitir que sua missão fosse concluída.  

Jesus continua peripatético, ensinando nas regiões espirituais e nas regiões da Terra, e em sua evangelização incansável, continua ensinando aos homens onde está o reino do céu:- "O reino do céu está dentro de vós e está fora no amor próximo".
Será que nós estamos aprendendo?

Dan