O auxílio virá

O problema que te preocupa talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.
E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.
Às vezes, a sombra interior é tamanha que tens a idéia de haver perdido o próprio rumo.
Entretanto, não esmoreças.
Abraça o dever que a vida te assinala.
Serve e ora.
A prece te renovará energias.
O trabalho te auxiliará.
Deus não nos abandonará.
Fazê silêncio e não te queixes.
Alegra-te e espera porque o Céu te socorrerá.
Por meios que desconheces, Deus permanece agindo.







Mensagem de Emmanuel, psicografada pelo médium Chico Xavier


GB 

O Pai Nosso - Original

Tradução Direta do Texto Hebraico
Autor: Prof. Severino Celestino da Silva

Texto em Hebraico Transliterado
Avnu shebashamaim itkadash shemehá. Tavô malcutechá iassé retsonchá baárets caasher na'assá bashamaim.
Ten-lanu haiom lechem chuknu. Uslách-lanú et-ashmatenu caasher solchim anachnu laasher ashmu lanu.
Veal-tevienu lidei massá. Ki in-hatsilenu min-hará.
Amen.

Tradução:

Pai nosso dos céus, santo é o teu nome, venha o teu reino, tua vontade se faz na terra como também nos céus.

Dá-nos hoje nossa parte de pão. Perdoa-nos as nossas culpas, quando nós perdoamos as culpas de nossos devedores.
Não nos deixes entregues à provação; porque assim nos resgatas do mal.
Amém (ou, que assim seja, que possa ocorrer assim).

Nota:

PROFESSOR, PESQUISADOR E ESCRITOR

O Dr Severino Celestino da Silva, estudioso de línguas antigas e profundo analista do livro mais lido pela humanidade, a Bíblia. O ilustre professor é graduado em Odontologia, com especialização em Periodontia, mestrado em Clínicas Odontológicas pela Universidade de São Paulo e doutorado em Odontologia Preventiva e Social pela Fundação de Ensino Superior de Pernambuco.
É Professor de Ensino Superior na Universidade Federal da Paraíba. Ex-seminarista,é pesquisador do hebraico e das religiões, principalmente o judaísmo, base de todas as religiões cristãs. Sempre estudou a essência e conteúdo divinos da Bíblia em sua língua original, o hebraico.
Espírita há mais de 20 anos, estudou toda a obra de Kardec e pesquisadores contemporâneos, relacionando o Espiritismo com a Bíblia, com respeito e conhecimento. 


Aborto espontâneo: expiação ou recusa?

Sob a perspectiva da ciência
O aborto espontâneo (IIG) é o termo usado para uma gravidez que termina por si só, independente de qualquer manobra local ou geral voluntária, geralmente ocorre dentro das primeiras 20 semanas de gestação.
Pode ser um fenômeno: - Isolado. - Habitual ou de repetição (dificuldade de diagnóstico, prognóstico ou tratamento.)
O aborto espontâneo desenvolve-se em duas fases:
a) Ameaça de aborto.
É importante o diagnóstico, pois o tratamento precoce pode por vezes salvar a gravidez, se houver vida embrionária.
Clinicamente é caracterizado por:
1º- Pequenas metrorragias. (hemorragias)
2º- Queixas de cólicas discretas aos quadrantes inferiores. (cólicas na região pélvica)
b) – Aborto propriamente dito.
É anunciada pelo aumento das perdas sanguíneas, pelo aparecimento de dores ou o seu aumento.*
Na sua evolução o aborto espontâneo é:
- Natural e em geral completo e pode efetuar-se:
a) Num só tempo (embrião ou feto + placenta  – durante o 1º e 2º mês)
b) Em dois tempos: 1º – embrião ou feto
 2º – placenta
  - durante o 3º e 4º mês.
(Após o aborto:  1) A involução (útero volta ao normal), é rápida; 2) Pode haver lugar ao aparecimento do leite materno dependendo esta situação do tempo de gravidez que havia; 3) A menstruação aparece entre 30-90 dias (média 45 dias) após o aborto se ter consumado.
Etiologia (=causa)
Em cerca de 50% dos casos, a etiologia precisa do aborto não se diagnostica, mas noutros 50%, são revelados após técnicas auxiliares de diagnóstico, por ex: ecografia, histerosalpingografia, etc…
1- Causas ovulares; 2 – Causas uterinas; 3 – Causas de ordem geral; 4 – Déficits hormonais; 5 – O traumatismo ou os microtraumatismos repetidos; 6 – Algumas infecções; 7- Anomalias cromossômicas: *

O que nos diz a Doutrina Espírita sobre o aborto espontâneo:

Considerações sobre o Aborto Espontâneo

Consciência, perispírito e enfermidade.
 Há no homem alguma outra coisa além da alma e do corpo? E qual é a sua natureza?
“Semimaterial, isto é, de natureza intermédia entre o Espírito e o corpo. É preciso que seja assim para que os dois se possam comunicar um com o outro. Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e reciprocamente.” O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:
1º – o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;
2º – a alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;
3º – o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tal, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca.
Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se?
Na questão 344 de “0 Livro dos Espíritos”, encontramos a seguinte orientação:
- no momento da concepção, o Espírito se une em definitivo ao corpo, por laços ainda frágeis, podendo haver mortes prematuras, tanto pela imperfeição da matéria, quanto, principalmente, por tratar-se de prova, tanto para ele quanto para os pais.
André Luiz elucida-nos a esse respeito: “Na Espiritualidade, os servidores da Medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com o êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares. Aí, os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes de nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contacto direto com as lutas em que se configuraram.”
XAVIER, F.C./ Espírito André Luiz; “Evolução em Dois Mundos” – 14ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995. Segunda parte, cap, 19.

Quando o Reencarnante desiste  da prova.
Nalguns casos o aborto considerado espontâneo é, realizado pelo próprio espírito em processo reencarnatório. “(…) como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Em tal caso, porém, a criança não vinga.” Todavia, não há como outro Espírito passar a ocupar o corpo destinado ao Espírito que desistiu de reencarnar. Kardec, Allan; O Livro dos Espíritos; p.345

A influência da mente da mãe
Há outros casos de abortos aparentemente espontâneos, que são na verdade provocados mentalmente pela mãe. XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz; Evolução em Dois Mundos, 10ª ed., Cap. XIII, pág. 195.
O aborto espontâneo e o suicídio em vidas pregressas.
~PEREIRA, Y.A./Espírito Camilo Cândido Botelho; “Memórias de um Suicida”. 22ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2000. Segunda parte, cap- I.
“– Como compreenderemos os casos de gestação frustrada quando não há Espírito reencarnante para arquitetar as formas do feto? FCX/Espírito André Luiz; Evolução em dois mundos. Cap. XIII, pag. 195
“(…) nas questões 136- a) e 136 – b) 356 – a) de “O Livro dos Espíritos”, consta que podem existir corpos sem alma, sendo apenas uma massa de carne sem inteligência;
- Há casos em que jamais houve um espírito, destinado aos corpos, nada devendo se cumprir neles.
Há também espíritos que, pela recusa sistematicamente determinada em reencarnar, para fugir de determinadas situações, romperam os liames que os unia ao embrião. Estes terão seus débitos cármicos agravados e muitas vezes encontrarão posteriores dificuldades em reencarnar, sendo atraídos a gestações inviáveis e a pais necessitados de vivenciar a valorização da vida.

Os abortos espontâneos podem ser resultado do compromisso dos pais, antes de reencarnar, de passarem pela prova da infertilidade, por terem adquiridos débitos com a lei universal na área do renascimento.
Podem também ser experiência para aqueles que, por não compreenderem a profundidade do valor da vida, renascem com essa limitação como forma de aprendizado. Em alguns casos, o espírito programado para nascer foi cúmplice do processo que envolvia todos os personagens.

“O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa maternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia.
Destarte, ressurgem na vida física, externando gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como sendo a miopraxia (paralesia) do centro genésico atonizado (sem tônus), padecendo, logo que
reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana (trajetória que o óvulo faz através das trompas de Falópio), nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhes ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara (que provoca hemorragias) que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste.”
XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz), Evolução em Dois Mundos, 10ª ed., Cap. XIV, pág. 198-9.

Consideração Final
Tudo é supervisionado por Deus através de seus filhos já evoluídos, como o é Jesus, Governador da Terra.Gravidez com final feliz, ou a terminar em aborto espontâneo, se pautado sob uma estreita perspectiva de uma só vida, mostra-se totalmente diferente ao entendermos haver a sabedoria de Deus em tudo, num planejamento de longo prazo, de muitos milênios, tendo em vista a nossa evolução moral e intelectual. Demonstra-se, de forma clara, o quanto nossos Espíritos protetores trabalham por nós, com tanto tempo de antecedência, e o quanto temos a agradecer a Deus pela sua ajuda incondicional. Cabe à candidata a mãe  procurar agir da melhor maneira, educando os seus pensamentos e as suas ações, evitando dessa forma intoxicar a vida que começa a desenvolver-se no seu interior, buscando, pela prece, e pelo amor, alimentar espiritualmente esse pequeno ser, dando-lhe força para vencer medos e inseguranças.
As mães/gestantes conscientes da sua grande missão irão procurar a inspiração dos bons Espíritos, de forma a contribuir para o bom êxito do planejamento reencarnatório.  Em todas as situações, temos que Deus está presente. Acaso, não existe! “KUHL, Eurípedes, Genética e Espiritismo, 1ª ed., pág. 115-16.

Tema apresentado por Gina Ferreira
Fraternidade Espírita Cristã





Lembrando Allan Kardec

Na noite de 31 de março de 1955, na parte final de nossas tarefas, a instrumentação mediúnica  Chico Xavier foi ocupada psicofonicamente  pelo Espírito Leopoldo Cirne, o grande paladino do Espiritismo no Brasil, que, com fervoroso entusiasmo, exaltou a imorredoura figura do Codificador de nossa Doutrina.
Relembrando Allan Kardec, Cirne convida-nos, a todos nós que Integramos a comunidade espírita, ao estudo metódico das obras kardequianas, que sintetizam o roteiro das verdades eternas.
(Arnaldo Rocha presente na reunião gravou a mensagem e a compilou)
 

Meus amigos, seja conosco a paz do Senhor Jesus.
Celebrando hoje a coletividade espírita o octogésimo sexto aniversário da desencarnação de Allan Kardec, será justo erguer um pensamento de carinho e gratidão, em homenagem ao Codificador de nossa Doutrina, cujo apostolado nos religou ao Cristianismo simples e puro, descortinando amplos rumos ao progresso da Humanidade.
Recordando-lhe a memória, não refletimos apenas no alvião renovador que a sua obra representa na desintegração dos quistos dogmáticos que se haviam formado no mundo pelos absurdos afirmativos da religião e pelos absurdos negativos da ciência, mas, também, na luz de esperança que o seu ministério vem constituindo, há quase um século, para milhões de almas que vagueavam perdidas nas trevas do materialismo, entre o desânimo e a desesperação.
O Espiritismo marcha vitoriosamente na Terra, traçando normas evolutivas e colaborando, por isso, na edificação do mundo novo; entretanto, nas elevadas realizações com que se exorna, particularmente em nosso vasto setor de ação no Brasil, é imperioso não esquecer o apóstolo que, muitas vezes, entre a hostilidade e a incompreensão, batalhou e sacrificou-se para ser fiel ao seu augusto destino.
Saudando-lhe a missão venerável, pedimos vênia para sugerir, por vosso intermédio, a todos os cultivadores de nosso ideal, localizados em nossas múltiplas arregimentações doutrinárias, a criação de núcleos de estudo das lições basilares da Codificação, com o aproveitamento dos companheiros mais entusiastas, sinceros e responsáveis, em nosso movimento libertador, a fim de que as atividades tumultuárias, seja na composição do proselitismo ou no socorro às necessidades populares, não abafem a voz clara e orientadora do princípio.
Na distância de oitenta e seis quilômetros, além do nascedouro, a fonte estará inevitavelmente contaminada pelos elementos estranhos que se lhe agregam ao corpo móvel.
Não nos descuidemos, assim, da corrente cristalina do manancial de nossas diretrizes, instituindo cursos de análise e meditação dos livros kardequianos para todos os aprendizes de boa-vontade.
Estudemos e trabalhemos, amemo-nos e instruamo-nos, para melhorar a nós mesmos e para soerguer a vida que estua, soberana, junto de nós.
A obra gloriosa do Codificador trouxe, como sagrado objetivo, a recuperação do amor e da sabedoria, da fraternidade e da justiça, da ordem e do trabalho, entre os homens, para a redenção do mundo.
Não lhe olvidemos, pois, a salvadora luz e, acendendo-a em nosso próprio espírito, repitamos reconhecidamente:
— Salve Allan Kardec!
Leopoldo Cirne

Confia Sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
Crê e batalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve.
Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com aflição ou ameaçando-te com a morte...
Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.


  


Meimei - Psicografado por Francisco Cândido Xavier


GB

Mensagem de Allan Kardec

Mensagem recebida do espírito Allan Kardec em 14 de junho 1979, no grupo Ismael da FEB, pelo médium Hernani T. de Sant anna. Publicada no Reformador em outubro de 1979.


“Meus nobres e respeitáveis amigos! Como discípulo fiel, mas tão precário quanto me impôs ser a condição humana, realizei o melhor que pude o trabalho que o Mestre me confiou. De regresso ao mundo espiritual, constatei que somente o essencial foi concluído.
Antes, porém, que me pudesse abespinhar por isso, o Divino Amigo me fez sentir, na generosidade da sua sabedoria, que a semente lançada à terra era boa e daria os frutos desejados, no tempo certo e de acordo com o programa superior, traçado nas Alturas. Cabia-me aceitar que ao trabalhador basta o seu trabalho; compreender que o tempo deve exercer, em tudo, a sua quota de ação; perceber que era indispensável aguardar que se cumprissem, através das idades e dos acontecimentos, todos os itens previstos pela sapiente visão do Supremo Governador dos destinos de nosso planeta e de nossa Humanidade.
Não precisei angustiar-me, portanto, com as ocorrências que fizeram a história dos primeiros tempos de nossa Doutrina, na face do orbe, pois acompanhei, na posição do operário sempre em serviço, o transplante da Árvore do Consolador para as plagas do Brasil e os esforços apostolares aqui desenvolvidos para assegurar-lhe a sobrevivência e o desenvolvimento.
Chegado o tempo de mais efetiva disseminação da Mensagem Espírita no mundo, era necessário, porém, que tudo fosse revisto e consolidado; aplainadas, com todo o cuidado, arestas e asperezas; corrigidas algumas omissões; podado certos excessos de interveniência humana; esclarecidas determinadas dúvidas de interpretação.
Fácil é de entender-se esse imperativo, desde que se tenha em vista que se trata agora de nova e verdadeira entrega do Paracleto a todos os povos da Terra.
Dado que entendestes, com a vossa lucidez espiritual e o vosso devotamento, essa requisição do Cristo que nos dirige, devo agora agradecer o vosso empenho e o vosso devotamento, assegurando-vos que tudo está pronto para que o êxito coroe o desdobramento dos tentames que terão de ser empreendidos, para que a luz alcance e clareie todos os vales e todos os planaltos do orbe.
O trabalho do Senhor a ninguém pertence, mas é de todos os que atendem ao seu chamado, para a cooperação humilde e desinteressada, sincera e eficaz.
Nada, realmente, se constrói sem trabalho, sem solidariedade e sem tolerância; sem Deus, sem Cristo e sem Caridade.
Que, pois, o Amor e o espírito de serviço sejam os vossos conselheiros permanentes em todas as situações, certos de que o Espiritismo é Jesus de volta, para consolo e redenção de todos os seres humanos.  

Allan Kardec”

         Grupo Lauro                                      

O que é Espiritismo?


Cepa (1)
É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.
“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)
“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.” Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI – 4).3
O QUE REVELA:
Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.
SUA ABRANGÊNCIA:
Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.
Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.
SEUS ENSINOS FUNDAMENTAIS:
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.
Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.
Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.
O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

Fonte FEB e SobreSites



(1) O desenho de uma cepa, com a uva, aparece no frontispício de O Livro dos Espíritos, um clichê que reproduz o desenho feito pelos próprios Espíritos, em Prolegómenos, prólogo por eles assinado: Santo Agostinho, O Espírito de Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, dentre outros que informaram . “Porás no cabeçalho do livro a cepa que te desenhamos, porque é o emblema do trabalho do Criador. Aí se acham reunidos todos os princípios materiais que melhor podem representar o corpo e o espírito. O corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que só mediante o trabalho do corpo o Espírito adquire conhecimentos.” Embora hajam algumas divergências de interpretação, tanto em relação as publicações originais em francês, como nas traduções para o português, este seria o significado mais próximo do desenho: O corpo é a rama da videira, a alma ou espírito unido à matéria é a uva e o espírito é o líquido dentro da uva, seu suco. Através do trabalho, o ser humano transforma o suco em vinho, ou seja, a destila, retira sua quintessência, transforma o espírito em um espírito do mais alto grau, superior, evoluído. A sua utilização na capa das obras da codificação básica não encerra em si nenhum misticismo, mas simplesmente um significado simbólico. Cepa – “tronco da videira, donde brotam os sarmentos”








A importância do evangelho no lar

Desde as minhas primeiras lembranças de criança, me recordo da realização do evangelho na mesa de casa e mesmo não participando, era obrigado por meus pais a permanecer na mesa em silêncio. Até aproximadamente os meus 12 anos de idade nunca concordei com esta atitude e por muitas vezes nem prestava atenção nos ensinamentos.
Porém, quando cheguei aos 15 anos de idade, começei a me interessar por palestras que falavam sobre a importância do evangelho no lar, e recordo-me ouvir algum palestrante dizendo que o evangelho dentro de casa tem um papel extremamente importante na manutenção da paz no ambiente familiar. Após ouvir estas palavras comecei a reparar atentamente como ficava o clima dentro de casa quando não era realizado o evangelho, e pude reparar de uma maneira impressionante que qualquer discussão em que haviam opiniões diferentes, se transformava em discussões onde a educação era sempre deixada de lado. Isso não quer dizer que ao realizar somente o evangelho estaremos livres de discussões mais acaloradas, já que temos que estar sempre vigilantes com nosso comportamento.
Hoje tenho 18 anos e realizo o evangelho no lar juntamente com toda a minha família todos os domingos ás 20 hs e posso afirmar sem qualquer dúvida que essa reunião aos domingos me enche de força e entusiasmo para a semana inteira !



GB - Depto. Infantil

Os 500 da Galiléia

Depois do Calvário, verificadas as primeiras manifestações de Jesus no cenáculo singelo de Jerusalém, apossara-se de todos os amigos sinceros do Messias uma saudade imensa de sua palavra e de seu convívio.
A maioria deles se apegava aos discípulos, como querendo reter as últimas expressões de sua mensagem carinhosa e imortal. O ambiente era um repositório vasto de adoráveis recordações. Os que eram agraciados com as visões do Mestre se sentiam transbordardes das mais puras alegrias. Os companheiros inseparáveis e íntimos se entretinham em longos comentários sobre as suas reminiscências inapagáveis.
Foi nesse instante, de indizível grandiosidade, que a figura do Cristo assomou no cume iluminado pelos derradeiros raios do Sol. Era Ele. Seu sorriso desabrochava tão meigo como ao tempo glorioso de suas primeiras pregações, mas de todo o seu vulto se irradiava luz tão intensa que os mais fortes dobraram os joelhos. Alguns soluçavam de júbilo, presas das emoções mais belas de sua vida. As mãos do Mestre tomaram a atitude de quem abençoava, enquanto um divino silêncio parecia penetrar a alma das coisas. A palavra articulada não tomou parte naquele banquete de luz imaterial; todos, porém, lhe perceberam a amorosa despedida e, no mais íntimo da alma, lhe ouviram a exortação magnânima e profunda:
 — "Amados — a cada um se afigurou escutar na câmara secreta do coração —, eis que retomo a vida em meu Pai para regressar à luz do meu Reino!... Enviei meus discípulos como ovelhas ao meio de lobos e vos recomendo que lhes sigais os passos no escabroso caminho. Depois deles, é a vós que confio a tarefa sublime da redenção pelas verdades do Evangelho. Eles serão os semeadores, vós sereis o fermento divino. Instituo-vos os primeiros trabalhadores, os herdeiros iniciais dos bens divinos. Para entrardes na posse do tesouro celestial, muita vez experimentareis o martírio da cruz e o fel da ingratidão. .. Em conflito permanente com o mundo, estareis na Terra, fora de suas leis implacáveis e egoístas, até que as bases do meu Reino de concórdia e justiça se estabeleçam no espírito das criaturas.
 Negai-vos a vós mesmos, como neguei a minha própria vontade na execução dos desígnios de Deus, e tomai a vossa cruz para seguir-me. "Séculos de luta vos esperam na estrada universal. É preciso imunizar o coração contra todos os enganos da vida transitória, para a soberana grandeza da vida imortal. Vossas sendas estarão repletas de fantasmas de aniquilamento e de visões de morte. O mundo inteiro se levantará contra vós, em obediência espontânea às forças tenebrosas do mal, que ainda lhe dominam as fronteiras. Sereis escarnecidos e aparentemente desamparados; a dor vos assolará as esperanças mais caras; andareis esquecidos na Terra, em supremo abandono do coração.Não participareis do venenoso banquete das posses materiais, sofrereis a perseguição e o terror, tereis o coração coberto de cicatrizes e de ultrajes. A chaga é o vosso sinal, a coroa de espinhos o vosso símbolo, a cruz o recurso ditoso da redenção. Vossa voz será a do deserto, provocando, muitas vezes, o escárnio e a negação da parte dos que dominam na carne perecível. "Mas, no desenrolar das batalhas incruentas do coração, quando todos os horizontes estiverem abafados pelas sombras da crueldade, dar-vos-ei da minha paz, que representa a água viva.
Na existência ou na morte do corpo, estareis unidos ao meu Reino. O mundo vos cobrirá de golpes terríveis e destruidores, mas, de cada uma das vossas feridas, retirarei o trigo luminoso para os celeiros infinitos da graça, destinados ao sustento das mais ínfimas criaturas!... Até que o meu Reino se estabeleça na Terra, não conhecereis o amor no mundo; eu, no entanto, encherei a vossa solidão com a minha assistência incessante. Gozarei em vós, como gozareis em mim, o júbilo celeste da execução fiel dos desígnios de Deus. Quando tombardes, sob as arremetidas dos homens ainda pobres e infelizes, eu vos levantarei no silêncio do caminho, com as minhas mãos dedicadas ao vosso bem.
Sereis a união onde houver separatividade, sacrifício onde existir o falso gozo, claridade onde campearem as trevas, porto amigo, edificio na rocha da fé viva, onde pairarem as sombras da desorientação. Sereis meu refúgio nas igrejas mais estranhas da Terra, minha esperança entre as loucuras humanas minha verdade onde se perturbar a ciência incompleta do mundo!... "Amados, eis que também vos envio como ovelhas aos caminhos obscuros e ásperos. Entretanto, nada temais! Sede fiéis ao meu coração, como vos sou fiel, e o bom ânimo representará a vossa estrela! Ide ao mundo, onde teremos de vencer o mal! Aperfeiçoemos a nossa escola milenária, para que aí seja interpretada e posta em prática a lei de amor do Nosso Pai, em obediência feliz à sua vontade augusta!"
Sagrada emoção senhoreara-se das almas em êxtase de ventura. Foi então que observaram o Mestre, rodeado de luz, como a elevar-se ao céu, em demanda de sua gloriosa esfera do Infinito. Os primeiros astros da noite brilhavam no alto, como flores radiosas do Paraíso. No monte galileu, cinco centenas de corações palpitavam, arrebatados por intraduzível júbilo. Velhos trêmulos e encarquilhados desceram a costa, unidos uns aos outros, como solidários, para sempre no mesmo trabalho de grandeza imperecível. Anciãs de passo vacilante, coroadas pela neve das experiências da vida, abraçavam-se às filhas e netas, jovens e ditosas, tomadas de indefinível embriaguez dalma.
Os antigos discípulos, cercando a figura de Simão Pedro, choravam de contentamento e esperança. Naquela noite de imperecível recordação, foi confiado aos quinhentos da Galiléia o serviço glorioso da evangelização das coletividades terrestres, sob a inspiração de Jesus-Cristo. Mal sabiam eles, na sua mísera condição humana, que a palavra do Mestre alcançaria os séculos do porvir. E foi assim que, representando o fermento renovador do mundo, eles reencarnaram em todos os tempos, nos mais diversos climas religiosos e políticos do planeta, ensinando a verdade e abrindo novos caminhos de luz, através dos bastidores eternos do Tempo.
Foram eles os primeiros a transmitir a sagrada vibração de coragem e confiança aos que tombaram nos campos do martírio, semeando a fé no coração pervertido das criaturas. Nos circos da vaidade humana, nas fogueiras e nos suplícios, ensinaram a lição de Jesus, com resignado heroísmo. Nas artes e nas ciências, plantaram concepções novas de desprendimento do mundo e de belezas do céu e, no seio das mais variadas religiões da Terra, continuam revelando o desejo do Cristo, que é de união e de amor, de fraternidade e concórdia.
Na qualidade de discípulos sinceros e bem-amados, desceram aos abismos mais tenebrosos, redimindo o mal com os seus sacrifícios purificadores, convertendo, com as luzes do Evangelho, à corrente da redenção, os espíritos mais empedernidos. Abandonados e desprotegidos na Terra, eles passam, edificando no silêncio as magnificências do Reino de Deus, nos países dos corações e, multiplicando as notas de seu cântico de glória por entre os que se constituem instrumentos sinceros do bem com Jesus Cristo, formam a caravana sublime que nunca se dissolverá.

 Humberto de Campos (Espírito)

Quem me segue não anda em trevas



“Quem me segue não anda em trevas...” — prometeu-nos o Eterno Amigo.
Se avanças, assim, em companhia do Mestre, sob o nevoeiro do mundo, muitas vezes serás interpelado pela sombra, através daqueles que te palmilham a senda.
Em plena estrada, dir-te-á pelo rebelde!
- Perdão é covardia.
O ódio alimenta.
Incendeia o caminho.
Oprime e passa.
Dir-te-á pelo ambicioso:
— Não cogites dos meios para alcançar os fins.
Dar é tolice.
O interesse acima de tudo.
Mais vale um vintém na Terra que um tesouro nos Céus.
Exclamará para os teus ouvidos pela boca dos viciosos:
— Nada além da carne.
Come e bebe.
Goza o dia.
Embriaga-te e esquece.
Exortar-te-á pelo usurário:
— Não desdenhes a bolsa farta.
Serviço é privilégio da ignorância.
Migalha bem furtada, riqueza justa.
Ajuda a ti mesmo, antes que os outros te desajudem.
Dir-te-á pelo pessimista:
— Nada mais a fazer.
Que te importa o destino?
Não vale a pena...
Tudo é ilusão.
Exortar-te-á pelos filhos do orgulho:
— Jamais te humilhes.
O mundo é teu.
Nada além de ti mesmo.
Vence e domina.
Em teu santuário de serviço, dir-te-á pelo chefe:
— Não reclames.
Obedece e cala-te.
Estou fatigado...
Não me perturbes.
Pela voz do subordinado, gritará, inquietante:
— Não te aproximes.
Não te suporto.
Pagar-me-ás a injustiça.
Maldito sejas.
E acentuará pela boca do companheiro:
— Desaparece.
Não me aborreças.
Estou farto.
A culpa é tua...
Em casa, dir-te-á pelos mais amados:
— És a nossa vergonha.
Enlouqueceste...
Que fizeste de nós?
Não passas de um fraco...
Mas, no imo d’alma, escutarás a palavra do Senhor, na acústica do coração:
— Brilhe tua luz.
Ama sem exigência.
Serve a todos.
Ampara indistintamente.
Não desesperes.
Tem bom ânimo.
Ora pelos adversários.
Ajuda a quem te calunia.
Perdoa setenta vezes sete.
A quem te pedir a túnica, oferece também a capa.
Ao que te pedir a jornada de mil passos, caminha com ele dois mil.
Renúncia é conquista.
A dor é bênção.
Sacrifício é glória.
O trabalho é superação.
A luta é pão da vida.
A cruz é triunfo.
A morte é ressurreição.
Se souberes ouvir o Celeste Orientador, aprenderás servindo e servirás amando...
E, reconhecendo a tua condição de simples viajante no mundo, usarás, cada dia, a bússola da bondade e da fé, no divino silêncio, nutrindo a certeza de que aportarás, amanhã, sob a inspiração de Jesus, na grande praia da verdade, onde encontrarás, enfim, a tua Vitória Eterna.
Espírito Dalva de Assis
chico xavier