Espírito Amigo Joseph Gleber


Naquela memorável noite, nos idos de 1949, os participantes foram presenteados com a grata surpresa de conhecer o lado oculto da vida do valoroso alemão Joseph Gleber.
Segundo Scheilla, este foi o comandante ideal; conciso nas palavras, objetivo, seguro e muito respeitado por outros espíritos que lhe dedicavam grande admiração.
Os discos se acham dispostos ao lado da "vitrola" e, intuitivamente, naquela reunião, são encabeçados pela terceira Sinfonia de Beethoven.
Os primeiros acordes da "Eroica" envolvem e transportam os assistentes para a alta esfera, onde imperam os sentimentos elevados.
Joseph se apresenta materializado, trazendo em sua mão uma espécie de "lanterna", a espargir luz, de suave azul, iluminando todo o recinto.
Passa a falar de sua sintonia com a melodia, que ficou indelevelmente ligada ao seu psiquismo...
De acordo com a crítica musical da época, Beethoven pretende batizar a Sinfonia de "Bonaparte". Napoleão, para muitas figuras da época, entre elas Goethe e Hegel, seria a encarnação da grande personalidade que é chamada a mudar o curso da história mundial, para fazer triunfar os ideais da Revolução Francesa.
Mas quando chega à Viena, a notícia de que Napoleão fizera-se proclamar imperador, Beethoven, fortemente indignado, corta o nome dele do título da sinfonia. O missionário da liberdade se transforma em um reles aventureiro, a envergar o manto das vaidades terrenas. Nas palavras de Beethoven, Napoleão teria "golpeado todos os direitos humanos e ter-se-ia tornado um tirano". É nessa altura da melodia que o compositor muda o curso da Sinfonia ao ver o ídolo caído e, com a Marcha Fúnebre, enterra o sonho desfeito...
Prosseguindo em suas dolorosas lembranças, Joseph Gleber recorda que chefiava o grupo que elaborava os estudos para o projeto da fabricação da bomba atômica alemã.
Marca-se a data solene para a entrega oficial dos planos.
Através do sono físico, em desprendimento, vê-se na presença de entidades espirituais, velhos e queridos protetores que acorrem solícitos em seu socorro, lembrando-lhe dos compromissos assumidos com o "Mais Alto", os quais seriam fracassados com a entrega programada, colocando à disposição do poder, da melancolia e do ódio destruidor arma tão mortífera!
Ao despertar, em pleno uso de seu livre arbítrio, decide incinerar o trabalho que lhe roubou horas de sono e descanso, num trabalho de infindáveis e fatigantes meses.
Rememora os momentos de grande ansiedade vividos no salão festivo, quando os olhares das personalidades presentes se voltam, em enorme expectativa, para a sua tão aguardada exposição. Qual o choque dos comandados por Hitler quando, desapontando a todos, anuncia que tomara a decisão de destruir o cobiçado trabalho! Muitos dos presentes tomam sua afirmativa como insana e inoportuna brincadeira, esboçando esgares de risos nervosos. Quando se certificam de sua inabalável decisão e seriedade, apelam para o seu bom senso e responsabilidade, oferecendo-lhe vantagens materiais.
Tudo debalde! Chega a vez das ameaças de morte por traição, acompanhadas de martírios sofridos pelas torturas com instrumentos medievais.
É ao som da terceira Sinfonia de Beethoven que seu corpo, cansado, sucumbe e o luminar espírito se desprende, ao som da Marcha Fúnebre...
Durante as duas horas do comovente relato, copiosas lágrimas embaciaram os olhos dos presentes, envoltos pela emoção.
O azul acariciante de sua "lanterna" se fez aumentar, como se quisesse agradecer a solidariedade dos ouvintes ao coração sofrido do mártir, liberto para Jesus.
Foi assim que Jair e demais companheiros, envolvidos pela emoção, conheceram o Joseph ternura, criatura sensível, abnegada que, podendo hoje, pelo seu merecimento, desfrutar dos Mundos Superiores, continua conosco, a orientar e espargir suas balsâmicas vibrações a todos nós, seres necessitados.

Grupo Lauro

Gaia, EVA, Mãe

Pietà - Michelangelo
Por Patricia Sophia*      
                            
                                                                                              
Gaia dadivosa abriga seus filhos no mundo, EVA a vida humana concebeu, Mãe inaugurou o amor imortal, nesta e noutra vida.
Deus, não se emociona com literatura. Emociona-se, e verte de seus olhos a gotícula do amor sentimento. Mãe, sentir e ouvir tua voz, seu respirar próximo, seu sorriso, seu carinho, sua prece, sua coragem... são essas suas coisas, que me comovem e fazem valer a pena ter nascido.   
O que vem à minha mente quando a contemplo? Uma mulher decidida, destemida, amorosa, desencanada, ou seja, forte!
E quem é essa mulher? É ela, mãe, simplesmente, para mim, minha mãezinha.
Sabe, ela não teve o exemplo de mãe por muito tempo, então teve que aprender a se virar desde cedo e isso a moldou em uma pessoa que não liga muito para a opinião alheia, que faz o que dá na telha e segue a vida.
Com isso, você pode até pensar que ela não é uma mãe perfeita e vou te contar um segredo, ela não é.
Houve um dia, no cúmulo do desespero, ela resolveu desistir da própria vida, afinal ela julgava que seus filhos não tinham o essencial, mas Deus, com sua infinita misericórdia e sabedoria, a trouxe de volta, assim como quem diz: Para de bobeira e vai à luta!
Então o que ela fez? Ela levantou, lutou e criou seus cinco filhos com todo amor, carinho, amizade, compreensão e alegria.
Cumpriu seu papel de mãe e foi além, cumprindo também papel de pai.
Sempre que um dos seus balançava, lá estava ela para segurar a barra e ajuda-los a prosseguir.
Eu, como toda criança, sempre sonhei em ser uma princesa, mas aí eu amadureci e percebi que para mim, ser princesa era ser exatamente como ela, ou seja, queria ser forte, lutadora, alegre e acreditar que Deus nunca nos abandona.
Com ela aprendi a força de superar uma doença que todos tinham preconceito.
Apesar de todos os momentos ruins que passamos, agradeço a Deus por tê-la me dado como mãe nessa existência.
Sei que o corpo é transitório, mas o amor e os ensinamentos estão arraigados em mim.
Nessa jornada caminhamos juntas e, nesse encontro de almas, seguimos com a certeza que no final tudo sempre é para o nosso bem e evolução.
Minha mãezinha, obrigada por não ser perfeita, por ser real!
Obrigada por me orientar e cumprir perfeitamente sua missão.
Como cantava Raul Seixas: "O amor é uma coisa real, e a gente nunca deve se esquecer". Eu jamais esquecerei esse amor recebido e tenha certeza que o meu amor por você é eterno!
A minha mãe, e a todas as mães meu sentimento de reconhecimento e gratidão.

* Patricia Sophia é dedicada tarefeira no Irmão Lauro.

                                                     
Mãe Querida, letra,e música,violão e voz de  João Cabete

(Vídeo idealizado por Patricia Sophia)

Eco da Alma e do Espírito *

"Há mais mistérios entre o céu e a terra do que a vã filosofia dos homens possa imaginar"
Willian Shakespeare
Pablo Picasso



Mãe, onde estas, não te encontro, você partiu sem se despedir... Você não me disse adeus, nem ao menos vi seu olhar triste de despedida.Minha mãe, minha mãe, onde estas?  
Filha estou aqui, sempre a seu lado. Não me despedi, porque Deus tinha pressa. Eu vivo, com o sentido de tua alma perceberás o eco de meu espírito em tua alma dizendo: Estou aqui.

Mãe sinto tua falta, por que Deus te levou?.   Ele nem pediu licença, entrou em nossa vida e deixou dores no meu coração. Sabe, mãe, você  não chegou a conhecer sua netinha, é linda, se parece a você...Minha mãe, minha mãe, onde estas?

Filha, Deus me convidou, e aceitei o convite em conhecer o meu céu; Ah! afaguei o anjinho da minha neta, eu a conheci bem antes você a conhecer. Sei que é difícil em crer no que te falo, mas, aumente a percepção de sua alma, não viva sob a algema limitação de quem vive com olhar interior do que é possível e faz sentido. Por que choras? Se a vida é momentânea e o amor imortal? Estou aqui! 

Mãe, sabe aquela boneca de pano que você me deu? Ainda guardo comigo, ainda hoje olhei e nas fotos sorrindo juntas... sua presença está na boneca de pano, na foto, mas, nada supera seu sorriso marcado na minha alma.Minha mãe, minha mãe, onde estas?

Filha, suas lembranças são como as flores do pau d'arco plantado em nosso quintal, que, caíam ao chão formando um tapete para não ser pisado. Porém, você precisa caminhar rumo a nosso reencontro. Por que choras? Estou aqui!

Mãe, Perdão, por não ter sido uma boa filha. Quantas vezes quis mudar seu jeito simples, as tantas vezes que me envergonhei de você. Agora eu sei, você foi a melhor mãe do mundo. O maior tesouro que possuías, teu amor e tua existência destes por mim, por isso choro!  Minha mãe, minha mãe, onde estas?

Filha, não chores, estamos sempre juntas na Terra e no Céu, o amor que nos envolve é o caminho, é nosso endereço. O amor te perdoa. Ah, quando nos encontrarmos tenho outra boneca de pano para lhe dar. Coloque tua mão junto ao colo, perceba o palpitar... Aí é, onde moram todas as mães.  Aguardo-te, com amor, tua mãe.

Mensagem recebida por Dan ,na reunião de educação mediúnica de  terça-feira 25/04/2017. 
(O autor ou autora não se identificou).


* Qual a diferença de Espírito e Alma?
Ambos são a mesma coisa. Só utilizamos o termo ESPÍRITO quando este está desencarnado e ALMA quando o Espírito está encarnado.




Marias Imaculadas



13 de maio rende homenagem à mulher-mãe. O imaginário de liberdade feminista nos protestos, tais como  retirar o porta-seios, a marcha abortiva,   aliado ao empoderamento politico, e a excentricidade humana se distanciam do verdadeiro sentido e sentimento sublime, que reveste e vive indelével o espírito das Marias Imaculadas. 



Vida, morte, morte, vida, inevitável ousadia DIVINA; na minha infância e no adolescer o irremissível não Te concedia.
O zoom no tempo, do berço gênese ao  zoom 72, lente embaçada, limpa, no meu terceiro olho que vê, o Teu relativo poder, epifania em retalhos.
As Marias imaculadas não seguem Tua ousadia Divina, seguem a própria divindade de amar. E numa afronta ao Amigo Invisível, não morrem, simplesmente ocultam-se envoltas em cetim purpura de amor. Para que os deu seu ventre apreendam as duras lições da vida e da morte.
Elas não morrem, escapam à vista, para que os seus frutos conheçam florestas escuras, assustadoras, sobrevivendo aos perigos do mundo hostil. E no alto, o Altíssimo nas estrelas, circundado por buracos negros, serenamente no deleite da sonoridade da valsa das flores, placidamente observa... 
Marias...Maria amor deixa a vida, para que o incapaz seja capaz de enfrentar o medo, a solidão, a orfandade, maldade, caminhos certos ou tortos é o aprendizado sem professor.
Sobrevive o incapaz nessa floresta vida, escura, úmida... Encontra o caminho com pés macerados, coração marcado e a alma bruxuleante, cabeça erguida como o cavaleiro andante em busca da justiça e amor.
Marias...Maria fonte que sacia minha sede, por mais que tente, jamais compreenderei teu amar. Neste zoom 72 em teu amor, embora alguns nunca entendam chego a lacrimejar. És essência do céu que deixa-se morrer por sua prole. 
A areia da ampulheta de minha vida escorre lentamente, até o dia que unidos possa dizer-te, Marias; Maria, que saudade: amo-te!
Ave Cristo!

Autor Dan 







Coração de Mãe





"Lugares onde se pode rir são muitos: as festas, os bares, os jantares, a Disneyworld, com amigos e desconhecidos. 
Os risos não necessitam justificativas.
Mas são poucos os lugares onde se pode chorar, sem sentir vergonha, e sem ter de suportar a tolice dos insensíveis que desejam transformar o choro em riso: eles não entendem.
Mãe é o lugar onde se pode chorar sem sentir vergonha.”


Rubem Braga

Ciranda, Cirandinha

Ciranda, Cirandinha..















Ciranda, Cirandinha
No recreio da vida, a infância com jaça.
Algazarra geral,, as crianças dançavam,
Singelas,, graciosas;, corpo balanga dentro e fora,
Brincando em reboliço se empurravam,
Ciranda, Cirandinha...
Ralhando umas com as outras, contorcia-se a roda.
Os cachos ao vento escondiam o rosto de graça
     Da menina ébano,
     Ciranda, Cirandinha...
     O vento cessante, a sufocava.
     Os cachos remexidos
     O rosto perdido,
     O corpinho desfalecido.
     A dança parou,
     A algazarra chorou.
     A menina ébano,
     Caída ao chão,
     Viu-se no céu... Balão;
     Via desalento na roda.
     Mas respirava seu coração
     Ciranda, Cirandinha...
     E junto aos anjos, grande roda,
     Sorrindo outra vez,
     Balanga dentro e fora,
     Ciranda, Cirandinha...
     Ciranda, Cirandinha
     Ciranda, Cirandinha...

        José Grosso - Dan
 


                                                                                   

Jesus e a marcha da deformidade espírita


É comum localizamos em nossas hostes doutrinárias alguns confrades agindo semelhantes aos “crentes evangélicos” (da ala neopentecostal), talvez por “olho gordo”, exaltando inflamados o “nome” Jesus, a “imagem” do Crucificado, a “personalidade” do Messias, quase sempre sob argumentos desprovidos de coerência, comprovando desconhecimento dos códigos morais do Evangelho racionalmente explicados por Allan Kardec e os espíritos superiores.
Por causa do “cristianismo” arcaico, a figura de Jesus se caracteriza por debilitada representação simbólica e, como sabemos, todo símbolo que passa do tempo fica enferrujado, desgastado e perde a sua essência e sentido. É óbvio que reverenciamos o excelso valor de Jesus e O defendemos enquanto Verdade Maior, porém, sem afastar um milímetro da lógica kardequiana.
Encontramos no M.E.B. (movimento espírita brasileiro) muitos “espíritas” de sacristia, como dizia Arnaldo Rocha, ou seja, espíritas “rezadores” (artificiais e dissimulados), que muito reza (tagarelando) e não se cuida da própria honra.
Conhecemos embustes de oradores que falam apaixonadamente sobre Jesus (chegam a chorar de emoção), que discursam sobre o valor da monogamia, na união familiar, todavia fazem andar a “fila” das esposas. Há ilustres palestrantes “espíritas” que insistem nos temas repetitivos, sempre sob a lideranças dos agenciadores de seminários improdutivos. Nessa inadvertência seguem algumas federativas (mal dirigidas) que insistentemente promovem congressos inócuos, pobres de conteúdos e onerosíssimos (não gratuitos) sempre destinados aos espíritas endinheirados.
Em tais eventos (congressos soberbos e inóxios) expõe-se temas evangélicos recorrentes, desgastados, abarrotados de trivialidades e lugares comuns, defendidos com afetação e tradicionalíssimas vozes veludíneas banhada de camuflada emoção veiculadas por intocáveis palestrantes sacralizados, santificados e “insubstituíveis” ante os apelos idolátricos da frenética e delirante caravana de “espiritólicos”.
Aliás, não obstante “carismáticos”, há oradores endeusados que fazem das palestras proferidas e a fama obtida nos escombros reivindicatórios da extravagante multidão de “espiritólicos”, uma execranda máquina de fazer dinheiro. Sim! São os confrades vendilhões do Espiritismo.
Neste cenário ainda há espaço para identificarmos “espíritas oba-oba”, espalhafatosos, recheados de fraternidade de boteco, sorrisos maquinais, comportamentos que contrastam com a simplicidade cristã. Isso tudo sem aprofundarmos nas práticas de diretores de órgãos oficiais (federativas) que se esgrimam (mentalmente) pela caça do poder de direção do M.E.B., totalmente distantes do exemplo edificante da humildade. Tais líderes intransigentes traem a si, aos amigos, ao M.E.B. e ao Espiritismo.
Certificamos que o caminho do M.E.B. tem sido de duas vias: uma é ocupada pela chamada liderança oficial, dos espíritas autócratas, cheios de “não me toques”, repletos de salamaleques; a outra via é ocupada pelos espíritas “combativos” do bem, fieis a Kardec, lealdade essa que nada tem a ver com extremismo ou intolerância, mas compromisso com a verdade.
Os “combativos” fazem o trabalho de azorragar a “oficialidade”, de fustigar os eternos “donos” do M.E.B. para não os deixar comodamente em “berço esplêndido” sob os narcóticos da ilusão. Os “combativos” de Kardec são, por isso, mal vistos e execrados permanentemente, tidos como desagregadores , mas são eles que agem com a coragem e virilidade necessária para evitar a perda total de uma doutrina tão cara à humanidade.
Quando se trata da moral, Jesus é o grande exemplo. Quando se trata de conhecimento espírita, Kardec é a verdade. Não pode haver mais espaço para o estereótipo de um Jesus decrépito, idolatrado, da tradição arcaica, pois o Espiritismo fez avançar no conhecimento de modo que sem o Espiritismo Jesus permanece no estado da incompreensão e da superficialidade do simbolismo sectário.
Portanto, jamais pode haver espaço para um Espiritismo segundo o Evangelho, pois o evangelho não pode explicar o Espiritismo ; ao contrário, apenas o Espiritismo pode explicar o evangelho. Como me ensinou um atilado espírita de vanguarda.
O futuro do Espiritismo está fixado nesse quadro contemporâneo, das lutas entre os que defendem os princípios kardequianos e os fracos, que mais se importam com os aplausos da plateia, com os resultados que agradam à audiência e os transformam famosos. A luz intensa da verdade os incomoda, daí a preocupação em defenderem-se para não perder o comando. Desfiguram o Espiritismo para se manterem na posse do “movimento espírita oficial”.
Cabe aos impávidos “combativos” do bem se contraporem a isso, mesmo sabendo que a luta é inglória sob o aspecto da capacidade de deter a marcha do embuste doutrinário. Mas como Jesus foi desfigurado e ainda se mantém deformado enquanto amor sem igual, o Espiritismo prosseguirá em sua desfiguração contínua, mas ao mesmo tempo se manterá firme e forte enquanto conhecimento fundamental para o despertamento da consciência humana.
Jorge Hessen

PS

Visitação à Enfermos no Irmão Lauro



1. RESPONSABILIDADE DOS VISITADORES:
a) Ser assíduo e pontual às visitas, procurando não faltar sem motivo muito justo, tendo o cuidado de avisar com antecedência o condutor dos trabalhos para que este possa efetuar a substituição, se necessário;
b) Integrar-se às normas de vida do espírita cristão e fraternista, fazendo de sua vida um exemplo para os demais;
c) O visitador passista deverá abster-se de álcool e fumo, sendo, no entanto, tolerável ao visitador que não ministra passes, devendo este abster-se, no entanto, no dia da tarefa;
d) Frequentar assiduamente uma reunião pública do Irmão Lauro;

2. RESPONSABILIDADES DOS CONDUTORES  DE EQUIPES
a) Conduzir o grupo no sentido de que cada elemento se sinta com a responsabilidade de visitador de enfermos;
b) Realizar as visitas sempre no dia e hora certas, nunca permitindo que fique ao sabor dos interesses do momento;
c) Imprimir ao grupo visitador um ambiente de entendimento, fraternidade, buscando a unidade de vibrações, sempre dentro da pauta da conduta cristã;
d) Somente assumir compromissos de visitação a enfermos que a equipe possa cumprir com assiduidade;
e) Apresentar relatório mensal das visitas ao Depto.Socorrista responsável pelas visitas;
f) Informar imediatamente ao Depto.Socorrista, todas as alterações efetuadas na equipe, inclusive entrada e saída de membros, bem como inclusão e eliminação de nomes de enfermos para serem visitados;
g) Nunca prometer ou estipular prazo para a cura das enfermidades orgânicas, mentais ou espirituais.

3. SISTEMÁTICA DE ATENDIMENTO
a) As visitas de determinado enfermo pode ser solicitada ao coordenador de visitas ou ao Depto. Socorrista. Nesse caso, deverá o dirigente tomar o cuidado de anotar todos os dados do enfermo na ficha de controle;
b) Somente serão aceitas as solicitações em que o enfermo esteja impossibilitado de se locomover até ao Irmão Lauro para participar da reunião de Assistência Espiritual;
c) Após a primeira visita, ou preferencialmente antes dela, deverá o condutor da equipe estar munido de orientação espiritual que deverá ser solicitada através dos condutores do Depto. Mediúnico;
d) Constarão da visita:
Prece vibracional;
Leitura e comentário de textos evangélicos de obras mediúnicas. No caso são indicadas as obras básicas do Espiritismo e as obras de Emmanuel e algumas de André luiz;
Troca de entendimentos com o enfermo no sentido de reanimá-lo minorando suas preocupações, visando em primeiro lugar a cura mental, a transformação do tônus vibracional do mesmo;
Passe magnético e reconfortante, não cabendo os passes especiais (sem orientação prévia) e os passes mediunizados;
Em casos especiais, havendo condições do ambiente poderão ser entoados hinos vibracionais, de forma e tom suave;
Prece de agradecimento;
Finda a tarefa, os tarefeiros retornarão imediatamente ao Irmão Lauro, não sendo permitido transformar a visitação numa ocasião social, com bate-papos e comes e bebes;
Salvo situações especiais, a visitação não deverá ultrapassar 30 minutos.

4. SUSPENSÃO DA VISITAÇÃO
Dever-se-á deixar a visita a algum enfermo por:
Desencarne;
Possibilidade do enfermo se locomover até ao Irmão Lauro e não houver necessidade vibracional (caso de obsessões) do mesmo receber passes em seu próprio lar; Quando o próprio enfermo ou seus familiares dispensarem a visita, que, alias se processa exclusivamente a seu interesse.

5. DO ENFERMO VISITADO
a) A priori somente recebe visitas domiciliares os enfermos que estejam impossibilitados de se locomoverem ao Irmão Lauro para aí receberem os passes;
b) Nos casos que envolvam obsessão e onde haja necessidade de efetivação da cura no ambiente doméstico, as visitas poderão ser efetuadas concomitantemente com a ida do enfermo ao Irmão Lauro;
c) No caso do item anterior, o dirigente de equipe deverá sempre trocar ideias com o Depto. Socorrista sobre a conveniência ou não de suspender as visitas. Sempre que possível, a espiritualidade deverá ser ouvida, através da orientação espiritual, por intermédio do atendimento fraterno;
d) De preferência os passes deverão ser ministrados no próprio quarto do enfermo, onde o ambiente requer maior vibração e pode melhor oferecer campo para a cura espiritual;

6. NORMAS GERAIS
a) Toda equipe de visitas possuirá um número de controle e possui um Mentor Espiritual, indicado pela espiritualidade;
b) O número mínimo de componentes em uma equipe deve ser de 3 (três) companheiros, de preferência, no caso, todos passistas, oriundos do das Reuniões do Irmão Lauro; Os componentes da visita deverão frequentar as reuniões no Irmão Lauro.
c) Em visitas familiares não exceder um máximo de 6 (seis) elementos, sendo preferível não ultrapassar de 5 (cinco);
d) Em visitas coletivas a hospitais, o número pode ser acrescido, mas nunca concentrado um grande número em uma só enfermaria ou leito;
e) Em equipes com aumento de confrades, a coordenação de visitas deverá efetuar a divisão em uma ou duas subequipes;
f) Em hipótese alguma, serão permitidas visitas em nome do Irmão Lauro, onde ocorram manifestações mediúnicas, tampouco reuniões familiares de desobsessão em lares;
g) Todas as visitas e reuniões, mesmo Culto Cristão no Lar, só poderão ter o caráter de Estudos Evangélicos Espirita;
h) Serão aceitos pedidos de passes humano-espiritual, ou quando o ambiente não permitir, somente visitas fraternas de leitura, comentários e trocas de entendimentos;
i) Toda equipe de visitas deverá Ter um condutor responsável e seu substituto eventual, sendo este responsável pela elaboração dos relatórios mensais;
j) Em hipótese alguma poderá uma equipe de visitas efetuar campanha financeira em nome do Irmão Lauro. Todas as Campanhas de angariação de donativos em dinheiro ou em objetos devem ser centralizadas à Tesouraria, que toma os cuidados necessários ao cumprimento da lei vigente;
k) Terminantemente não se deverá aproveitar a tarefa de visitas a enfermos para angariar fundos à Fraternidade, pois as visitas são feitas em caráter irrevogavelmente gratuito e espontâneo.
"Se desejas acender a luz do evangelho no lar do teu próximo, verifique, se o evangelho de luz, já acendeu no lar do teu coração". (Espírito Fabiano)


Grupo Lauro - Dan
PS




Reuniões do Grupo


segunda-feira
Reservada (sob orientação mediúnica)
Salão Principal
Segunda-feira 
Desobsessão
Início ás 20h30

terça-feira
Estudo da doutrina espírita
Franqueada ao público
Salão Principal 

Início às 20h30
Educação e desenvolvimento mediúnico
Reservada (sob orientação mediúnica)
Sala Glauco Parente

Início às 20h30

quarta-feira
Tratamento espiritual
(sob indicação espiritual ou triagem)
Salão Principal

Início às 20h30

quinta-feira
Palestras/orientações/passes
Franqueado ao público
Salão Principal

Início às 20h30

sexta-feira
Assistência fraterna
(sob indicação espiritual ou triagem)
Salão Principal

Início às 20h30

sábado
Evangelização infantil
Para crianças matriculadas

Das 14 às 16h

Se Eu Pudesse



Se eu pudesse, tudo faria,
Mas se eu nada conseguisse,
Eu apenas desejaria,
Ser o riacho que se esfolha nas fontes,
A nuvem de esperança que brilha nos horizontes.

                                                             A lágrima que rola dos olhos,
                                                             Carregada de tristeza e abrolhos,
                                                             Que alivia um coração.

Se eu fosse o nada, alguma coisa ainda seria,
E no grão de areia buscaria,
Sustento para a edificação.

                                                             Se eu não conseguisse aplacar a fome,
                                                             Rogaria a Deus ser a migalha,
                                                             Nas mãos da alma sem nome,
                                                             Afastando a tristeza do corpo vencido.     

Gostaria de ser o sol,
Mas se assim não pudesse,
Que eu seja o raio de luz de uma prece,
No coração enternecido.

                                                           Ah! Se eu fosse a chuva promovendo a plantação
                                                           Toda vida à terra eu daria,
                                                           Se, no entanto não for a chuva, 
                                                           Que eu seja a gota de orvalho a brilhar na noite fria,
                                                           Porque mesmo assim alguma coisa eu seria.

Senhor! Se eu pudesse ser o caminho,
Conduzindo as almas do mundo,
Pois se não conseguir ser o caminho,
Que eu seja o simples atalho,
E mesmo assim Senhor,
Saberei que de alguma coisa neste mundo eu valho.

                                                           Meu Senhor! Eu queria ser uma canção de hosanas!
                                                           Mas se mesmo assim achares que isso ser eu não possa, 
                                                           Permita que eu seja a humilde messe,
                                             Que o coração enobrece,
                                             Pela luz da caridade.

Se nada destas coisas eu puder ser,
Permita Senhor que eu seja o perfume,
Que conduz a flor ao lume,
Da sublime inspiração.

Anastácia

Mensagem psicografada pelo médium Rinaldo De Santis em reunião pública no Grupo Irmão Lauro, na noite de 01 de maio de 1.997.


PS