Ação das Trevas

Prezados irmãos. Que Jesus nos abençoe e nos fortaleça no seu amor.
Quando nos propomos a falar da Ação das Trevas nos Grupos Espíritas, antes de tudo precisamos saber de quais Espíritos estamos falando, porque a grande maioria de Espíritos obsessores que vêm às Casas Espíritas são mais ignorantes do que propriamente maldosos.
No livro “Não há mais tempo”, (Agnaldo Paviani) organizado pelo Espírito Klaus,  nós publicamos uma comunicação de um verdadeiro representante das organizações do mal e percebemos que há uma grande diferença entre o que nós classificamos como Espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas.
Eu estava presente na reunião na qual essa entidade se manifestou.
Quando o Espírito incorporou a doutrinadora disse: “Seja bem vindo meu irmão!”.
Ele respondeu: “em primeiro lugar não sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento. Sei que você não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece. Por isso duvido que eu seja bem vindo aqui”.
Ela ficou um tanto desconsertada, porém, disse: “mas meu irmão, veja bem, isto aqui é um hospital”.
Ele respondeu: “muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isto?”.
Ela disse: “Sim”.
“Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente? Só porque eu penso diferente de você. Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim?
Quem é que cuida de você? Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor que eu. Porque eu faço o mal? Porque sou combatente das idéias de Jesus?  Sim, é verdade, mas admito isto, enquanto que você faz o mal tanto quanto eu e se disfarça de espírita boazinha".
Outro doutrinador disse: “meu irmão, é preciso amar”.
O Espírito respondeu: “acabou o argumento. Quando vocês vêm com esta ladainha que é preciso amar é que vocês não têm mais argumentos”.
“Mas o amor não é ladainha meu irmão”.
“Se o amor não é ladainha por que o senhor não vai amar o seu filho na sua casa? Aliás, um filho que o senhor não tem relacionamento há mais de 10 anos. Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo? O senhor nem me conhece".
Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que, por último, veio o dirigente da casa e com muita calma disse:
“Não é necessário que o senhor fique atirando estas verdades em nossas faces Nós temos plena consciência daquilo que somos. Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito”.
O Espírito respondeu: “até que enfim alguém com coerência neste grupo, até que enfim alguém disse uma verdade.
Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta”.
COMO AGEM OS ESPÍRITOS REPRESENTANTES DAS TREVAS EM NOSSOS NÚCLEOS ESPÍRITAS?
Esses Espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intenções das trevas.
Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal nós estamos falando destes Espíritos que têm uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral.
Normalmente não são esses Espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas.
Normalmente eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, a não ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e represente algum perigo para eles.
Nós que vivemos e trabalhamos numa Casa Espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas atividades desses grupos.
Para ilustrar vou contar para vocês um fato verídico ocorrido numa Casa Espírita.
Um Espírito obsessor incorporou na sessão mediúnica e disse para o grupo:
“Nós viemos informar que não vamos mais obsediar vocês. Vamos para o outro grupo”.
Houve silêncio até que alguém perguntou: “Vocês não vão mais nos obsediar, por quê?”.
O Espírito respondeu: “existe nesta casa, tanta maledicência, tanta preguiça tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando aquilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês, vocês mesmos são obsessores uns dos outros”.
POR QUE REALIZAR UM SEMINÁRIO RESSALTANDO A AÇÃO DAS TREVAS? FALAR DO MAL NÃO É AJUDAR O MAL A CRESCER?
No livro a “Arte da Guerra” está escrito: “se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vaivencer todas as batalhas.
Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota.
Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas”.
Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma. Têm medo da reforma intima, têm medo do que vão encontrar dentro de si. Negam a transformação interior.
Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas. Se não conhecermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas como é que vamos saber nos defender deles.
Para isso é preciso refletirmos nesta condição de nos conhecermos, até porque toda ação das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós.
É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sairmos da sintonia dessas entidades.
E OS GUARDIÕES QUE CUIDAM DO CENTRO, COMO É QUE FICA?
Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre arbítrio.
Uma Casa Espírita como esta possui o seu campo de proteção, uma cerca elétrica construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados.
Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez que há grupos inimigos conflitando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto circuito nesta rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidade do mal entram.
Os benfeitores espirituais estão presentes, a rede é religada, mas, as entidades dos mal já entraram.
O grande problema é que quase sempre nós não estamos sintonizados com o bem.
A ação do bem em nossa vida é fundamental.
Por exemplo: o Umbral não é causa, o Umbral é efeito.
Só existe o Umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens têm sentimentos medíocres e inferiores.
No dia que a humanidade evoluir o Umbral desaparece, porque ele é conseqüência.
Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extensão das nossas trevas interiores.
Existe, sim, a proteção espiritual nas Casas Espíritas, porém, os Espíritos amigos respeitam o nosso livre arbítrio.
COMO É QUE OS GRUPOS ESPÍRITAS PODEM SE DEFENDER DAS TREVAS?
• Havendo muita sinceridade, amizade verdadeira e, principalmente, muito amor entre todos os colaboradores do grupo.
• Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o grupo ou para estudar ou para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual..
• Havendo muito comprometimento com a causa espírita.
• Realizando,  periodicamente, uma avaliação dos resultados obtidos!

Aborto - Crime e Conseqüências

"O maior destruidor da paz no Mundo hoje, é o aborto"
"Ninguém tem o direito de tirar a vida; nem a mãe, nem o pai, nem a conferência, ou o Governo."
Madre Tereza de Calcutá
(Mensagem à  Conferência na ONU ). (1)

Fernando A. Moreira


O termo aborto que, cientificamente indica o produto do abortamento, foi popularmente usado como sinônimo deste, confundindo-se assim, a ação com o resultado dela, o ato de abortar com seu cadáver, o aborto. Apesar da ressalva, usaremos indistintamente neste trabalho, dado a consagração do termo, uma ou outra denominação com a mesma finalidade.
 Assim, aborto ou abortamento seria a expulsão do concepto, antes da sua viabilidade, esteja ele representado pelo ovo, pelo embrião ou pelo feto; a expulsão do feto viável, antes de alcançado o termo, denomina-se parto prematuro. É pois, a interrupção da gravidez antes da prematuridade _ abortamento; durante _ parto prematuro; completada _ parto a termo; ultrapassada _ parto serotino. (2)

 Pode ser o aborto, sob o ponto de vista médico, espontâneo ou provocado, e a diferença está na intenção, pois que este último é devido a interferência intencional da gestante, do médico ou de qualquer outra pessoa, visando o extermínio do concepto. Neste trabalho, por motivos óbvios, só nos referiremos ao aborto provocado.

Incidência
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde ( OMS ), feitos por estimativa e antes de serem publicados, já foram divulgados pela Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos ("Dossiê Aborto Inseguro"), através do jornal "O Globo", é na América do Sul  onde ocorre o maior número de abortos clandestinos no mundo, vindo em segundo, a América Central e em terceiro, a África. O Brasil é o campeão mundial, pois aqui são consumados 1,4 milhão de abortos clandestinos por ano, mais do que todos os outros países da América do Sul reunidos. Meninas e jovens de até 19 anos fazem 48% das interrupções legais da gravidez, segundo a nossa rede pública. Dados do Fundo das Nações Unidas para a População (FUNUAP), mostram que em conseqüência de complicações deles, morrem por ano nos países da América Latina (inclusive no Brasil), seis mil mulheres, consistindo na terceira causa de morte materna, depois das hemorragias e da hipertensão. Relatório do Instituto Alan Gutmacher (Folha de S. Paulo: 14/03/99), mostra que a maior incidência por percentagem de abortos (36%), acontece nos países desenvolvidos, graças a permissão da lei, sendo deles também a maior taxa de gravidez não planejada (49 %), mas englobam apenas 28 milhões de mulheres grávidas por ano. Os países subdesenvolvidos apresentam planejamento melhor (36% dos nascimentos não são previstos) e menos abortos (20%), entretanto representam 182 milhões de grávidas. No Brasil, segundo o mesmo instituto, a cada 1.000 adolescentes grávidas, 32 recorrem ao aborto. Somente a República Dominicana (onde também é proibido) e  EUA (onde é legalizado), têm taxas maiores: 36.
Conclui ainda o relatório que nos EUA, onde 23 de cada 100 mil mulheres já praticaram o aborto, existe uma preocupação do Congresso, que prevê crescimento populacional negativo na próxima década, falta de mão-de-obra e colapso de sistema previdenciário em vinte anos. Outro dado importante é que 63% das mulheres norte-americanas chegam aos 18 anos já tendo praticado sexo. Só na Dinamarca (72%) e na Islândia (71%) o percentual é maior. O próprio instituto reconhece que parte das mulheres só fazem sexo por saberem que não terão filhos (seja porque usam métodos contraceptivos, seja pela prática do aborto).  Equivale dizer, que naqueles países onde o aborto foi legalizado, ganhando o nome, dado por eles, de "aborto seguro", o número de abortamentos vem aumentando assustadoramente e não menos assustador foi a diminuição do número de gravidezes programadas, denotando ambos, o aumento da  "irresponsa-bilidade segura".

As Conseqüências
O aborto é um crime hediondo que produz uma série de conseqüências espirituais, periespirituais, físicas, psicológicas e legais.

        a) Conseqüências espirituais e perispirituais: estão relacionadas ao crime, com repercussões para o criminoso e a vítima.

 Para o  criminoso. 
Em trabalho publicado na Revista Internacional de Espiritismo (Mar. 2000), referimo-nos a programação genética reencarnatória, (3 à 9 e 18) já que "não existindo o acaso, tudo na reencarnação, acontece sob a égide de Deus, o Senhor da Vida. Sendo esta  programada, os Espíritos Superiores atuariam como construtores ou geneticistas, no fluxo da vida (ver no gráfico da Fig. 1, em azul), selecionando o óvulo e o espermatozóide que originarão o ovo; sempre que possível participa nesta seleção genética o Espírito reencarnante, sendo o grau de comando dos Espíritos Superiores, inversamente proporcional ao estágio evolutivo do Espírito.
 Estabelecem-se, outrossim, fortíssimos compromissos, entre os pais e o Espírito reencarnante e vice-versa. Colaboram os Espíritos simpáticos e tentam interferir negativamente os Espíritos inimigos, de acordo com as possibilidades das sintonias."
O produto deste magnífico trabalho de corporificação da espiritualidade é o ovo, que originará os 70 trilhões de células do corpo físico, indo servir de roupagem ao Espírito reencarnante, como veículo possuidor de todas as dimensões necessárias e suficientes, colocadas a seu serviço para executar sua proposta reencarnatória e conduzi-lo à  evolução espiritual.
O aborto não é uma solução, é um adiamento doloroso, uma porta aberta de entrada no crime e no mal, e um rompimento de compromissos estabelecidos pelo Espírito, ora delituoso, com Deus, com o reencarnante e em última análise consigo mesmo. (Fig. 1; em vermelho)
Quem quer que venha a praticar ou colaborar com esse delito, predispõe-se a alterações significativas do centro genésico, em seu perispírito, com conseqüências  atuais e posteriores, na esfera patológica de seus órgãos sexuais e também, por vezes, dos centros de força (chacras) coronário, cardíaco e esplênico com todas as repercussões pertinentes. Nos estamos preparando hoje a reencarnação de amanhã; um aborto provocado agora se refletirá no chacra genésico, e será mais além o aborto espontâneo, pois a paternidade e a maternidade não valorizadas hoje, o serão com certeza amanhã, noutra encarnação, mas agora por um processo educativo, que passa pela dor e pelo sofrimento redentor. Em igual patamar, como conseqüência, estão a prenhez tubária, a placenta prévia, o descolamento prematuro de placenta, a esterilidade, a impotência, entre outras causas que atingem a esfera do aparelho reprodutor masculino e feminino.

Para a vítima
O único caso em que é aceito o aborto, pela Doutrina Espírita, é quando existe risco insuplantável para a vida da mãe. (13). Em todos os demais casos considera-se ser este compromisso inquebrantável, sob o ponto de vista moral e portanto consciencial espiritual, quer na prova dolorosa do estupro, quer nos fetos acárdicos e anencéfalos, ou qualquer argumento, como o direito de escolha da mulher e sua plasticidade, falta de recursos financeiros, etc. A luta entre o "devo mas não posso e o posso mas não devo", nada mais é do que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm" ( 1ª Epístola de S. Paulo Apóstolo aos Coríntios, cap. VI, verc. 12 )          
A reação da vítima, o Espírito reencarnante, varia de acordo com seu grau evolutivo, da decepção, quando aproveita a reencarnação malograda para sua purificação, à  obsessão, e dadas as circunstâncias, é mais provável que reajam da segunda forma, sintonizando-se às vezes com verdadeiras falanges de Espíritos obsessores:

        "(...) ódio aos que se recusaram em recebê-los no novo berço, e quando não lhes infernizam a existência terrena, em longos processos obsessivos, aguardam sequiosos de vingança, que façam o transpasse, para então tirarem a forra, castigando-os sem dó nem piedade." (14)

Conseqüências físicas
Conseqüências físicas imediatas: consideraremos aqui as de ocorrência médica,  que acontecem nessa encarnação.
Estima-se que a  morte da gestante ocorra em 20% dos casos de abortamento provocado na clandestinidade e além disso descrevem-se; perfurações do útero com cureta, sondas, velas, etc.; anemia aguda, decorrente de hemorragias provocadas por estas últimas, por abortamento incompleto (restos ovulares) e demais traumatismos da vagina, do útero e das trompas; infeções inclusive tétano, abcessos, septicemias, gangrenas gasosas; esterilidade secundária; lesões intestinais; complicações hepáticas e renais pelo uso de substâncias tóxicas.(2).
Assim, o aborto quando não determina a morte, pode imprimir marcas indeléveis no corpo físico e, como vimos, também no corpo perispiritual.

Conseqüências psicológicas
 Não se pode fugir da nossa consciência, nem pretextar ignorância das Leis Morais pois elas estão ai impressas (9), e quando se pratica este tipo de crime, desperta-se o sentimento de culpa, o arrependimento e às vezes o remorso, a nos perseguir por toda vida física e extra-física. O arrependimento é a ante-sala da reabilitação, e quando dinâmico, canalizado para ações construtivas, pode levar, via reforma íntima e trabalho regenerador, e não raro espelhado na adoção, a minimização de nossas faltas. O remorso é a lamentação interior inoperante, comple-tamente estático, que como um ácido corroe o recipiente onde é guardado, provocando a viciação mental, a mente em desarmonia, que é porta aberta aos processos obsessivos.  ( 5)  
   
Conseqüências legais
Não nos estenderemos sobre o tema, lembrando que "nem tudo que é legal é moral e nem tudo que é moral é legalizado." (16)
O aborto é um crime, e se não é admissível que morram mulheres jovens, menos admissível ainda é que se assassinem covardemente os mais jovens ainda e mais indefesos, praticando- o. O assunto é tratado nos artigos 124 à 128 do Código Penal determinando penas que vão de 1 à 10 anos.

Conclusão
" O primeiro dos direitos naturais do homem é o direito de viver. O primeiro dever é defender e proteger o seu primeiro direito: a vida." (17)
 O aborto é um crime nefando, porque praticado contra um inocente indefeso; o produto da concepção está vivo, e tem o direito DIVINO de continuar vivendo e de nascer. Transgride-se assim o V º Mandamento, "Não Matarás".
   
Errar é humano; assumir o erro, é divino.
   
O Espiritismo não aceita, nem pactua com a legalização do aborto, porque legaliza-lo é legalizar o crime e a irresponsabilidade . O  "aborto seguro" com que acenam, se dizendo defensores da vida da mulher, mesmo se verdadeira, não passa de uma proposta para o crime, em que saem em desvantagem  as vítimas, os inocentes e indefesos conceptos e aparentemente premiada a irresponsabilidade, excetuando-se desta os ca-sos de estupro, no qual também não justificamos o delito, pois mesmo aí existe um compromisso cármico a ser cumprido.
           " Lembrai-vos que a cada pai e a cada mãe, perguntará Deus: (15)
           - Que fizeste do filho confiado à vossa guarda ?".
           E quem praticou o aborto responderá:
           "- Eu matei meu próprio filho..."
 Quem assim dirá, embora reconhecendo a grave falta em que incorreu, não deve cultuar o remorso ou consumir-se no sentimento corroente da culpa, que levariam a estagnação, mas dinamizar-se e orientar sua energia no trabalho regenerador, agora sim, na defesa da vida, praticando a caridade, dedicando-se ao próximo e servindo com amor, que alcançariam sua plenitude na dádiva espelhada da adoção, na certeza de que com esses procedimentos, encontrará a justiça indulgente e a misericórdia do Criador.
   
        " Não é na culpa corrosiva nem no remorso paralisante, mas sim no arrependimento dinâmico que nos remete à ação e ao amor, afastando-nos do vale da dor e do sofrimento, que encontraremos o caminho da libertação." (7)
                                                         
Bibliografia
(1) FURLAN, Laércio. Respeito ao embrião e ao feto_ Diga não ao Aborto. "Mundo Espírita". Jan. 98, pg 2
(2) REZENDE, Jorge. Ed. Guanabara-Koogan, 1963, pg 667.
(3) XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito André Luiz. Missionários da Luz .FEB 28ª edição; pg 187 `a 189 e 208.
(4) KÜHL, Eurípides. Genética e Espiritismo, FEB 1 ª edição,  1996; pg 40.
(5) MIRANDA, Hermínio P. Nossos filhos são Espíritos, Publ. Lachâtre, 1995. pg. 47.
(6) SOARES, José Luis. Biologia. Ed. Scipione, 1997. Pg 195.
(7) GANDRES, Doris Madeira. Tesouro maior, Revista Internacional do Espiritismo, Jan. 1999, pg 219.
(8) DENIS, Léon, O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Ed. FEB, 1936, 4ª ed., pg 193.
(9) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, ed. FEB, 1987: perg.199, 344 358 e 359.
(10) ROCHA, Alberto de Souza. Além da matéria densa. Ed. Correio Fraterno, 1997, pg. 153. Reencarnação em foco. Casa Ed. "O Clarim", 1991, pg.104.
(11) LIMA, Inaldo Lacerda de. Reformador, jun. 1987, pg. 169.
(12) SANTA MARIA, José Serpa. Palavras de viver. Reformador, Jun 1992, pg.168.
(13) CALLIGARIS, Rodolfo. As Leis Morais . Ed. FEB, 1991, pg. 77.
(14) MOTA JR., Eliseu Florentino. Aborto sob a luz do Espiritismo. Casa Ed. "O Clarim", 1995, pg. 121.
(15) KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Ed. FEB, 1987, 6ª ed., pg 240.
(16) CARVALHO, Alamar Regis. O Aborto e suas conseqüências, SEDA-Salvador, Bahía: 31/07/99)
(17) KARDEC Allan, Revista Espírita. Aborto; direito ou crime?; extraído do site http;//www.cvdee.org.br., em 24/11/99.
(18)  MOREIRA, Fernando Augusto. Reencarnação e Genética, Revista Internacional de Espiritismo, março 2000, pg. 56.

(Artigo originalmente publicado pela Casa Editora O Clarim na edição de março de 2000 da Revista Internacional de Espiritismo e reproduzido com autorização do autor)

Prece do Natal

Senhor Jesus!...

Recordando-te a vinda, quando te exaltastes na manjedoura por luz nas trevas, vimos pedir-te a bênção.
Revela-nos se muitos de nós trazemos saudade e cansaço, assombro e aflição, quando nos envolves em torrentes de alegria.
Sabes, Senhor, que temos escalado culminâncias... Possuímos cultura e riqueza, tesouro e palácios, máquinas que estudam as constelações e engenhos que voam no Espaço! Falamos de ti – de ti que volveste dos continentes celestes, em socorro dos que choram na poeira do mundo, no tope dos altos edifícios em que amontoamos reconforto, sem coragem de estender os braços aos companheiros que recolhias no chão...
Destacamos a excelência de teus ensinos, agarrados ao supérfluo, esquecidos de que não guardaste uma pedra em que repousar a cabeça; e, ainda agora, quando te comemoramos o natalício, louvamos-te o nome, em torno da mesa farta, trancando inconscientemente as portas do coração aos que se arrastam na rua!
Nunca tivemos, como agora, tanta abastança e tanta penúria, tanta inteligência e tanta discórdia! Tanto contraste doloroso, Mestre, tão-só por olvidarmos que ninguém é feliz sem a felicidade dos outros... Desprezamos a sinceridade e caímos na ilusão, estamos ricos de ciência e pobres de amor. É por isso que, em te lembrando a humildade, nós te rogamos para que nos perdoes e ames ainda... Se algo te podemos suplicar além disso, desculpa o nada que te ofertamos, em troca do tudo que nos dás e faze-nos mais simples!...
Enquanto o Natal se renova, restaurando-nos a esperança, derrama o bálsamo de tua bondade sobre as nossas preces, e deixa, Senhor, que venhamos a ouvir de novo, entre as lágrimas de júbilo que nos vertem da alma, a sublime canção com que os Céus te glorificam o berço de palha, ao clarão das estrelas:


- Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!


Espírito  Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Antologia Mediúnica de Natal

Canto de Natal















O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.

Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.

Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.

Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.


Manuel Bandeira
Poesia extraída da "Antologia Poética". Editora Nova Fronteira - Rj, Janeiro, 2001, pág. 137.

51 anos de Amor


O Irmão Lauro,
convida á todos para o aniversário de 51 anos do Grupo.


Lirálcio Ricci



A confraternização será realizada no dia 20/11/2014 (Quinta-Feira) ás 20:00 h, com a palestra de Lirálcio Ricci


GB

Versos de Natal



Enquanto a glória do Natal se expande 
Na alegria que explode e tumultua, 
Lembra o Divino Amigo, além, na rua... 
E repara a miséria escura e grande.




Aqui, reina o Palácio do Capricho 
Que a louvores e júbilos se entrega, 
Onde a prece ao Senhor é surda e cega 
E onde o pão apodrece sobre o lixo.

Ali, ergue-se a Casa da Ventura, 
Que guarda a fé por fúlgido tesouro, 
Onde a imagem do Cristo, em prata e ouro, 
Dorme trancada em cárceres de usura. 

Além, é o Ninho da Felicidade 
Que recorda Belém, cantando à mesa, 
Mas, de portas cerradas à tristeza 
Dos que choram de dor e de saudade. 

Mais além, clamam sinos com voz pura:
— «Jesus nasceu! » — o Templo dos Felizes 
Que não se voltam para as cicatrizes 
Dos que gemem nas chagas de amargura... 

Adiante, o Presépio erguido em trono 
Louva o Rei Pequenino e Solitário, 
Olvidando os herdeiros do Calvário 
Sobre as cinzas dos catres de abandono. 

De quando em quando, o Mestre, em companhia 
Daqueles que padecem sede e fome, 
Bate ao portal que lhe relembra o nome, 
Mas em resposta encontra a noite fria. 

E quem contemple a Terra que se ufana, 
Ante o doce esplendor do Eterno Amigo, 
Divisará, de novo, o quadro antigo: 
— Cristo esmolando asilo na alma humana. 

Natal!... O mundo é todo um lar festivo!... 
Claros guizos no ar vibram em bando... 
E Jesus continua procurando 
A humilde manjedoura do amor vivo.

Natal! eis a Divina Redenção!... 
Regozija-te e canta, renovado, 
Mas não negues ao Mestre desprezado 
A estalagem do próprio coração. 

Cármen Cinira
Recebido psicofonicamente por Chico Xavier


Oficina da Criança

No dia 11/10/2014, o Departamento Infantil do Irmão Lauro realizou uma Oficina em Homenagem ao dia da criança.
Para visualizar as fotos deste belo evento, basta clicar na imagem abaixo.




GB

Oração da Criança


Amigo.    
Ajuda-me agora, para que eu te auxilie depois.
Não me relegues ao esquecimento, nem me condenes à ignorância e à crueldade.
Venho ao encontro da tua aspiração, de teu convívio, de tua obra.
Em tua companhia estou na condição da argila na mão do oleiro.
Hoje, sou sementeira, fragilidade, promessa...
Amanhã, porém, serei tua própria realização.
Corrige-me, com amor, quando a sombra do erro envolver-me o caminho, para que a confiança não me abandone.
Protege-me contra o mal.
Ensina-me a descobrir o bem.
Não me afastes de Deus e ajuda-me a conservar o amor e o respeito que devo às pessoas, aos animais e às coisas que nos cercam.
Não me negues tua boa vontade, teu carinho e tua paciência.
Tenho tanta necessidade do teu coração, quanto a plantinha tenra precisa da água para prosperar e viver.
Dá-me tua bondade e dar-te-ei cooperação.
De ti depende que eu seja pior ou melhor amanhã.

Emmanuel / Chico Xavier
O Grupo Lauro deseja a todas  crianças um feliz dia.
Dan


Sacolinhas de Natal 2014

Todo ano o Departamento Infantil realiza a confecção das sacolas de Natal, que é um presente para os alunos da Evangelização do Irmão Lauro. Você também pode ajudar neste trabalho !




Durante a semana nas reuniões do Grupo, estarão disponíveis para aqueles que se interessarem, sacolinhas de crianças de 4 á 14 anos para serem montadas.

Segue o link abaixo contendo os itens necessários para a confecção das sacolas.




GB

Filhos e netos recordando João Cabete...





















































Esta foto retrata o momento em que João Cabete e sua filha Dinazara se
apresentavam no Centro Espírita Allan Kardec de Campinas, durante 4a.
Semana da Fraternidade, realizada em 1962, tendo como anfitrião o Grupo da
Fraternidade Irmão Vicente, recem-fundado. Vê-se ao fundo uma maquete do
projeto da Cidade da Fraternidade, tal como era concebido na época.