Esqueci de ver as flores*



Passei a vida chorando
Lamentando minhas dores
E o tempo foi passando
Esqueci de ver as flores

Vivi olhando fantasias
Procurando belos amores
Passaram-se as alegrias
Esqueci de ver as flores

Ostentei luxo e riqueza
Nos mais ricos esplendores
Vivi sonhos de realeza
Esqueci de ver as flores

Frequentei castelos suntuosos
Onde habitavam grandes senhores
Visitei templos majestosos
Esqueci de ver as flores

Derrubei galhos e ramos
De variados tipos e olores
Foram passando os anos
Esqueci de ver as flores

O tempo passou a voar
Entretida em minhas dores
Deixei o tempo passar
Esqueci de ver as flores

Hoje, triste e desolada
Ainda chorando as dores
Triste, acabrunhada
Fui correndo ver as flores

E nesse egoísmo profundo
Só sentindo as minhas dores
Esqueci as dores do mundo
E deixei morrer as flores

Quando eu desencarnar
E despertar nos esplendores
Vou pedir a Deus para voltar
E cuidar das flores

Hélia Alves Rodrigues

Autora do Livro O Despertar no Jardim da Poesia.








1º  lugar no Festival de poesias Espíritas Maria Dolores, 3ª edição, A Casa de Cultura Espírita do Estado do Rio de Janeiro, Niterói, 20/11/2004. 
Frequenta atualmente o Grupo da Fraternidade Irmão Lauro.

A história de Dráusio

Conta-se no mundo Espiritual, e está registrada em seus anais, a passagem do nosso irmão Dráusio.
Dráusio, após a partida de Jesus para os portais da imensidade caminhava certa feita pelo deserto que o levaria para Arafém. Arafém era uma pequena aldeia onde iria negociar as mercadorias, com as quais ganhava seu sustento.
E vagando pelo deserto perdera-se da trilha, extenuado Dráusio, que havia ouvido e visto o Divino Rabi, em prece contrita roga a Jesus o amparo, pois já seus lábios racharam devido à sequidão do deserto, e eis que em lágrimas clama a Jesus: Sê por mim; Então ouve a voz doce e inconfundível:
- Dráusio... Dráusio que queres tu de mim?
- Senhor, sacia-me a sede!
-Dráusio segue por vinte pés e logo na base da duna, revolve a areia e descobrirás preciosa fonte de água pura e fresca.
Dráusio saiu apressado e assim fez, ao chegar à duna sacia a sede e umedece todo o corpo, o que lhe proporcionou novas forças.
Saciado olhou o sol, que já se punha no limite, e não mais tinha o senso de direção, e eis que novamente apela ao Divino Rabi:- Jesus: Sê por mim!
Novamente apela a voz doce se faz ouvir:
-Dráusio... Dráusio, que queres tu de mim?
-Senhor não se se vou para o norte ou para o sul, auxilia-me, norteie-me a direção a seguir eu vos imploro.
-Dráusio... Dráusio, levanta-te e deixe o por do sol a sua esquerda e caminhe, chegarás a Arafém em uma hora.
De fato, em uma hora Dráusio adentrava aos arredores de Arafém, e no lago Saul ao amanhecer expunha suas mercadorias; tecidos das mais variadas cores e origens, apetrechos de utilidades e logo pequena multidão acercou-se do mercador, e ali vendeu quase todo estoque.
Prepare-se para recolher-se, pois o sol já estava alto anunciando a hora do almoço, quando um andarilho se aproxima e olhando admirado as mercadorias, ajoelha-se e em tom de súplica lhe diz:
- Senhor, sei que os tecidos te custaram algumas dracmas, e eu não tenho moeda para pagar-lhe. Rogo-lhe em nome do Nazareno um corte de tecido para levar à minha filha, pois suas roupas estão em andrajos, e um dia... quem sabe lhe pagarei.
Dráusio olhou-o com desdém e energia e lhe disse:
- Meu amigo, caminhei por vários dias pelo deserto, passei sede, calor e me perdi: meus pés ainda se encontram doloridos, portanto nada posso fazer – vai-te daqui!
E o andarilho retirou-se em lágrimas de tristeza!
Dráusio acabara de colocar os fardos do dromedário para seguir viagem e eis que ouve a voz do Rei dos Reis:
- Dráusio... Dráusio por que não destes o tecido que te pedi?
De joelhos, Dráusio temeroso responde:
- Senhor, se soubesse que eras Tu, eu lhe teria dado.
- Dráusio... Dráusio estive contigo tantas vezes, saciei-te a sede, orientei-te na direção a seguir, dei a vida por ti, e não me reconheceste? Não te recordas? Quem vestir a quem estiver sem roupa, a mim estará vestindo.
Dráusio em prantos balbucia:
- Senhor... Senhor.
Mas já não ouvia mais a voz do Divino Nazareno, Dráusio vagou por longo tempo, a voz da sua própria consciência a solicitar-lhe:
Sê Bom
Sê Caridoso
Sê Amável
Pois somente assim, ouvirás novamente a voz de Jesus, a dizer-te:
- Dráusio... Dráusio meu amado filho.
Diante da preciosa lição, deixo a minha indagação:
- Quantas vezes já nos assemelhamos a Dráusio?


Espírito José Grosso
recebido na reunião pública no Grupo Lauro por Dan
(Mensagem Inserida no Livro Diálogos de Luz, publicado em homenagem aos 42 anos do Grupo da Fraternidade Irmão Lauro)  

Degraus Intermináveis - em homenagem a 18 de abril

Se pudéssemos destacar acontecimentos na historia da humanidade, que á guisa de marcos de referência definissem fases de progresso, certamente nos ateríamos àqueles que por sua significação e profundidade, melhor acentuaram a grande caminhada do homem, rumo a Verdade.
Abstraindo o Cristo, cujo significado transcende a nossa própria capacidade de compreendê-lo, teríamos que situar em Copérnico, Darwin, Freud e Allan Kardec, o papel de vanguardeiros, a descerrar novos mundos á mente dos homens.
O primeiro, com o sistema heliocêntrico, abriu horizontes intermináveis á percepção da ciência, dilatando as concepções vigentes. Dir-se-ia que trouxe a luz do sol aos esquemas de então.

Quanto Darwin, inaugurando o evolucionismo, captou os elementos dinâmicos da própria vida, antes confinada e sem brilho. Não deixou de ser, por outro lado, golpe na vaidade humana, a certeza de descender de seres menos evoluídos. Qual o macaco. Assim como ocorreu com a revolução copernicana, que mudou o centro do universo, em detrimento do nosso humilde planeta, a concepção de Darwin abateu o mais exacerbado orgulho humano.

A teoria de Freud, revelando as razões ocultas de nosso comportamento, desconhecidas e, até mesmo negadas por nós, significou novo golpe na vaidade humana, convidando-a á modéstia e bom senso. A revelação do inconsciente, com suas consequências, é uma conclamação á humidade.

Mas não havia terminado a grande caminhada rumo á verdade eterna. Para espanto do homem, foi-lhe revelado o outro lado da vida, confortador para os que sofrem e inexorável para os que erram.

A continuidade da vida, a reencarnação, o espírito em face a face, a lei de causa e efeito, foram o golpe seguinte na vaidade do Homem, mostrando-lhe as dimensões realísticas de sua natureza há um tempo grandiosa e precária.

Kardec, com seu brilhantismo superior codificando o Espiritismo, estabeleceu nova revolução, descortinando um novo mundo e trazendo significado aos desígnios da vida e da morte, qual novo Champolion da Existência.    

O Espiritismo, representando o corpo de doutrina dessas reflexões, representa a quinta dimensão da vida, tornando-a mais bela e mais compreensível, embora ainda inesgotável.

Como gazua dos mistérios, abre as portas antes fechadas ao raciocínio humano, emprestando lógica e sentido a fenômenos até então desconcertantes e derrocando concepções místicas, mágicas e infantis da vida e do mundo.

Homenageemos esses bandeirantes do pensamento, esses arautos da verdade, esses vanguardeiros da consciência.

Louvemos o Espiritismo como consolo e apelo, como amor e verdade, como libertador amigo, a descerrar-nos as magnitudes eternas do mundo interior e exterior, até que venha novo marco evolutivo – presente do criador.

Espírito Luiz Olímpio - Dan





Sexta-Feira Santa

Desde aquela sexta-feira santa, já se passaram muitos janeiros (59). Mas, nessa ocasião de coroinha, com a vestimenta de batina vermelha com sobrepeliz branca, a frente da imagem de Jesus morto agitava a matraca, ao sinal do Padre Paulo da Igreja Católica Brasileira (missas não utilizavam o latim). Os fieis em silêncio, erguiam as velas, não eram muitos fieis...

Subindo e descendo, aclives e declives, numa lamuriante cantilena desafinada, observava o Padre Paulo de corpo arqueado, com semblante cansado. Não era para menos, enxada na mão havia trabalhado na terra, na pequena plantação de mandioca, milho, bananeiral, e da horta. Mãos calejadas, ásperas, coração bondoso repartia o que colhia. Cuidava sozinho, pois, os fies só apareciam para receber a colheita.
Sentados na sacrista vimos os últimos fiéis se afastarem, mas, antes olhavam a imagem de Jesus e se benziam.  

Intuído por serena voz disse: -Padre percebe que a noite do senhor se aproxima?
-Sim! Mas não tenho medo, por mais longa e fria que seja minha noite, o dia irá nascer. Semeei, boas sementes e as distribui e Deus me fará viver num lugar, onde só há dia...
Fiquei pensando... Rompendo o silêncio disse: Padre aceitei ser coroinha, matutando que fosse a forma de estar próximo de Jesus, e assim, as meninas me vissem como bom menino... decepção passaram a fazer pouco de mim, na igreja e na escola.
Levantando o olhar calmo e sereno Padre Paulo respondeu:- Meu filho tenha fé. Jesus não faz gracejos, ELE abençoa a todos, sendo assim sinta-se abençoado em servi-lo.
Rezamos o Pai Nosso e Salve Rainha, nos benzemos ante Jesus morto. E nos despedimos.

No dia seguinte a noticia espalhou-se, Padre Paulo morreu dormindo!
Padre Paulo, onde o senhor esteja dai-me tua força, e sentir dentro mim a tua fé, e que tuas palavras fiquem gravadas na acústica da minha alma.
Intuído por serena voz ouvi: - Coroinha percebo que a  noite do senhor se aproxima...
-Sim! Mas não tenho medo, por mais longa e fria que seja minha noite, o dia irá nascer. Semeie, boas sementes e as distribui e Deus me fará viver num lugar, onde só há dia...quiça osculando suas mãos abençoadas.

Dan

  

Ave, 18 de Abril!

Antônio Moris Cury

Foi no dia 18 de abril de 1857, na cidade de Paris, capital da França, que veio a lume "O Livro dos Espíritos", a obra basilar do Espiritismo, ditada pelo mundo invisível e compilada, separada, classificada e codificada pelo ínclito professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que, propositadamente, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que tivera em recuada existência pretérita, a fim de que a obra pudesse ser comprada, se fosse o caso, pelo seu conteúdo e não por quem a assinava, já que era ele muitíssimo conhecido e reconhecido, como professor e como autor de diversos livros, vários dos quais adotados pela Universidade de Paris, notadamente os que versavam sobre educação.
Teve considerável peso também, na adoção do pseudônimo, o fato de que o livro foi ditado pelos Espíritos Superiores, daí o título "O Livro dos Espíritos", não sendo obra dele, professor Rivail, portanto, não obstante tenha nela lançado inúmeros comentários e observações pessoais.
Nota-se, assim, desde logo, por esses detalhes, a conduta reta e ilibada do professor Rivail, o codificador do Espiritismo, que foi discípulo de Johann Heinrich Pestalozzi, famoso educador e fundador do Internato de Yverdon, na Suíça, e, posteriormente, seu substituto predileto, tendo sido considerado pelo célebre astrônomo francês Camille Flammarion "o bom senso encarnado", que, acrescente-se, sempre procurou agir com seriedade e sem rejeições apriorísticas, características do verdadeiro cientista.
Constituía traço característico de sua personalidade, por igual, a preservação da ética, sempre, em suas múltiplas e variadas expressões.
De 1855 a 1869, quando desencarnou em 31 de março, o eminente e ilustrado professor Rivail consagrou sua existência ao Espiritismo.
Em seu túmulo, no Cemitério Père Lachaise, em Paris, uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei!
Por outro lado, decorridos 157 anos, não se pode deixar de reconhecer que os ensinos contidos em "O Livro dos Espíritos", em sua essência, permanecem absolutamente aplicáveis aos dias atuais, o que, por si, recomenda a leitura, a releitura e, sobretudo, a reflexão, em torno de tão preciosa obra, que contém os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade.
Verdadeira síntese do conhecimento humano, é um tesouro colocado em nossas mãos, que merece, por isso mesmo, repetimos adredemente, ser lido e refletido de capa a capa, palavra por palavra.
Com efeito, para dizer o mínimo, convém salientar que o Espiritismo nada impõe a seus profitentes, e muito menos a terceiros.
Ao contrário, procura orientar sempre, pela palavra escrita ou falada, que somos dotados de livre-arbítrio, da faculdade de decidir livremente sobre quaisquer assuntos, esclarecendo ao mesmo tempo que, exatamente por isso, somos responsáveis pelas decisões que tomemos, sejam quais forem e nos mais variados campos, e naturalmente responsáveis pelas suas conseqüências.
Por outra parte, enfatiza lições seculares, procurando demonstrar com exemplos e com fatos que "a semeadura é livre, mas a colheita obrigatória" e que "a cada um será concedido de acordo com as suas obras".
Consola, ao salientar que ninguém será condenado irremediavelmente pelos erros, males e equívocos cometidos, porquanto até mesmo em outra reencarnação, que detalha e aprofunda, poderá repará-los, parcial ou totalmente, até quitá-los integralmente, contando com todas as oportunidades de que necessite para tal, uma vez que Deus, sendo o Pai Celestial de todos nós, a nenhum de seus filhos abandona ou desampara.
Consola, igualmente, ao demonstrar cabalmente que as Leis Naturais são perfeitas e por isso mesmo imutáveis, advindo daí a certeza de que a Justiça Divina, que nelas se baseia, é absolutamente imparcial, não havendo seres privilegiados na Criação ou privilégio de qualquer espécie a quem quer que seja, prevalecendo a convicção de que Deus não pune, não castiga e não premia a ninguém, sendo, assim, soberanamente bom e justo, Ele que é a inteligência suprema do Universo, causa primária de todas as coisas!
Por fim, nestas rapidíssimas observações, o Espiritismo ensina que o amor é a lei maior da vida, consubstanciada por Cristo na sentença que constitui o seu ensino máximo "amar ao próximo como a si mesmo",  vale dizer, aconselhando que façamos ao próximo aquilo que gostaríamos que ele nos fizesse, porque quem assim procede estará, por esse mesmo motivo, "amando a Deus sobre todas as coisas".
Aliás, esta sentença de Jesus de Nazaré, o Cristo, modelo e guia da Humanidade, nosso mestre e amigo de todas as horas, também ensina e deixa muito claro que para que amemos ao próximo é absolutamente indispensável que nos amemos, de modo que é necessário, no mínimo, que tenhamos elevada auto-estima.
Agindo com amor e praticando o Bem, ensina-nos a veneranda Doutrina Espírita, ingressaremos na estrada que nos conduzirá à perfeição relativa e à felicidade suprema, destino final dos seres humanos, sendo certo que, assim, sem dúvida, seremos muito mais felizes, desde agora, aqui mesmo na Terra!
"Com efeito, para dizer o mínimo, convém salientar que o Espiritismo nada impõe a seus profitentes, e muito menos a terceiros."
(Jornal Mundo Espírita de Abril de 1998)

Amar é:

AMAR É:




Caridade em ação.
Humildade abatendo o orgulho.  
Simplificar dentro de si mesmo.
Gratidão como moldura da alma.
Pés descalços, calçado nos pés do próximo.
Orar na alegria e na tristeza.
Perdoar incondicionalmente sempre.
Descer ao entendimento dos outros.
Chorar pelo filho, mas, chorar pelo filho dos outros.
Julgar seus gestos sem citar os do vizinho.
Anestesiar o ciúme enfermiço.
Não temer a vida, nem a morte.
No luto a convicção da imortalidade.
Antivírus do ódio = amor doente.
Jesus suprimindo carências.
Fora da caridade não há salvação.

                        Dan

Allan Kardec - Os 3 beijos de Judas





Allan Kardec, em sua famosa viagem de 1862, contada em livro, diz ter recebido 3 beijos de Judas  (Revista Espírita, março de 1863) referindo-se aos maus espíritas. Os título do artigo é “Falsos irmãos e amigos ineptos”. 
O codificador identifica as vertentes dessas personalidades:



 - Não são prudentes nem moderados.

- Estimulam a divulgação de temas excêntricos.
- Aceitam e divulgam mensagens apócrifas ou mentirosas.
- Outros, adocicados e hipócritas, com olhar oblíquo e palavras melosas sopram a discórdia enquanto pregam a união.
-Usam questões irritantes ou ferinas para provocarem dissidências.

- Excitam a inveja.
Grupo Lauro - Dan




 
  

Reuniões do Grupo

segunda-feira
Desobsessão

Reservada (sob orientação mediúnica)
Salão Principal

Início ás 20h30

terça-feira
Estudo da doutrina espírita
Franqueada ao público
Salão Principal 

Início às 20h30
Educação e desenvolvimento mediúnico
Reservada (sob orientação mediúnica)
Sala Glauco Parente

Início às 20h30

quarta-feira
Tratamento espiritual
(sob indicação espiritual ou triagem)
Salão Principal

Início às 20h30

quinta-feira
Palestras/orientações/passes
Franqueado ao público
Salão Principal

Início às 20h30

sexta-feira
Assistência fraterna
(sob indicação espiritual ou triagem)
Salão Principal

Início às 20h30

sábado
Evangelização infantil
Para crianças matriculadas

Das 14 às 16h

Aula Construindo o Céu e Inferno


Grupo da Fraternidade Irmão Lauro
Depto. Infantil

Abordagem: Céu e Inferno (Livro dos Espíritos)

Faixa Etária: 04 a 06 anos

Lúdico: Descobrindo o Céu e Inferno

Palitos de churrasco e cartuchos de pipocas: Cada criança recortar o inferno e o céu e colar no saquinho de pipoca o Inferno de um lado e o céu do outro. Após enchê-lo de ar e fixar com fita no palito de churrasco.

           

                                
Concluído; espetar cada céu e inferno (feito pelas crianças) numa placa ou bola de isopor e fixar o isopor  na parede. A placa ou bola de isopor representa a Terra..

                                                 
                             
                                           . 



O Céu e Inferno existem?

Se existem, onde se localizam? Pelo lado material não existem, são simples alegorias, pois por toda parte há Espíritos ditosos e infelizes. Mas pela vivência de experiências, tanto o céu como o inferno podem se tornar uma realidade em nossas existências, ambos de acordo com nossas atitudes. Em nós e conosco trazemos o céu e o inferno, ou seja, cada um tira de si mesmo o principio de sua felicidade ou de sua desgraça.


Esclarecer:
O Espiritismo elucida que não existem lugares para sofrimentos eternos destinados aos Espíritos que erraram, e ensina que também não há regiões de pura contemplação para os bons. As criaturas voltadas ao bem colaboram continuamente com a obra de Deus, desempenhando, entre outras tarefas, aquelas de soerguimento dos Espíritos comprometidos com as Leis Divinas, pois os Espíritos que se entregaram à prática do mal sofrem as suas consequências, e o seu sofrimento dura apenas até o momento em que se disponham à necessária reparação.
O Espiritismo esclarece que não existem céu e inferno localizados, como regiões fixas, onde as almas ou gozam de felicidade estática, contemplativa, ou sofrem dores e castigos eternos. Céu e inferno devem ser considerados como estados da alma, ("Céu e Inferno são estados de consciência") resultantes, na verdade, do comportamento íntimo de cada um de nós.



Após a evangelizadora explicar, numa sala vazia haverá um espelho coberto por um pano, com os dizeres: Quem criou o céu e o inferno? Levar as crianças em fila indiana e adentrando a sala uma a uma devem levantar o pano e descobrir o criador (ou seja, nós mesmos).


                         
No Mundo: Local para onde vão as boas almas: o reino dos Céus e inferno lugar onde se tem de sofrer muito.

Para o Mundo: Nós escolhemos o nosso céu e inferno, o qual está na nossa consciência.

Ênfase: Coordenação motora
              Construtivismo
              Compreensão do textualizado
              Reflexão 
              Analise
              Concluir    



Dan - 24-03-2017



O Pássaro e a Roseira


O pássaro empoleirado no galho mais alto do arvoredo deixava gotejar de seu peito gotículas de sangue e enfraquecido e debilitado, lamentava-se olhando a roseira a baixo:
- Roseira...roseira, porque me feriste de morte? Sempre te brindei com o melhor do meu melodioso canto – Alegrando-te a solidão, cantei as mais sublimes notas para você durante todos esses anos...e agora, olhe para mim...Por quê? Por quê?
A roseira elevando o botão a florir em direção a copa do arvoredo, e empalidecida em sua cor, replica:
- Meu canoro amigo, por que me acusas? Se estou plantada ao chão, prisioneira de fortes raízes, que não me permitem andar...voar... Por que me acusas? Se na tua desatenção te feriram nos meus espinhos, que foram criados para me proteger? Por que me acusas?
O pássaro ouvindo a roseira caiu do arvoredo e morreu em meio as suas pétalas.
Dizem que as rosas vermelhas foram tingidas pelo sangue do pássaro, e até hoje são vermelhas...
Nessa pequena fábula, encerramos nossa participação, deixando à guisa de meditação a seguinte pergunta:
- Na vida quando estamos feridos pelas dificuldades; será que foram elas que nos feriram?, ou nós é que inadvertidamente nos ferimos nelas?...

Espírito Oscar Wilde
Recebido por Dan